Game que é arte

Buenas,

você já deve ter escutado ou até mesmo participado de alguma discussão se game é ou não obra de arte. Tem todo tipo de opinião a respeito disso e creio que esse debate ainda esteja no começo. As vezes alguns me perguntam se esse tema é importante e respondo que sim, é bastante importante e lhes digo porquê.

O fato em si do jogo ser ou não considerado arte pode não fazer muita diferença para seu jogador durante o ato de jogá-lo, muito menos na hora de comprá-lo, porém ser considerado como arte pode fazer dos jogos em geral algo a ser mais bem visto pelas pessoas. Afinal de contas, uma “obra de arte” é muito mais bem vista do que um jogo de videogame. Portanto ser considerado como arte pode melhorar o status dos jogos e de seus jogadores, o que talvez alivie um pouco a barra quando acontecer algum crime bizarro e a culpa recair no mundo dos games.

Mas voltando ao debate, não quero considerar o games como arte e ponto. Gostaria de falar aqui dos games que são obras primas dentro do mundo dos games. Creio que num futuro não muito distante os games serão respeitados e portanto farão parte do dia-dia das pessoas sem gerar nenhum alarde. Sendo assim, alguns jogos serão considerados obras primas, uns trangressores, outros clássicos etc. vou apresentar aqui alguns que considero obras primas e o motivo pelo qual considero isso.

Chrono Trigger para o SNES, um clássico

Primeiro vou falar do Chrono Trigger. Sinceramente eu acho que nem deveria falar sobre esse jogo, pois parece que nem precisa. É um jogo lindo, jogabilidade fácil, história fascinante, personagens bem feitos e carismáticos, enfim, um jogo marcante. Todos que jogaram devem se recordar emocionadamente do momento em que o Robô é destruído. Com certeza será um daqueles jogos lembrados para sempre nesse meio. Não precisamos saber se a estética dele pode ou deveria ser considerada como uma obra de arte segundos os parâmetros clássicos. Ele deve ser considerado como arte dentro dos games e isso que importa.

Para não ficar no óbvio vou citar aqui um jogo muito bem avaliado e de grande sucesso comercial, mas poucas vezes considerado como arte, Diablo. Um marco no gênero (pioneiro?) trilha sonora excelente, ambientes assustadores, inimigos bem feitos, desafio adequado, multiplayer interessante. Diablo é daqueles jogos que prende os jogadores e pode pegar de surpresa os mais incautos. Recomendo a todos que querem aprender um pouco mais sobre games que jogue Diablo, o primeiro mesmo. Depois pode jogar os outros. Aliás, que venha logo Diablo III.

Tela inicial de Diablo, assutou muita gente na década de 90

Mas agora, para não ficar um post muito longo vou citar o terceiro e último jogo aqui e esse merece um destaque especial: Portal. Esse é daqueles jogos esquisitos, que ninguém sabe de onde veio e quando menos percebemos já estava entre nós. Portal 1 era algo maravilhoso, uma atmosfera carregada e única, um personagem absurdamente carismárico que só aparecia no momento final do jogo, um final que só quem viu sabe do que estou falando. Mas aí lançaram Portal 2 e incrivelmente conseguiram fazer algo ainda melhor. A jogabilidade é algo incomparavel, o multiplayer cooperativo é tão divertido quanto criativo e a forma com que deram personalidade a personagens que sequer tem rosto é no mínimo admirável. Mas gostaria de salientar algo que o faz único nesse meio. Alguns jogos são ótimos, mas poderiam ser apenas assistidos ao invés de jogados, ou seja, se alguém está com o controle na mão enquanto você apenas ve a ação não “faz grande diferença”. Portal é um jogo para ser jogado! Parece ser uma afirmação boba, mas isso faz dele um exemplo de como essa é uma mídia diferenciada. A história é ótima e bem contada, mas se você não jogá-la, não participar dos puzzels, o jogo perde muito da graça. Sou fã de Portal e jogar Portal 2 foi uma das melhores experiências que tive até hoje em qualquer videogame. Tenho certeza que esse será um jogo utilizado em muitos cursos de graduação sobre games, além de ter deixado uma herança grandiosa para a cultura pop devido ao sucesso de seus personagens, frases, produtos etc.

Os adoráveis P-body e Atlas do modo cooperativo

Sei que game como arte ainda é algo que gera reações bem negativas nos mais conservadores, mas vejo como algo inevitável em pouco tempo. Deixo pra vocês o final de Portal, mas se você é daqueles que ainda não o jogaram, infelizmente talvez não entenda porque esta é uma das sequencias mais adoradas pelos jogadores.

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5 comentários sobre “Game que é arte

  1. Admiro muito quem tem as ideias desses jogos, a construção de enredos e as inovações desafiadoras que prendem o jogador por horas, dias, semanas, meses no jogo!

    Mas, complementando o comentário aqui com outra postagem anterior, sou daqueles gamers nostálgicos. Tento me render ao que tem de novo, mas só fico com as melhorias de jogabilidade e interatividade. Gráficos, realismo, simulação, esses não me cativam!

    1. Gustavo de Paula

      Sim Guilherme, sempre haverá aí uma questão de gosto pessoal. Eu apenas gosto de salientar a evolução dessa mídia e o quanto é possível de se fazer atraveś dela hoje em dia.

    2. Guilherme….compreendo o se comentário e em muito, digo e em muito concordo com você. Uso como exemplo a saga Final Fantasy que na minha opinião, deixou de ser um marco após o FF tatics e FF VII para se tornar um espetáculo de gráficos….apenas e liás, como muitos jogos de hoje em dia. Alguém aqui já jogou Dirge of Cerberus? Um personagem fantástico e um game ridículo de jogos que quebram esta escrita! Bio Shock, Have Rain, Gears of War, (Por incrível que pareça) COD MW2, Catherine (sublime!), Read Dead Redempetion, Skirim, Dark Souls…..e entre outros…repetitivo!
      Mas existem vários

  2. Gustavo Audi

    É engraçado pensarmos que boa parte do que consideramos arte hoje, um dia foi apenas magia – tanto a pintura rupestre (aquela das cavernas) quanto a medieval tinham propósitos mágicos ou religiosos. E isso me leva a crer que jogos antes usado como entretenimento, no futuro, serão definitivamente considerados como uma forma de arte do século XX e XXI…

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