Hoje é dia de futebol

Fala meu povo,

meio de semana é sempre reservado para o sagrado futebol. Quarta sobretudo e quinta se possível. A realidade é que, para mim, todo dia é dia de futebol, mas como isso não é possível de se conseguir sem arranjar nenhum tipo de confusão com a conjuge, melhor deixar apenas alguns dias separados para o futebas.

E falando em futebol, nessa semana foi anunciado que o preço de Fifa 12 caiu bastante nas lojas. As versões de Ps3 e XBox 360 agora custam R$99, enquanto a de Pc sai por R$29. Preço bastante razoável, fiquei tentado em comprar, mas com tanta coisa na lista para ser jogada (ainda nem terminei Skyrim) acabei deixando para depois. Mais até do que a grana, nesse caso, o que me fez deixar para depois foi o jogo em si. Não acho até que Fifa 12 seja um jogo ruim, mas não tenho conseguido me empolgar mais com os atuais jogos de futebol e é isso que vou comentar nesse tópico. Não quero escrever aqui sobre a história dos jogos de futebol no videogame, mas inevitavelmente farei uma breve linha do tempo durante esse texto.

O Atari (vou resumir todos os consoles da primeira geração sobre o nome Atari, pura e simplesmente) já contava com seus jogos de rola bola. O que mais me lembro e que talvez seja o mais conhecido dos jogadores brasileiros é o Pelé’s Soccer. Obviamente é um jogo simples, como tudo produzido naquela época. Era divertido na época, mas não pode ser levado tanto em conta, pois eram outros tempos. Mesmo assim merece destaque, pois era um período difícil para criar um jogo esportivo.

 

Após essa, veio a geração Nintendo, já apresentando significativos avanços tecnológicos. O salto em relação aos jogos anteriores foi gritante. Me lembro bem do excelente Goal 2. Cheguei a passar tardes inteiras jogando esse clássico e torcendo para o jogador comemorar o gol ajoelhando. A câmera mudava nos lançamentos longos, havia impedimento, tática e tudo que um bom jogo precisa. Estavam abertos os portões para bons jogos de futebol.  Contemporâneos a ele tínhamos Super Futebol do Master system e outros genéricos, como jogos da copa etc. Note que estou fazendo um relato de memória, então perdoe caso eu esqueça de algum jogo que valesse a pena ser mencionado.

A geração subsequente foi a do SNES e Mega drive (principalmente) e novamente tivemos grande avanço. Entre vários jogos (de SNES) como Striker (que apresentava a modalidade salão, além do jogo de campo) Soccer Shootout (que joguei várias vezes) veio o lançamento de International Super Star Soccer e posteriormente sua versão Deluxe. Esses sim fizeram a alegria de muita gente. Os jogadores se cansavam, várias táticas diferentes, gráficos melhorados e um sistema de jogo bem mais complexo. Conheço gente que joga até hoje e não é por acaso, pois apesar do incontável número de bugs (a maioria muito engraçado) e das manhas para se chegar ao gol, ISS era realmente um jogão. Era bem caprichado: o som, as imagens, tudo bem legal. Mais divertidas ainda eram as versões piratas, Capeonato Brasileiro 96 e Ronaldinho Soccer 97. Aquele que não jogou com Allejo como atacante da seleção brasileira não sabe o que é ter um clássico em suas mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O grande concorrente de ISS era o ainda novo Fifa soccer, que apresentava uma mecânica bem diferente, mas que tambpem fazia sucesso na época. Fifa era um bom jogo para o Mega Drive e já tinha seus adeptos desde aquela época.

A continuação de ISS veio na geração 64bits, com ISSS 64. Os avanços foram mais gráficos do que qualquer outra coisa e eu particularmente achava o jogo terrível. Ou seja, não tivemos grandes evoluções nesse período. A nova evolução de peso veio com o lançamento de Winning eleven para Ps one, ao mesmo tempo em que Fifa se modernizava nos Pc’s.

Winning eleven se tornou incrivelmente popular no Brasil e em pouco tempo já estava na casa de todos os fãs de futebol digital. No Pc Fifa também começava a trilhar uma carreira de sucesso, mesmo porque praticamente não tinha concorrentes, quem já jogou Actua Soccer sabe do que estou falando.

Nesses dois casos contamos com boas evoluções nas mecânicas de jogo e jogabilidade, além de avanços gráficos. Ambos já apresentavam uma melhora na física, sendo um pouco mais realista e os jogos mais disputados. Mesmo ainda existindo as conhecidas “manhas” para se fazer gol, estas eram em número bem menor e nem sempre tão fáceis de serem executadas, daí os placares mais modestos nos jogos.

Nas imagens abaixo fica bem fácil de comparar Fifa 98 do Mega Drive com Fifa 99 para Pc, chega a ser chocante a diferença.

 

 

 

 

 

 

 

 

De lá pra cá o mundo dos jogos de videogame se polarizou entre Pro Evolution Soccer (antigo WE) e Fifa. Todo ano são anunciadas suas novas versões e os produtores sempre fazem alarde sobre as novidades e melhorias. Na prática tenho visto pouquíssima diferença entre um lançamento e outro. Mesmo preferindo Fifa em relação a PES, devido a velocidade e estilo de jogo, não vejo os saltos evolutivos que tivemos ao longo da história. Claro que temos bons jogos, mas desanima comprar um jogo que será ultrapassado dali pouco mais de um ano. Mesmo com a presença dos multiplayers (bem interessantes por sinal) não me parece valer a pena essa euforia em cima de cada lançamento. Fifa 11 era magnífico, até o lançamento de Fifa 12, caindo praticamente no esquecimento. Essa loucura por times atualizados, promessas de melhores gráficos, física realista e verdadeiros “simuladores” de futebol está mais no campo da propaganda e do marketing do que propriamente nos jogos.

Resumidamente, cansei um pouco dos jogos de futebol digitais. Claro que não recuso uma jogatina, mas além de não ser grande coisa nesse tipo de jogo, não animei a gastar suados R$99 mangos num jogo que vai ser pouco explorado na minha mão. Aos amantes de futebol digital, sobretudo Fifa, a notícia da queda do preço é ótima. Eu ainda estou esperando por uma nova revolução nessa categoria, para que talvez assim eu volte a me encantar e comprar algum novo jogo de futebol.

Gostaria de lembrar apenas que eu SEI que existem outros jogos de futebol na atualidade, mas falei apenas daqueles que considero serem os principais. Até lá, continuo assistindo jogos na Tv, batendo uma bolinha uma vez por semana e jogando outros jogos no meu Ps3.

Abraços!

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Sensações e sensações

Salve meu povo,

Estava vendo um filme hoje, Rei Leão 1, e nem venha me perguntar porque eu estava assistindo-o. Já tinha assistido esse filme na minha infância, mas nunca tinha tornado a vê-lo. Foi estranha a sensação que tive ao acompanhar as diferentes cenas do filme, pois mesmo com um intervalo de quase 20 anos desde seu lançamento,  percebi que  ainda tinha a memória do que havia sentido quando da primeira vez que o vi. Isso quer dizer que na época o filme me marcou. Inclusive devo concordar que trata-se de um filme bem feito, mesmo eu tendo minhas críticas sobre ele atualmente.

Mas todos devem estar se perguntando o que isso tem a ver com os games. Ora, me fez pensar e lembrar quais as sensações que os games causam/causaram em mim e nos seus jogadores em geral. Creio que alguns casos são clássicos, enquanto outros tocam cada um de maneira bastante pessoal. Vamos a alguns deles.

Primeiramente vou falar de uma experiência recente, jogando Heavy rain. Se você não jogou esse game (recomendado por mim) então é melhor não ler esse exemplo, pois é um belo spoiler. Em dado momento, no meio da trama, você leva um dos personagens principais para um apartamento abandonado, com um monitor e uma câmera te vigiando. Um gravador presente no local diz sua tarefa: você está sendo observado e se quer obter uma pista do paradeiro de seu filho desaparecido, então deve cortar um de seus fora, na frente da câmera. São 5 minutos para a decisão e são vários objetos cortantes espalhados pelo lugar, como faca, cerrote, tesoura etc. É uma cena bem ao estilo Jogos mortais, para que fique mais fácil de entender. Abaixo, segue um vídeo da cena. A qualidade não está grande coisa, mas se você tem estômago fraco, não assista, rs.

Na realidade, você até tem a opção de não cortar o dedo e não obter a pista. No meu caso, após relutar muito, nos últimos segundos decidi cortar o dedo com uma tesoura. Garanto uma coisa, nunca me arrependi tanto e nunca fiquei tão sentido enquanto jogava um jogo de videogame. Foi literalmente terrível. O sofrimento transmitido pelo personagem era muito real e quando eu me lembrava que tudo aquilo só estava acontecendo por eu ter tomado essa decisão só piorava as coisas. Fique muito arrependido no momento, mas não dei load e continuei o jogo. Essa talvez tenha sido a sensação mais forte que senti até hoje em uma mídia interativa.

Mas para não ficar apenas nesse clima pesado, lembro de algo bem mais tranquilo e que talvez até passe desapercebido por vários jogadores, a pescaria de Zela Ocarina of time. Esse jogo do 64 é considerado um dos melhores da história, tendo obtido a maior nota no metacritics até hoje e bla bla bla. Em meio a tantas dungeons bem construídas e um mapa bem desenhado, atento para esse bucólico momento da pescaria. Com tantas batalhas, medo e correria, parar para pescar e ver o sol se pondo é tão calmante que da até pra esquecer os problemas do mundo de Hyrule. Esse tipo de sentimento é bem difícil de ser criado e merece ser mencionado quando isso ocorre.

Tenho certeza que todos aqui devem ter suas histórias nesse tema. Uma bem comum e engraçada é a sensação de vencer algum desafio. Nos meus idos tempos de NES, lá no começo da década de 90, aluguei (sim, aluguei) um jogo do Batman, que agora não recordo o nome. O jogo era bem difícil e um dos chefões era simplesmente insuportável. Quando consegui matar o infeliz, após inúmeras tentativas durante a tarde toda, soltei um sonoro “MORRE FDP!!!” Jamais me esqueci da sensação de ter derrotado o maldito, rs.

Isso sem contar nos jogos que assustam e causam medo na gente. Para os mais corajosos, recomendo jogar Fear com as luzes apagadas e fones no ouvido. Você pode não acreditar em nada sobrenatural, mas que vai tomar belos sustos eu posso garantir.

De alegria a choro, de raiva a compaixão, de medo a gargalhadas, com certeza os jogos são plenamente capazes de criar os mais variados tipos de sentimentos nas pessoas e não é exatamente isso que faz de algo uma obra de arte? Pense a respeito e relate alguma memória de sensações marcantes enquanto jogava.

A complicação de ser simples

Olá minha gente,

Lendo por aí sobre alguns títulos que recebem investimentos milionários, tentam criar novas mecânicas e  detalhar ao máximo milhares de movimentos diferentes dos personagens, mas que são verdadeiras porcarias enquanto jogo e desastres também de vendas, me veio a cabeça falar sobre isso, a dificuldade de fazer um jogo que seja simples, mas bom. Vejamos alguns casos clássicos:

A começar pelo óbvio, Tetris. Blocos que caem do céu e devem ser organizados para formarem fileiras. Se eles ficam mal agrupados e se acumulam até o topo da tela, derrota para o jogador. É simples, mas é genial, pois possibilita inúmeras variáveis e vai ficando cada vez mais difícil com tempo. Sem contar os diversos tipos de jogos que foram lançados ao longo da história baseados em Tetris, como o engraçado e desafiador Tetris Attack do SNES.

Não foi o suficiente? Vou apelar para outro então. Um jogo que você controla o personagem principal sem apertar nenhum botão, somente o direcional. Os inimigos te matam caso encostem em você e seu objetivo é coletar todos os pontos coloridos espalhados pelo cenário labirintico. A única forma de poder presente são algumas bolinhas especiais que lhe conferem a habilidade de derrotar seus inimigos por um curto período de tempo. Já matou a charada?

Sim, você já deve estar achando que eu só estou dando exemplos de jogos antigos, mas não é verdade, pois trago agora um bem novo e que também é ousado, Portal. Ok, toda vez eu falo de Portal e isso já deve estar te irritando, mas não deixa de ser verdade. O jogo só tem uma arma e você tem basicamente uma interação com o mundo do jogo, abrir portais e teletransportar pelos lugares. Porém, como todos já devem estar cheios de me ver falar de Portal, trarei outro exemplo, que foge um pouco do tradicional, Mario Party. Isso mesmo, Mario Party.

Mario Party é um jogo incrivelmente divertido, feito para ser jogado com os amigos. Basicamente, ele simula um jogo de tabuleiro, com mini games criativos e engraçados, que não exigem mais do que dois botões ao mesmo (nem isso) para serem executados. Alguns são realizados apenas com o direcional, outros na mera sorte e por aí vai. É claro que as ambições de Mario Party são bem menores do que outros blockbusters que vemos por aí, mas vale a pena ser mencionado.

Agora vamos ao exemplo que é o contrário disso tudo, que mais complica do que ajuda, ou ainda, que tem controles tão mal acabados que chegam a dar vergonha. Recentemente, o tão esperado Resident Evil 6 foi considerado terrível pelos fãs e pela mídia especializada, com controles toscos e que não fazem juz aos games antigos da série, uma pena.

O importante é entender que não apenas de gráficos e milhares de botões vivem os jogos, mas sim de criatividade. Se os milhares de botões forem de fácil assimilação e bem inseridos na mecânica do jogo, então tudo bem. Do contrário, uma jogabilidade complicada demais será como um texto muito rebuscado: fala a mesma coisa de um texto simples, mas é mais chato e metade das pessoas desistem no meio do caminho.

Agora vou indo, jogar um joguinho da velha com alguém, pois mais simples que isso impossível, rs.

“Skipping the gameplay” button

Opa,

estou de volta à ativa após alguns dias de descanso, ou tentativa de descanso, no final de semana. Como sempre, esses dias me serviram para reativar velhas discussões e lançar novos questionamentos. Esse que trago dessa vez não foi concebido por mim, mas na lista de discussão GamesNetwork e fala sobra a possibilidade de um botão para pular o “gameplay”. Esse tema se mostrou bem espinhoso, encostando em diversos tipos de teorias sobre os jogos. Vamos para as explicações

Resumidamente a idéia é bem simples: Por que em quase todo jogo existe sempre um comando capaz de saltar os diálogos, mas não existe nada semelhante para passar pelos combates/desafios em geral?

Eu achei a idéia bastante interessante e seus argumentos foram bastante válidos, apesar de seus opositores terem quase caído da cadeira quando a leram.  O debate foi bastante intenso e não vou ficar em cima do muro dessa vez, pois me posiciono a favor da idéia, nem que seja apenas de maneira teórica, pois não sei como isso poderia ser feito nos jogos de forma prática.

Vou tentar me explicar através de exemplos e não ficar teorizando tanto o assunto. Primeiro deles: você não é um jogador hard core e comprou um jogo por ter lido que ele tem um enredo belíssimo e intrigante, não vendo a hora de chegar ao seu final para descobrir quem é o assassino em série que aterroriza uma pequena cidade. Porém, no meio do jogo aparece algum inimigo muito chato, que exige bastante perícia para ser atingido na cabeça enquanto você salta de um caminhão. Horas depois você desiste, mandando os produtores do jogo tomarem suco de cajú e sem chegar ao final do seu esperado jogo. Note tratar de uma situação INVENTADA.

Segundo exemplo: Você está jogando um jogo que possui 87 finais diferentes. Termina o jogo e faz um final mequetrefe, que você odiou. Ok, recomeça o jogo tomando decisões completamente diferentes e mata os mesmos monstros novamente. Termina o jogo e ve o segundo final. Agora só faltam 85 e por aí vai… Claro que não existe jogo com 87 finais (ainda, rs) mas acho que deu pra entender.

Terceiro e último exemplo por hora: Você começa um personagem em Skyrim, cria um homem lagarto. Joga por 20 horas e vê que não fez uma boa escolha, pois queria ter outro tipo de personagem nas mãos. Começa novamente o jogo e tem que ficar matando as mesmas aranhas bestas que surgem em seu caminho, mesmo já estando no nível 50. Irritante ou não?

Um jogo que fez algo desse tipo para amenizar os combates foi Chrono Trigger (não a toa ele é considerado tão bom), que possuia o sistema “new game +” que consistia em recomeçar o jogo com os persongagens já evoluídos que você possuísse, ou seja, você não precisava ficar lutando contra cogumelos sem nenhum sentido apenas para ganhar nível e matava os chefões com meia dúzia de golpes. Isso possibilitava  ao jogador fazer novas escolhas e ver os diferentes finais do jogo.

O “problema” apontado por muitos para esse botão de pular os combates está no ponto de muitas vezes esse ser o desafio do jogo, ou seja, os combates são aquilo que normalmente tornam o jogo um jogo, fazendo o jogador pensar na estratégia e trazendo  imprevisibilidade a cada partida. Porém, jogos que se apoiam só nisso não me parecem muito interessante sob alguns aspectos e acho que não é somente isso que faz algo se tornar um jogo. Ainda assim, outro argumento apresentado foi o de que, se você não quer ficar apertando botões para matar ninguém, então que vá ler um livro. Meio grosseiro, mas que em alguns casos até poderia ser válido.

Deixo para cada um refletir sobre esse ótimo tema, sendo que eu já me posicionei a respeito, considerando interessante a existência de algum botão que pulasse os combates e permitisse ao jogador acompanhar mais a história de cada game.

Como não poderia deixar de ser, fiquem com um dos finais de Chrono Trigger, jogo que recomendo a qualquer um amante de videogames.

SBGames 2012

Buenas,

Já está aberta a chamada para trabalhos do SBGames desse ano, a ocorrer em Brasília. Novamente pretendo apresentar trabalho na trilha da Cultura, mas se não for possível apresentar eu vou de qualquer forma, nem que seja somente para assistir as palestras e participar de debates.

O SBGames de 2011 foi bem interessante e rolou lá em Salvador. Na ocasião eu fui premiado como terceiro melhor trabalho geral e melhor trabalho do Games for Change.

 

Esse é um evento muito legal e importante para o cenário brasileiro, pois ele mostra o quanto produzimos em pesquisas nessa área. Para se ter uma ideia, ele é o maior evento acadêmico da área de games em toda América Latina, contando sempre com presenças internacionais.

Só espero que ele continue com a cara que tem, descontraída e amistosa. Os pesquisadores de games precisam mostrar que para serem levados a sério precisam apenas de bons trabalhos e não daquelas formalidades irritantes do meio acadêmico e seus congressos chatos. Não vai ser um terno e uma gravata, nem um power point bonitinho que fará com que sejamos mais respeitados por aí.

E como não poderia deixar de ser, no final sempre rola uma festinha pra lá de animada, em que é possível conhecer bastante gente interessada e divertida.

O evento ocorre nos dias 2, 3 e 4 de Novembro. Mais informações você consegue clicando aqui em sbgames2012.

Assim que souber de mais coisas vou postando por aqui.

See ya.

Lei americana contra videogames

Nada de buenas hoje,

um congressista americano, chamado Joe Baca (que rima com…. Vaca Babaca) está tentando aprovar uma lei nos EUA que obriga a colocar um selo em praticamente todos os jogos, dizendo que estes estão ligados a comportamento violento nas pessoas, semelhante ao que acontece aos avisos de cigarro hoje em dia.

Não por mera coincidência, esse indivíduo é um daqueles que ajudou a criar o SOPA (informações aqui), que gerou aquela zona toda uns meses atrás, mas que agora já está arquivado.

Impressionante é que NÃO HÁ estudos que COMPROVEM a relação entre comportamento violento ou anti social e o ato de jogar videogame. Eu ainda vou trabalhar mais em cima desse tema por aqui, apenas estou adiando isso, pois cansa ter que ficar argumentando contra tanta ignorância.

Este é um post mais curtinho, indignado em ver que esse assunto volta e meia vem a tona, baseado em idéias de políticos ignorantes, ávidos por votos de pessoas desinformadas.

Pra finalizar, fica aqui um vídeo bem sarcástico e engraçado sobre uma possibilidade de acabar a violência no Counter Strike.

Crescimento no Brasil

Buenas,

vagando pela internet vi a notícia de que as vendas de videogames no Brasil cresceram 53% em 2011. A matéria da Folha de SP online pode ser vista aqui. Não sei se por estar online ou se por falta de competência de quem escreveu a matéria, não consegui entender se o aumento foi na venda de consoles, jogos ou consoles + jogos. Ainda assim não deixa de ser um número expressivo.

Quais as causas e consequências disso? A causa é óbvia, queda nos preços. A consequência é a migração do mercado informal para o formal. Novidade para você? Creio que não.

Eu não acredito que alguém compre produto pirata apenas por comprar. A pessoa não chega em uma loja, olha um jogo, ve que ele está com o mesmo preço da barraquinha e pensa “hmm, vou comprar no camelô mesmo, o cara é gente boa”. Sinto muito, mas isso é impossível de acreditar.

Quem compra no camelô é porque quer pagar mais barato, mesmo que seja produto de pior qualidade, sem chance de jogar online e tudo aquilo que sabemos ser inconveniente quando temos algo pirata. E dá pra culpar quem faz isso? Não, não dá. Comprar um lançamento a R$199,99 é duro demais. Vale mais a pena comprar um jogo importad, mesmo sendo taxado, do que comprar um aqui no Brasil. Ou então você espera uns 3 anos, até ele não ser mais lançamento e pagar R$99 (e olhe lá).

E a receita é até que bem simples, os resultados estão aí estampados! Queda no preço, aumento recorde nas vendas. O problema é que existem diversos interesses nesse meio (em todo meio), sendo políticos, financeiros, influências e por aí vai.

Ainda assim, não deixa de ser um fato a ser comemorado, pois quem sabe as empresas e o governo federal brasileiro não passem a aceitar os games como uma realidade no Brasil, sendo um grande mercado em potencial. E falo isso não apenas por causa dos preços ou para poder comprar mais, nada disso. É que quanto mais respeitatem nosso mercado, mais veremos jogos traduzidos, dublados, adaptados e também mais produções nacionais e esses sim são o grande ponto. Mercado pequeno não recebe investimentos, mas grandes mercados sempre chamam mais a atenção.

Mas como nem tudo são flores, copio aqui o ÚNICO comentário de leitor sobre essa notícia “QUANTO MAIS ALIENAÇÃO MELHOR”. E isso me faz lembrar, antes do preço e de qualquer outra coisa nosso maior inimigo ainda é a ignorância.

Continuemos na torcida e fiquem com uma resposta em forma de vídeo para esse comentário infeliz do leitor da Folha. Até mais!

No nosso meio

Opa opa,

se tem uma coisa que é legal é poder controlar o personagem em primeira pessoa, mirar e mandar aquele headshot no pobre coitado que aparece na sua frente, seja soldado inimigo, monstro ou qualquer coisa se mexa e ouse atravessar a mira de minha arma.

O “chato” é que sempre controlamos alguém que não diz muito respeito. Eu controlava o soldado americano no CoD e me arrebentava pra acertar o maior número de inimigos na cabeça, apesar de achar que quem estava invadindo e sendo o verdadeiro terrorista era eu. Eu controlo meu mago semi ladrão vagando por aquele ambiente nórdico em Skyrim, que é legal, mas não se parece muito com os lugares que conheço.

Eu pergunto, por que o cenário da favela do Rio era tão popular no Counter Strike? Por que o Eddy Gordo (apesar desse nome) era tão escolhido no Tekken? Pelo óbvio motivo que eles são brasileiros. Não vou falar sobre o Blanka, pois ele é uma aberração e que faz exatamente aquilo que muita gente já faz por aí: trata o brasileiro como um bicho do mato.

Isso não quer dizer que os brasileiros são os caras mais legais do universo, isso quer dizer que há uma identificação do jogador com o personagem, cenário, cultura.

Vamos imaginar a seguinte situação: um RPG ambientado no Brasil colônia, com personagens índios, negros e brancos de diversas regiões, sendo franceses, holandeses, portugueses, espanhóis, ingleses, entre outros. Imagine que as magias se referissem a cultura negra africana, as curas fossem baseadas em rituais indígenas e as armas fossem as encontradas na época. Poderíamos ter casarões, ao invés de lordes poderíamos ter senhores de engenho, luta desarmada inspirada na capoeira, cenário histórico contando a disputas entre Brasil e Portugal, reis etc…

Não sei se os jogadores iriam gostar tato quanto dos jogos que temos atualmente. Eu gostaria, adoraria! Se bem feito, teria tudo para dar certo e seria um belo aliado na mão de professores, apesar de eu achar que um jogo não é FEITO para educar à maneira da educação formal, apesar de poder ser usado para isso.

Pra fechar, deixo aqui a imagem que inspirou esse post, pois ela é simplesmente fantástica e é uma excelente ideia de jogo, mesmo tendo sido feita na brincadeira.

Ao invés de faca nós jogaríamos com uma senhora peixeira e aqui os fracos realmente não teriam vez, rs.

E então, qual cenário/ambiente/personagens gostaria de poder controlar?

Diversão descompromissada

Olá olá,

como disse outro dia, atualmente tenho jogado Ultimate Marvel vs Capcom 3. Nem gosto tanto de jogos de luta, mas esse eu acho especialmente divertido, com muita luz, barulho, personagens legais e um clima muito engraçado. Ponto, é só por isso que jogo.

Talvez você pense “grande coisa, que comentário idiota”, mas não é bem assim. Acontece que os jogos cada vez mais tem histórias e enredos elaborados (já dito aqui) e possuem críticos cada vez mais especializados nisso. Um jogo com uma trama fraca pode correr o risco de já não agradar mais tanto quanto antigamente. Dias atrás eu vi no fórum do uol jogos uma discussão sobre um jogo em específico, Vanquish, sendo este considerado como o pior enredo de todos os tempos pelo criador do tópico. Resumidamente trata-se de uma guerra entre americanos e russos (novidade?), mas a brilhante ideia foi colocar os russos como robôs assassinos! Simplesmente fantástico!

A discussão estava acirradíssima, pois alguns estavam dizendo pouco se preocupar com o enredo pífio do jogo, argumentando que ele tem uma excelente jogabilidade e é muito divertido, não fazendo diferença se ele sequer tinha alguma história ou não.

Esse é um dos pontos mais delicados na hora de analisar videogames, afinal, qual sua vocação? Conheço jogos com enredos bobos, mas que são excelentes, como por exemplo, Mario. Enquanto alguns com bons enredos não fizeram grande sucesso, como LA Noire.

Concordo em partes. Realmente alguns jogos são feitos para mera diversão simples, como Ultimate Marvel Vs Capcom, ou Burnout Paradise, por exemplo. Por outro lado, uma coisa é ter um enredo simples, ou até mesmo “não” ter enredo. Outra coisa é ter um enredo terrível, cheio de idéias dominantes, como o próprio Vanquish, CoD e por aí vai.

Sei que CoD é divertido, eu mesmo joguei bastante, mas não sei até quando essas baboseiras vão durar. Com o tempo, a evolução da mídia e a Educação das pessoas PARA os jogos farão com que os desenvolvedores quebrem a cabeça para fazer jogos cada vez mais elaborados. Não sei até que ponto isso será totalmente benéfico, pois adoro jogar Team Fortress 2 e dar risada vendo o Pyro falando por baixo de sua máscara enquanto tento queimar algum inimigo!

Particularmente acho bom ter meus momentos de diversão descompromissada, apenas para relaxar, dar risada e desestressar um pouco. Mas isso não pode significar engolir qualquer enredo tosco, em nome de mera diversão barata e passageira. Ainda prefiro os jogos que marcam, seja por personagens bem feitos ou histórias bem contadas.

Deixo como exemplo um jogo que os mais jovens não tiveram a oportunidade de conhecer, mas que era diversão garantida, mesmo sem ter uma grande história. Logo depois o vídeo de um jogo que foi marco para o gênero e que virou até filme depois, com uma história sinistra e bem feita!

Enjoy!

 

Ele está chegando

Hello my friend, stay a while and listen.

Se você conhece essa frase, então sabe de qual jogo vou falar aqui!

Não sou de ficar propagandeando nada, nem de fazer muito barulho por causa de jogo que ainda nem saiu, mas esse eu não poderia deixar de falar. Acabo de ver que foi anunciada a data de lançamento de Diablo 3!

Exatamente, em 15 de maio desse ano de 2012 será lançado esse tão aguardado jogo. Bem, pelo menos por mim ele é muito aguardado e há motivos bastante simples para isso e já começo a listá-los aqui.

Primeiro, trata-se de uma série de muito sucesso, que conta com dois jogos excelentes e expansões igualmente boas. Diablo 2 ainda tem uma comunidade fortíssima de jogatina online e conta com atualizações e novas fórmulas de criação de itens, ou seja, mesmo aproximadamente 10 anos após o lançamento do jogo a Blizzard continua tratando-o com respeito.

Segundo, a Blizzar não costuma decepcionar, lançando jogos sempre muito bem trabalhados (e isso explica boa parte dos atrasos e enrolações na divulgação de datas), com poucos bugs, visto que são exaustivamente testados. Pouco tempo atrás, em 2010, foi lançado Starcraft 2, após um longo intervalos em relação ao lançamento do primeiro jogo da série, que era simplesmente fantástico, mas ainda assim eles conseguiram fazer uma sequencia a altura, mesmo sendo dividida em três partes. Se você ainda não jogou, recomendo.

Terceiro, Diablo é um jogo interessante para quem gosta de jogar tanto no modo single player, quanto no modo multi player. Ambos tem a incômoda capacidade de prendê-lo por horas a fio, pois você sempre quer subir só mais um nível, percorrer só mais uma dungeon e assim por diante.

Quarto, Diablo em si costuma ter alguns elementos que nem são tão inovadores, mas são cativantes, pois são bem feitos. As magias, skills, desenho de armas e armaduras, personagens, inimigos (principalmente), trilha sonora e ambiente são bons exemplos disso.

Não vou mais falar sobre isso por enquanto, o que está aqui já é o suficiente. O restante falo depois que o jogo for lançado. Uma pena que, ao que parece, ele será lançado apenas para PC, pelo menos inicialmente. Já prevejo que terei que me endividar para comprar um pc novo apenas para jogar, rs. Será que meu PS3 finalmente terá algum tempo de descanso?

Aproveitem e assistam alguns vídeos que a Blizzard já havia liberado algum tempinho atrás, além de assistir alguns dos jogos antigos, e faça você mesmo suas previsões.

Não esqueça de seguir! Pode ser por email, ou clique lá em baixo em CAMINHA COMIGO.

See ya!