Doce vida de pesquisador brasileiro

Buenas galera!

Fiquei uns dias sem escrever, mas já voltei. A correria do dia dia engoliu um pouco do meu tempo e foi isso que me fez pensar no tema desse post, a NHACA dificuldade  de ser pesquisador de games no Brasil.

Primeiro, poucas são as universidades abertas para esse tipo de pesquisa. E quando falo “poucas universidades abertas a esse tipo de pesquisa” eu me refiro tanto as especializadas nisso, como as de game design etc, quanto as demais faculdades. No início do meu Mestrado cheguei a ter uma bolsa de estudos negada com a seguinte argumentação “videogames não são temas de estudo da linguistica aplicada”. Engraçado que nos EUA e Europa alguns dos principais pesquisadores sobre games são linguistas, mas enfim, voltemos ao Brasil.

O ego dos professores das áreas tradicionais as vezes os impede de orientar ou simplesmente dar espaço a um pesquisador que se interesse por esse objeto de estudo. Isso sem contar as piadinhas e provocações que se ouve o tempo todo quando se pesquisa algo inovador desse tipo (spesar de que em qualquer área no Brasil é complicado de arrumar bolsa de estudo, essa é outra grande verdade).

É uma pena, pois vemos cada vez mais pesqusiadores brilhantes deixando o Brasil e indo concluir (ou até mesmo iniciar) seus trabalhos em outros países. Nisso, quem perde é a nossa sociedade, que as vezes ainda acredita que videogame e bicho papão são a mesma coisa.

Mas vamos ser otimistas e pensar que você conseguiu um lugar legal, em que te apoiem e também receberá uma bolsa para trilhar seu caminho em paz. Eu disse paz? Esqueça, falei errado, pois aí começa o outro problema, o precinho camarada dos jogos e dos hardware no Brasil.

Enquanto eu lia que nos países ricos os grupos de estudo estavam sempre atualizados em relação aos jogos do momento, eu tinha que recorrer a pirataria (baixar jogos) ou os comprava com mais de um ano de atraso, isso quando comprava. A internet é mais lenta, os computadores são mais caros e tudo parece ser mais difícil de possuir. Por mais que existam outros meios de entrar em contato com os jogos, é importante poder analisá-los com calma, tanto no single player quanto no multi player, mas normalmente é bem complicado.

Não é fácil, mas ainda assim é gratificante. Eu gosto do que faço e isso as vezes causa inveja em muita gente, que possui empregos enfadonhos ou fazem pesquisas de gaveta. Cada um trilha sua jornada, posso apenas lamentar por quem não faz o que gosta.

Jamais desanime, pois por pior que as vezes realmente seja, vejo melhoras num futuro próximo, não sei se por otimismo ou se por acreditar nisso mesmo. Só não espere um mar de rosas, em que se joga o dia todo descompromissadamente, pois definitivamente não é isso que acontece.

Vamos a luta companheiros!

 

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3 comentários sobre “Doce vida de pesquisador brasileiro

  1. E é por essas e outras que o jogo (eletrônico ou não) ainda passa longe da educação. Aqui viemos dos século XIX, XX, entrando no XXI e a nossa educação/sociedade ainda olha torto para iniciativas assim. Lá fora, cansam de ensinar e aprender por meio deles, nós assumimos o partido da lousa e do giz. Mais fácil, mais barato, mais inofensivo ao status quo,

    1. Gustavo de Paula

      Realmente, parece que tudo avança, mas a Educação vai a passos mais lentos.
      Eu ainda estou aprendendo a fuçar nisso aqui, mas assim que eu descobrir como faço colocarei um feed. Conto com ajuda, rs

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