Falhando miseravelmente

Opa opa,

no último SBGames, que aconteceu lá em Salvdaor e eu estive presente, pude ver a palestra de Jesper Jull falando sobre o ato de falhar nos jogos de videogame. Vou discutir um pouquinho desse tema aqui também.

Acontece que a falha é essencial nos jogos, é parte do aprendizado e o jogo teria menos graça sem ela. Vamos a exemplos e nesse caso são vários.

Comecemos pelo óbvio: você está jogando Mario pela primeira vez, ve uma tartaruga vindo na sua direção e sem saber o que ela faz você deixa que ela encoste em você, pronto morreu. Antes que me pergunta  o porque de um exemplo tão panaca eu me adiante e explico, foi dessa forma que todos aprendemos que encostar nos inimigos causa a morte e derrota nesse jogo. Ou ainda, você se prepara, caminha, pula e cai lindamente no buraco, para só então ver que se segurar o botão que corre o pulo será mais longo e assim você não cai e bla bla bla.

As vezes irrita? Sim, irrita, mas até isso é importante, pois faz com que sejamos persistentes e que compreendamos o jogo cada vez mais.

Após a falha, você observa o que fez de errado e tem uma nova chance para tentar de novo e de novo e de novo até acertar. Essa é a forma que os jogos tem para se fazerem compreendidos, pois por mais que existam tutoriais, não há ninguém te guiando e ensinando o tempo todo. Boa parte somos nós mesmos que descobrimos.

Agora, você se lembra de alguma instituição que  faz exatamente o contrário, punindo severamente os erros e muitas vezes não dando nova oportunidade para o acerto? Se você pensou na escola, sim você está certo.

O sistema escolar é extremamente punitivo, não premiando o acerto, mas castigando o erro. É muito comum que o aluno não arrisque ou não queria se aprofundar pelo medo de errar e também de se expor frente os colegas. Errar uma resposta na frente dos outros pode causar traumas terríveis em algumas pessoas e não falo de brincadeira. Nisso, a escola acaba por perder interesse por parte de seus alunos e isso é lamentável. James Paul Gee fala muito sobre isso, apresentando que o design de aprendizado dos games tem se mostrado mais condizente com a sociedade atual. Não vou me aprofundar nesse ponto por enquanto, pois pretendo trazer essa discussão sobre a escola num futuro próximo.

Por outro lado existem aqueles jogos que beiram o impossível e isso também não é interessante. De que adianta o jogo ser tão difícil a ponto de fazer o jogador jamais progredir e até mesmo desistir? Nesses casos temos também um problema de design (ou apenas produtores sádicos).

Se você já jogou esse jogo que vou colocar no vídeo, então sabe bem o que falhar e querer atirar o controle na televisão.

Minhas falhas recentes tem sido no jogo Ultimate Marvel vs Capcom 3, em que apanho seguidamente jogando online. Uma hora eu aprendo, rs

Conte-nos suas maiores falhas nos comentários!

PS: Faltou acrescentar essa lista engraçada que vi circulando em alguns blogs por ae. Veja quantos itens você assinala.

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