Sensações e sensações

Salve meu povo,

Estava vendo um filme hoje, Rei Leão 1, e nem venha me perguntar porque eu estava assistindo-o. Já tinha assistido esse filme na minha infância, mas nunca tinha tornado a vê-lo. Foi estranha a sensação que tive ao acompanhar as diferentes cenas do filme, pois mesmo com um intervalo de quase 20 anos desde seu lançamento,  percebi que  ainda tinha a memória do que havia sentido quando da primeira vez que o vi. Isso quer dizer que na época o filme me marcou. Inclusive devo concordar que trata-se de um filme bem feito, mesmo eu tendo minhas críticas sobre ele atualmente.

Mas todos devem estar se perguntando o que isso tem a ver com os games. Ora, me fez pensar e lembrar quais as sensações que os games causam/causaram em mim e nos seus jogadores em geral. Creio que alguns casos são clássicos, enquanto outros tocam cada um de maneira bastante pessoal. Vamos a alguns deles.

Primeiramente vou falar de uma experiência recente, jogando Heavy rain. Se você não jogou esse game (recomendado por mim) então é melhor não ler esse exemplo, pois é um belo spoiler. Em dado momento, no meio da trama, você leva um dos personagens principais para um apartamento abandonado, com um monitor e uma câmera te vigiando. Um gravador presente no local diz sua tarefa: você está sendo observado e se quer obter uma pista do paradeiro de seu filho desaparecido, então deve cortar um de seus fora, na frente da câmera. São 5 minutos para a decisão e são vários objetos cortantes espalhados pelo lugar, como faca, cerrote, tesoura etc. É uma cena bem ao estilo Jogos mortais, para que fique mais fácil de entender. Abaixo, segue um vídeo da cena. A qualidade não está grande coisa, mas se você tem estômago fraco, não assista, rs.

Na realidade, você até tem a opção de não cortar o dedo e não obter a pista. No meu caso, após relutar muito, nos últimos segundos decidi cortar o dedo com uma tesoura. Garanto uma coisa, nunca me arrependi tanto e nunca fiquei tão sentido enquanto jogava um jogo de videogame. Foi literalmente terrível. O sofrimento transmitido pelo personagem era muito real e quando eu me lembrava que tudo aquilo só estava acontecendo por eu ter tomado essa decisão só piorava as coisas. Fique muito arrependido no momento, mas não dei load e continuei o jogo. Essa talvez tenha sido a sensação mais forte que senti até hoje em uma mídia interativa.

Mas para não ficar apenas nesse clima pesado, lembro de algo bem mais tranquilo e que talvez até passe desapercebido por vários jogadores, a pescaria de Zela Ocarina of time. Esse jogo do 64 é considerado um dos melhores da história, tendo obtido a maior nota no metacritics até hoje e bla bla bla. Em meio a tantas dungeons bem construídas e um mapa bem desenhado, atento para esse bucólico momento da pescaria. Com tantas batalhas, medo e correria, parar para pescar e ver o sol se pondo é tão calmante que da até pra esquecer os problemas do mundo de Hyrule. Esse tipo de sentimento é bem difícil de ser criado e merece ser mencionado quando isso ocorre.

Tenho certeza que todos aqui devem ter suas histórias nesse tema. Uma bem comum e engraçada é a sensação de vencer algum desafio. Nos meus idos tempos de NES, lá no começo da década de 90, aluguei (sim, aluguei) um jogo do Batman, que agora não recordo o nome. O jogo era bem difícil e um dos chefões era simplesmente insuportável. Quando consegui matar o infeliz, após inúmeras tentativas durante a tarde toda, soltei um sonoro “MORRE FDP!!!” Jamais me esqueci da sensação de ter derrotado o maldito, rs.

Isso sem contar nos jogos que assustam e causam medo na gente. Para os mais corajosos, recomendo jogar Fear com as luzes apagadas e fones no ouvido. Você pode não acreditar em nada sobrenatural, mas que vai tomar belos sustos eu posso garantir.

De alegria a choro, de raiva a compaixão, de medo a gargalhadas, com certeza os jogos são plenamente capazes de criar os mais variados tipos de sentimentos nas pessoas e não é exatamente isso que faz de algo uma obra de arte? Pense a respeito e relate alguma memória de sensações marcantes enquanto jogava.

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3 comentários sobre “Sensações e sensações

    1. Gustavo de Paula

      Esse é dos clássicos, só não mencionei dessa vez porque tinha falado dele uns tempos atrás. Mas vale qualquer tipo de sensação, pra além dessas que são e foram marcantes na história do videogame

  1. Ana Maria

    Olá Gustavo..estou vendo seu trabalho..parabensss , achei interessante,,,e vou passar seguir o seu blog..apesar dos meus 56 anos…achei demais!!!!!!!!!! vou comprar play station….

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