Cheater!

A maioria das pessoas já jogou algum jogo online (ou jogo de mesa, de cartas etc) e com certeza já passou raiva com algum trapasseiro. É praticamente insuportável jogar Counter Strike e ficar levando head shot toda hora do mesmo cheater. Ou então quando o cara milagrosamente sabia que você estava exatamente atrás daquela parede, atirando antes mesmo que você pudesse respirar.

Mas por que as trapaças? Alguns jogos deixam disponíveis códigos de trapaça bem simples de executar, enquanto outros punem os trapaceiros muito severamente. E o que leva o indivíduo a ser o odiado cheater? Vamos tentar entender um pouco.

Alguns se utilizam dessas artimanhas apenas para causar confusão mesmo, deixando bem claro que tudo não passa de uma grande bobeira. Ligam seus microfones e dão risada na cara de todo mundo, desafiando para ver quem consegue matá-los. Isso é claro para jogos online.

Nos jogos single os códigos são para imortalidade, todas as armas, atravessar paredes, voar e por aí vai. Antigamente, descobrir o código de um jogo era uma proeza, nós só os encontravamos nas revistas especializadas e quem os conhecia era tratado como um Deus, rs. Esse era inclusive um dos meus orgulhos quando jogador do SNES, pois certa vez eu consegui terminar Killer Stinct no nível hard sem utilizar nenhum continue e no final do jogo aparecia uma mensagem explicando como escolher o chefão Eyedol para lutar no modo versus.

Mas no geral, não vejo muita graça em utilizar isso, a menos que seja pra avacalhar mesmo. Em GTA, por exemplo, era bem divertido colocar o código de todas as armas e polícia no máximo pra depois ficar detonando o cenário todo. Era bobo, mas as vezes era divertido.

De qualquer forma, confesso que vejo com maus olhos essa atitude de trapaça, pois ela costuma revelar alguns problema: primeiro, a rapidez com que os jogadores desistem de aprender a jogar determinado jogo, lançando mão de táticas baixas para alcançar sucesso e em segundo lugar, as pessoas mostram que são capazes de qualquer coisa para vencer, mesmo que isso seja injusto.

Porém, ser cheater em CS não traz grande bencefício ou lucratividade, apenas irrita seus adversários. Mas com o crescimento de MMORPG’s como WoW muita coisa mudou. Ser cheater nesses casos pode render dinheiro e muito. Um personagem que evolui mais rápido, que consegue mais itens ou que consegue roubar coisas dos outros jogadores pode ser bem atrativo para a bandidagem online. Tem item que é vendido por preços realmente altos e nesses caos a trapaça chega até a ganhar ares de crime organizado (meo deos, como estou ficando careta).

Alguns vivem disso em todos jogos. Já vi gente que antes mesmo de começar a jogar estava buscando formas de trapacear na internet. Não consigo compreender bem essas motivações, pois uma das principais características dos jogos de videogame é justamente seu desafio, ou seja, trapacear tira boa parte da graça de jogar.

Se tem quem gosta de jogar dessa forma, não há nada que eu possa fazer. Se tem quem crie softwares para burlar as regras dos jogos, as produtoras são quem devem tomar conta disso. Só torço para não cruzar com nenhum desses durante minhas partidas online de Team Fortress 2.

Aqui queremos dinheiro!

Hoje teve transmissão na TV do jogo da Liga dos Campeões, Barcelona x Chelsea. Muita gente parou pra ver a partida em plena tarde de uma terça feira comum. Essa atenção toda dada a um jogo de times europeus, num campeonato  europeu, me fez pensar em um detalhe: a importância que os clubes tem no futebol atual. E aqui vamos nós.

Quando escrevi tempos atrás sobre a evolução dos games de futebol, esqueci de comentar sobre algo muito importante. Gradualmente, os jogos foram deixando as seleções de lado e dando cada vez mais importância para os campeonatos de clubes. Sinceramente, nem me lembro da última vez que vi alguém jogando com uma seleção, em qualquer dos principais jogos da atualidade, PES e Fifa.

Se não me engano também, parece até que alguns clubes são mais fortes do que as próprias seleções nesses games. Isso poderia até ser “verdade” em alguns casos, mas não deixa de ser bizarro e uma escolha completamente mercadológica. Dessa forma, finalmente chegamos ao ponto principal desse post, a importância do dinheiro em alguns games.

Por mais que seja divertido poder jogar com clubes nos games de futebol, a importância dada a eles é cada vez maior. Isso sem contar os patrocínios, marcas, imagens etc. As seleções foram “esquecidas” porque dão muito menos dinheiro e movimentam menos rivalidades, oque consequentemente alimenta menos competição e menos investimento, por parte dos jogadores. A riqueza de detalhes dos times não se dá apenas por se tratarem de “simuladores de futebol”, mas também por receberem altos investimentos das empresas que bancam esses jogos.

 

Essa foto nem é oficial do Fifa 12 se não me engano, mas o importante é o espírito da coisa.

Mas não é só no futebol que isso acontece não. Vejamos os casos de Gran Turismo e Forza Motosport. São simuladores de corrida, cheios de pistas e carros e as marcas do carros, bem como seus dados técnicos, são bastante valorizadas. Não quero dizer que esses jogos sejam meram campanhas de marketing, mas é inegável o quanto eles propagandeiam as montadoras, mesmo não se tratando de carros populares em sua maioria. Não é apenas por boa vontade que essas marcas estão lá expostas. Pode ter certeza que se não fossem bem pagos e/ou patrocinados, os produtores desses jogos não se dariam a esse “trabalho” de colocar tantos detalhes de cada carro, com suas logomarcas tão visíveis assim.

Não quero dizer que isso seja ruim, sobretudo no  caso dos jogos de corrida, mas quero salientar para o quanto o mercado dos jogos está cada vez mais atrelado a marcas e a consumo. Fico um tanto preocupado e não duvido que num futuro próximo algumas marcas patrocinem de forma mais direta alguns títulos. Já imaginou a Nike bancando um GTA da vida, com o personagem principal entrando nos outlets da vida e comprando somente roupas e acessórios da marca?

Temos também as propagandas presentes nos jogos, como os outdores presentes em Bornout Paradise, por exemplo. Casos desse tipo são muitos e acontecem tambpem nos filmes, novelas etc. então óbviamente aconteceria nos games.

 

Por enquanto isso tudo ainda é um tanto tímido, mas vem crescendo significativamente. Fico um pouco preocupado com os rumos que isso pode tomar, pois onde entram essas tendências de mercado a criatividade costuma passar longe. O cinema está aí para não me deixar mentir, assim como a música.

Não que essas sejam práticas tão novas assim. Para aqueles que não se lembram, ou não conhecem, trago o vídeo de um jogo do NES, bastante bizarro por sinal. Olhem o nome do jogo e sua estrutura, nem preciso dizer mais nada.

 

Até mais!

Aqui se fala português

Olá a todos,

após assistir o novo vídeo divulgado pela Blizzard, que narra sobre os poderes do feiticeiro em Diablo III, resolvi escrever sobre as dublagens e/ou legendas em portugês presentes nos jogos atualmente. Primeiro, o vídeo do feiticeiro que acabei de mencionar.

Trailer do Feiticeiro – Diablo III

Tenho gostado dos vídeos em português que a Blizzard vem divulgando, assim como já havia gostado da dublagem de Starcraft II em 2010. Apesar de não estar acostumado a ver os personagens falando e resmungando em portugês, acho ótima essa iniciativa e esse será o foco desse texto.

Sei que muito jogador torce o nariz para as dublagens e apresentam seus motivos para isso. Primeiro e mais óbvio, as dublagens costumam ser péssimas, terríveis. Em Uncharted 3 a decepção foi grande e o que mais ouvi falar foi “se não for para fazer bem feito, então é melhor ne fazer”. Lamentável, mas nesse caso tenho que concordar. Um dos problemas aqui é que a dublagem foi feita nos estúdios da Naughty Dog nos EUA, sem grandes consultas com o pessoal dublador daqui do Brasil e aparentemente sem muita preocupação com o resultado final também.

Em Mortal Kombat 9 as legendas eram cheias de erros ou adaptações mal feitas, warcraft 2 possuia vozes que chegavam a ser cômicas de tão horrorosas, apesar da Blizzard ter melhorado muito já em Starcraft 1.

Outro argumento dado é que a dublagem faz com que o jogo deixe ter seu “som original”, como as vozes originais dos personagens e muitas vezes com adaptações do enredo (quem sabe de tradução entende o que quero dizer). Para mim esse argumento é bem bobo. Nada mais justo do que ouvir os personagens falando em sua própria língua, desde que esse trabalho seja bem feito.

Essas dublagens tem aumentado significativamente em número, o que mostra que a indústria tem dado cada vez mais atenção ao mercado brasileiro. A própria qualidade das dublagens, que tem melhorado sim, mesmo que muita gente discorde, nos faz perceber que há maior cuidado em relação aos lançamentos em terras tupiniquins.

Se somarmos as grandes festas de lançamento, as pré vendas e as edições de luxo que tem chegado até nosso mercado, podemos perceber que definitivamente estamos sendo observados e entrando no foco. Isso é bastante animador, pois pode fazer que os preços baixem e cada vez mais jogos cheguem até aqui.

Até lá teremos que aguentar algumas dublagens mal feitas, outras desleixadas, mas isso não tira o brilho do esforço de lançar o jogo simultaneamente em diferentes regiões do mundo, cada uma com sua língua.

O que está mais difícil é esperar pelo lançamento de Diablo III, que confesso depositar muitas esperanças.

Até breve.

As grandes… porcarias

Opa,

normalmente quando falamos de jogos nos lembramos daqueles que gostamos, dos que admiramos, dos que gostariamos de possuir, ou qualquer coisa semelhante a isso tudo. Porém, existem aqueles que empoeram nas pratileiras, ou que ficam em casa jogados, ou que simplesmente são odiados. Esses são os jogos ruins.

Mas o que faz um jogo ser ruim? Vou elencar aqui algumas coisas que incomodam e costumam fazer com que um jogo seja considerado ruim pela minha pessoa. Quanto mais dessas caracterísitcas um jogo possuir, pior ele é (provavelmente, rs). Esse é um post rápido e simples, com um tom mais cômico do que moralista, afinal de contas estou escrevendo numa sexta feira!

São duas as principais características de um jogo ruim: Um enredo ruim e uma jogabilidade ruim. Cada uma se desenrola em outras caracterísitcas diferentes.

A começar pelo enredo, pois esse é mais complicado. Já falei aqui anteriormente que alguns jogos que praticamente nem tem qualquer história podem ser considerados bons e isso é uma verdade. Mas o que me refiro aqui é aquela história mal conduzida, ou fraca mesmo. Aquele jogo que não sustenta as próprias ideias, que não convence o jogador da necessidade daquelas ações. Pensando nisso, o que primeiro me vem a cabeça é Haze, do Ps3. Uma coisa bem fraquinha, que não se sustenta bem. Talvez a ideia até fosse boa, mas o resultado final é terrível e os personagens perdem todo o carisma. No final das contas o que você faz é apenas andar e atirar. Outro exemplo é o já citado Vanquish. Esse jogo é simplesmente uma pérola de ruindade. A história é bizonha e o jogo é tão genérico, mas tão tão genérico que parece que os produtores duvidam da inteligência dos jogadores, oferecendo a eles um mero tiroteito bobo, sem qualquer dose de pensamento critico. Nem a parte do tiroteio em si é inovadora, oferecendo apenas o óbvio. Lamentável.

 

A outra principal característica que faz com que um jogo seja ruim é sua jogabilidade. O game pode ter a história mais bela do mundo, mas se nos primeiros 30 minutos o jogador não se familarizar com os comandos, ou eles forem muito ruins, esquece, pois a história mais bela do mundo não será contada. Você conhecer algum jogo que muda de câmera toda hora (toda hora que você não quer), que possui comandos complicados, ou pouco eficientes e por aí vai.

Mas jogabilidade não é entendida aqui como apertar de botões. Temos também a questão da “aprendabilidade”, pois se o jogo não é capaz de se fazer entender isso é uma falha dos produtores, uma falha de design. Os bons jogos são excelentes nesse quesito, ensinando o jogador de forma eficiente e fluída, como, por exemplo, Half Life 2. Vale lembrar que ser fácil de aprender não significa que o jogo seja simples, ou simplista. Pegue Counter Strike como exemplo. Ele é muito fácil de ser aprendido: andar, pular, atirar, trocar de armas, plantar a bomba etc, mas muito dificil de ser dominado, ou seja, para ser bom e competitivo o jogo te exige muito.

Outro erro comum de design que faz com que jogo não decole é a questão da dificuldade. Muito fácil ou muito difícil são duas características que afastam os jogadores. Eu ainda não joguei Dark souls, mas pelo que li na mídia, ele possui esses dois últimos problemas, sendo difícil demais e não ensinando muito bem o jogador sobre a maneira que ele deve agir. Ainda assim, vi defensores fervorosos desse jogo. Espero jogá-lo em breve para dar uma opinião mais justa.

Quando me refiro a difícil demais, não quero dizer um inimigo difícil ou um quebra cabeça complicado. Falo daquela dificuldade boba, como um salto extremamente difícil, que sempre leva a morte, mas que surge no meio do caminho do jogador sem qualquer propósito. Ou algum obstáculo que se torna difícil devido as condições que o jogo te impõe, como uma luta que é difícil devido ao angulo de câmera em que você é obrigado a encará-la. Além disso, a progressão tem que ser bem feita, de forma com que jogador perceba sua evolução e valorize seu aprendizado.

Ainda falando sobre design, mais especificamente nos jogos de tiro, não é raro encontrar jogos em que as armas novas prontamente inutilizam as armas antigas, ou seja, você passa a carregar peso inútil, pois você jamais voltará a usar aquela arma do início do jogo. Parece um detalhe pequeno, mas isso tira a riqueza de possibilidades e estratégias que o jogador poderia lançar mão para enfrentar seus inimigos. Novamente cito Half Life 2, como exmeplo de quem soube manejar isso com maestria, pois as armas do jogo são bastante variadas, sendo últi em cada momento do jogo. Já em Doom, quase não trocamos de arma, andando com a popular doze ou com a BFG.

 

Aviso aos desavisados, Gordon Freeman, de Hal Life, não é o Dr. House da TV, rs.

A questão do desafio é muito importante num jogo e tem que ser muito bem elaborada. Quem jogou superman 64 sabe o que isso significa. Imagine um jogo do super homem, em que boa parte do tempo você tem que ficar voando através de circulos no ar, sem qualquer propósito e fugindo totalmente a ideia dos quadrinhos do personagem, Não que eu goste de super homem, mas com certeza ele merecia um jogo melhor.

A pretensão aqui era alertar sobre os pontos que tornam um jogo ruim e me pautei em jogos conhecidos a maior parte do tempo. Não iria mencionar coisas bizarras do mundo dos games, como Custer’s Revenge, Shaq Fu e palhaçadas semelhantes. Com certeza todo mundo deve conhecer algum jogo tosco como esses e seria muito bem vindo caso os escrevesse nos comentários.

E apenas para variar um pouquinho, lembro que Portal é um jogo que possui um design de fases primoroso. Quem quer aprender um pouco sobre essa “aprendabilidade” de um jogo, sobre design de níveis e sobre evolução de dificuldade, jogue qualquer um dos dois “Portal” e então entenderá o que quero dizer.

Mesmo com a evolução dos consoles e da grana envolvida nesse setor, ainda vemos jogos ruins sendo lançados por aí e cabe ao jogador combater isso, não dando dinheiro nem atenção a essas coisas forçadas. Em última instância, é o mercado quem define o sucesso de um jogo.

Abraços e até mais

O jogador número 1

Olá,

eu já havia dito algum tempo atrás que faria uma pequena resenha sobre o livro “Jogador número 1”, que tem feito bastante sucesso e que irá se tornar filme em pouco tempo (não sei quando exatamente). Terminei o livro semana passada e aproveito para escrever enquanto a memória ainda está fresca.

Jogador número 1 foi escrito por Ernest Cline, roteirista de “Fanboys“, que confesso não ter assistido, mas segundo o omelete trata-se da “premissa perfeita do road-movie nerd: três fanáticos por Star Wars decidem cruzar os Estados Unidos e invadir o Rancho Skywalker para serem os primeiros a assistir ao Episódio I”. Da pra ver que a coisa é realmente bem nerd.

A trama do livro acontece no ano de 2044/45, em que o mundo todo passa boa parte do tempo conectado a um jogo Massive Multiplayer, o OASIS, bem ao estilo Matrix, ou seja, as pessoas vivem uma vida paralela como alternativa de encarar o decadente mundo real. O personagem principal, Wade é um garoto pobre e infeliz, que vive conectado ao OASIS.

O que agita o mundo todo, tanto virtual quanto real, é a morte do criador do OASIS, o bilionário e esquisitão James Halliday. Sem herdeiros nem parentes próximos, James deixa toda sua fortuna em um testamento no formato de jogo. São bilhões em jogo e aqueles que saem na caça desse tesouro passam a ser chamados de “caça – ovo” ( tradução para aqueles que estão a procura do easter egg do OASIS). Acontece que o malucão que deixou a herança era fanático pela década de 1980, então tudo acaba tendo uma relação com essa época.

Não vou falar muito sobre esses detalhes da história, pois isso é fácil de encontrar em qualquer site por aí. Prefiro dar atenção a pontos específicos e realizar uma crítica mais elaborada sobre a trama em si.

 

A idéia do Oasis é interessante, pois diferentemente da Matrix em que as pessoas eram obrigadas a permanecerem conectadas, nele a a conexão é feita de forma “voluntária”. Coloquei entre aspas por ser realemente difícil ficar desconectado hoje em dia. Apenas imagine que o facebook pudesse ser 3D e sensorial, quantos indivíduos, que já passam um tempão conectados, ficariam ainda mais tempo conectados? Até quem nem usa muito acessa seu perfil todo dia. Quase todo mundo que tem computador cria um perfil online. Será que todos realmente ficam “voluntariamente” conectados? É de se pensar a forma com que o mundo muda e quando menos percebemos estamos nas mãos das grandes corporações.

Mas voltando ao livro, são milhões e milhões de avatares atrás da grana toda e durante anos nada aconteceu, até que um dia Wade, com seu avatar Parzival, consegue descobrir a primeira das charadas do enigma e o mundo todo volta a ficar agitado com a busca, incluindo grandes corporações fortemente armadas.

Os quebras cabeça são interessantes e escritos de uma forma que fazem com que o leitor pareça estar realmente jogando um videogame e não apenas lendo. A escrita é simples e dinâmica, o que facilita e da fluidez na leitura. A tradução é bem feita, apesar de inadequada em alguns momentos, devido a enormidade de termos e referências do mundo nerd.

No geral a coisa não se desenrola de uma forma muito surpreendente e em alguns momentos a certo exagero nas referências, faltando até mesmo um glossário ou notas de rodapé explicando algumas coisas. O livro parece ter sido escrito para um público bastante específico, mesmo achando que ele possa atingir um público maior quando for lançado para o cinema. Aliás, vale notar que os direitos de filmagem foram vendidos antes mesmo do lançamento do livro e que ele foi escrito por um roteirista…

Em geral, as emoções são suaves, agradando quem entende do que estão falando e divertindo quem gosta de videogame. O ultraman, por exemplo, tem participação importante no desenrolar das coisas.

 

Mas deixei o importante para o final, ou melhor, para o final do livro. Coisa triste é ler 400 páginas para chegar um final óbvio, manjadíssimio e totalmente clichê. Um combate totalmente feito para o cinema, com um resultado previsível e até mesmo cafona. Foi realmente lamentável ler aquilo, infelizmente. A  história toda é feita de uma forma até interessante, se você levar em conta que trata-se de uma leitura de entretenimento, mas o final parece ter sido destinado ao público infantil, de fácil assimilação. Me lembrou até uma novela.

Se você gosta de videogame, leia. Se não goste de videogame, leia também, apesar de eu achar que não vai gostar. O jogador número 1 é feito para agradar nerds e imagino que eles tenham ficado satisfeitos. Para o restante das pessoas, acho que é nerdisse demais. Isso e o final desagradavelmente óbvio pode desanimar alguns. Ainda assim, gostei ambientação, pois ela ainda pode render frutos e mostra que o cyberpunk ainda vive muito bem.

Agora é esperar pelo filme para literalmente ver o resultado disso tudo.

Quem quiser, pode me pedir o livro emprestado, hehe. Inté!

Críticas x opinião popular

Olá, estou de volta após alguns dias na Sibéria. As ideias estão estourando em minha mente, então essa semana se preparem, pois deve vir bastante coisa por aí.

Hoje vou abordar um tema comum a diferentes tipos de mídia: as discrepâncias muitas vezes presentes entre as opiniões dos críticos e a opinião popular. Citarei exemplos de games aclamados pela crítica, mas não tão bem aceitos pelo mercado e vice versa. Posteriormente lanço questões sobre o porque disso ocorrer, sabendo que isso acontece também com os filmes, música, livros e por aí vai.

O que me despertou para escrever sobre esse tema foi o filme que assisti nesse final desemana, “Arvore da vida”. O filme chegou a concorrer o oscar de melhor filme e isso pos si só já fala que ele foi minimamente aceito pela crítica, mas todas as pessoas que conheço que o assistiram detestaram o filme com toda a força de suas almas. Então, vamos lembrar de casos semelhantes nos games. E digo semelhantes, pois de cabeça não me lembro de algo assim tão discrepante nesse meio.

Para facilitar, utilizarei um método bem simples: entrar no metacritic e conferir os jogos que possuem notas bem diferentes em relação a crítica especializada e a voz do povão. Apenas não vou comentar sobre jogos com poucas vendas ou que sejam muito desconhecidos do publico em geral, pois isso fugiria a ideia desse blog.

Primeiro, o jogo que causou polêmica nos últimos meses, Mass Effect 3. A nota dada pela mídia especializada foi de 93, indo de “0” a 100. Já a nota popular não passa de um péssimo 3,8 numa escala de 0 a 10.  Pelo visto os críticos ignoraram, ou gostaram, do final controverso que o jogo apresentou. Os fãs ficaram furiosos, e os foruns mundo afora bombaram, com gente reclamando pelos cotovelos. Há tempos eu não via uma briga tão grande com a produtora de um jogo. Tanto que a Bioware lançou mais de um DLC e comunicados tentando se explicar. Por outro lado, a mídia especializada analisou o jogo como um todo, falando da evolução do jogo, de sua jogabilidae, gráficos, história e outros aspectos. Ao que tudo indica, parece que isso não colou, apesar dos números mostrarem que Mass Effect 3 vendeu bastante. Dessa vez vou ficar em cima do muro, pois não joguei Mass Effect 3 e detesto falar de jogos que não joguei. Quem tem conhecimento de causa que se manifeste por aqui.

O próximo caso é o de Little Big Planet, que não chega a ser tão gritante, mas vale comentar. Enquanto a nota da crítica ficou em 95, a do povo não passou de um médio 6,6. O jeitão infantil de LBP, mas o estilo simples de jogo fez com que muitos jogadores torcessem o nariz pra ele, o que pra mim é uma grande injustiça. O mais elogiado nesse jogo é seu potente sistema de criação e edição de fases, que faz dele um jogo com praticamente infinitas possibilidades. Criar e compartilhar fases, tendo em mãos as mesmas ferramentas dos produtores, foi uma bela aposta dos criadores do jogo. Além disso, a Sony conseguiu criar um personagem absurdamente carismático, o SackBoy, que infelizmente não é muito explorado. LBP vai ser faqueles jogos lembrados no futuro, pela abertura que deu aos jogadores, mesmo que muitos deles não tenham se dado conta disso.

Já o contrário disso tudo é Need for speed Mos wanted. Não que seus 82 pontos façam dele um péssimo jogo, mas é pouco se comparado ao 9,2 dado pela galera. Acontece que esse é o típico caso de jogo que não inovou em praticamente nada, mas que agradou ao publico em geral, por provavelmente oferecer aquilo que as pessoas queriam. Simples, mas muitas vezes é assim que funciona.

Costumo pender para o lado dos críticos, pois muitas vezes os jogadores são conservadores, não dando o devido valor à inovação, rejeitando aquilo que foge aos padrões da “normalidade”. É comum também que os jogadores acompanhem algumas tendências de mercado, jogando aquilo que é mais popular em cada época. MW3 é um exmplo disso, pois mesmo sendo considerado fraco tanto por jogadores, quanto por críticos especializados, é o grande recordista de vendas e tem seus servidores cheios de jogadores em suas partidas online.

O grande problema é ver essa diferença muitas vezes tão grande entre quem “entende” de games e quem os joga. Assim como acontece na indústria do cinema, em que o oscar é entregue para filmes que nem sempre são populares, os críticos buscam por jogos que poucos tem acesso, ou “alternativos demais” (leia jogo cabeçudo), o que em alguns casos acaba fugindo do que os jogadores querem e esperam de um jogo.

Será que é tão interessante um jogo dito super inteligente, mas rejeitado por seu público final? Ou seriam os jogadores muito preguiçosos e avessos a mudanças, preferindo permanecer em sua zona de conforto? A balança sempre pesará para algum lado e cabe a cada um avaliar as situações. Outra ponto que todos devemos prestar atenção é que nem toda crítica é uma crítica de verdade, não passando de um review que direciona para compras etc, como já abordado aqui nesse blog.

Espero por mais exemplos dos leitores. Au revoir!

Transmídia 3

Como prometido, vou continuar a falar dessas migrações entre as mídias, observando o quanto elas tem evoluído e se renovado, de forma a explorar aspectos novos, em busca de seu público.

Também como prometido, vou falar de livros aqui hoje, sem grande alarde e bem curtinho, para não ficar me alongando demais.

Os livros nos últimos tempos passaram a ter páginas cada vez mais recheadas de uma escrita cinemtográfica, a exemplo dos videogames. Dando uma forçadinha na barra, da pra falar que estão cada vez mais roteirizados. Mas além de cinematográficos, estão mais gamificados (alguém tem uma palavra melhor?) e o texto é feito de forma a instigar o leitor a tentar descobrir o que vem logo a frente, tentando desvendar cada charada como se estivesse jogando algo. É comum o leitor lamentar quando o protagonista falha, sendo que o primeiro já sabia o que deveria ser feito, mas não tinha como avisar o pobre mortal personagem do livro.

Para manter meu estilo, vou citar alguns exemplos aqui. O primeiro dessa vez é o do mundialmente famoso bruxo Harry Potter e toda sua saga. Li todos os livros da série e pode-se perceber claramente a evolução pela qual os livros passaram, se tornando mais sombrios e até mesmo profundos (para um livro infanto juvenil). Desde o início, os livros tinham um formato um tanto padrão: início do ano letivo, algumas briguinhas, um problema colossal, mistério, resolução do problema colossal por Harry Potter e seus amigos. Eles já possuiam um formato relativamente fácil de adaptar ao cinema, ou aos videogames, mas destaco que a partir do quarto livro a coisa mudou bastante.

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Não apenas pela competição presente no livro, que por si já era um chamariz para o cinema e para os games, mas os acontecimentos presentes e a forma com que são descritos dão a entender que ele já foi escrito pensando no cinema. Dali em diante essa impressão fo icada vez mais forte.

Lembro bem quando estava lendo Harry Potter e a ordem fa Fênix (que na época eu achei bem ruim). Em determinado momento do livro parecia que eu estava lendo uma descrição de quem havia visto o filme no cinema (que na época nem havia sido lançado). Quando cheguei nas páginas finais, em que rolava um combate entre os bruxos da ordem e os seus inimigos do mal, confesso que fiquei até um tanto chateado, pensando “isso não foi feito para ser lido, foi feito para ser assistido”. Não a toa eu preferi o filme em relação ao livro, primeira vez na vida em que isso aconteceu. Dali pra frente eu me acostumei um pouco com isso e considerei os dois ultimos livros um pouco mais bem dosados, ou seja, o equilibrio entre boa leitura e bom filme se estabeleceram.

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Dali para se tornar jogo também era um pulo. Combates, sequencias de decisões e desafios, cenários labirinticos, mistério e tudo aquilo que costuma estar presente na maioria dos jogos. Mesmo ainda sendo um livro, o que significa que era feito primeiramente para ser lido, Harry Potter dava espaço para se tornar filme e dava brechas pouco exploradas para serem vividas no videogame. Isso contribuiu TAMBÉM para seu sucesso tão grande.

Outro livro bem cinematográfico foi o Código da Vinci, mas sobre esse falarei um pouco menos. Primeiro que o livro, apesar de envolver tanto mistério e abordar um tema que gerou polêmica (desnecessariamente eu diria), possuir um ritmo agradável de leitura e ser provocador, era um tanto quanto bobo. Trata-se daquela clássica correria, com assassinato e mistério, que para mim faria mais sentido se estivesse na série vagalume, indicada para jovens leitores. Não que o livro seja chato de ler, nem é isso, pois em pouco mais de dois dias eu já havia terminado, mas ele era nitidamente sensacionalista, o popular blockbuster. Porém, o filme produzido sobre ele era simplesmente péssimo. Pobre Tom Hanks, não sabia que um livro de tanto sucesso serviria de base para um filme tão bobinho, apesar do próprio Tom Hanks term contrubuido um pouco para isso, com uma atuação bem sem sal. Sobre o código eu não vou falar muito, pois é um exemplo de que essa adaptação pode ser mal feita, gerando um filme sem graça e um livro pouco enriquecedor.

Por hoje são apenas esses exemplos. Eu ia falar sobre o Jogador Número 1, mas como pretendo fazer uma resenha apenas sobre ele, acabei não acrescentando o aqui. Creio que semana que vem já posto essa pequena análise desse lvro, que tem feito barulho no mundo geek.

Até lá, boa sexta feira 13 e cuidado com os gatos pretos hoje!

Transmídia 2

Continuando a questão transmídia, trago uma citação de Jeff Gomes, conhecido como o cara das produções tramsídias:

Transmedia storytelling é a arte e a técnica de transmitir mensagens, temas ou histórias através de diferentes plataformas de mídia. Eu trabalho como produtor de enredos transmídia; então eu pego uma história ou propriedade intelectual e ajudo a expandí-la como filme, programa de televisão, revista em quadrinhos, videogame, um romance, tudo o que você puder pensar, e eles trabalharão juntos, artisticamente”

Esse transmidia storytelling é a forma como as mídias tem se adaptado, para não ficarem se destruindo mutuamente. Ao invés disso, os produtores estão tentando aprender a usar a força de cada mídia de forma a fortalecer um eixo central, gerando mais lucro e sem criar uma concorrência que poderia ser destrutiva para todos.

Também da pra perceber que transmídia é algo que vai muito além e que os exemplos de filme que apresentei no último tópico apresentavam apenas influências em seu estilo, mas não possuiam seus universos expandidos, como a definição de Jeff Gomes. Mas essa foi uma escolha de minha parte, pois o intuito era apenas apresentar a influência de uma mídia sobre a outra, servindo de fonte de inspiração e “ensinando” umas as outras.

Hoje vou fazer o caminho contrário e falar sobre algumas contribuições que o cinema ofereceu aos videogames.

Falando de uma forma bem grosseira, podemos dizer que os jogos de antigamente, creio que até meados da década de 90 pelo menos (talvez mais), possuiam pouquissima ou nenhuma história. Mesmo cut scenes eram uma coisa rara e quando surgiam não representavam muita coisa. Isso fez com que os jogos ficassem desacreditados enquanto mídia capaz de contar histórias. Para entender melhor basta lembrar que eu adorava jogar Mario World no SNES, mas aquilo não contava história “nenhuma”.

Isso começou a mudar quando os jogos começaram a aprender um pouco com o cinema e a implantar enredos mais complexos, além de elementos cinematográficos de contação de histórias, como certos enquadramentos, cortes etc. Isso foi muito bom para o mundo dos games e alguns jogos se destacam nisso.

Indigo prophecy é um jogo que me vem rapidamente à cabeça. Apesar da jogabilidade um pouco truncada, o jogo é ótimo, muito tenso E denso. Resumidamente, você controla três personagens: dois investigadores de um assassinato  e o próprio assassino. A história é sombria e os personagens são muito vivos. Basta dizer que eles são mais humanos do que costumamos ver por aí (Duke Nukem é um exemplo de personagem “não” humano). Todos tem medos e ansiedades que são comuns às pessoas. Fazem sexo, bebem agua, tomam remédios, sentem frio e por aí vai. Os momentos de medo e preocupação são sentidos pelo jogador como em poucos jogos. Esse é mais um daqueles jogos que recomendo, e muito, pois ele é um jogo diferente e que merece ser conferido, enquanto inovação e ousadia.

 

Outro que é fácil de lembrar quando falamos em jogos cinematográficos é a série Uncharted, a qual eu joguei a penas o 2. Quem já jogou pode atestar o que estou falando. Na maior parte do tempo parece que estamos vendo um filme e não jogando e isso não se dá apenas pelos gráficos belíssimos, mas pelos diálogos, mudanças constantes de câmera, ambientação e história. O enredo cheio de reviravoltas, falas bem encaixadas e ensaiadas, junto àquela sensação de estar vendo um filme americano faz desse jogo outro marco. Não a toa ele é tão premiado e elogiado mundo afora, pois ele consegue aliar tudo isso que falei a uma jogabilidade amigável e divertida. É outro jogo que recomendo, apesar de ser exclusivo para Ps3.

São apenas dois exemplos também, mas a lista é enorme e todos são bem vindos a me lembrar de outros casos semelhantes. Pretendo voltar em breve a tocar nesse assunto, pois gosto dele e dá pra falar muita coisa.

Logo eu volto para mostrar que os livros também já entraram nessa onda e estão cada vez mais adaptados a essa nova geração.

Até lá!

Transmídia

Parece que o tempo em que as mídias eram nitidamente divididas está ficando para trás. Todos agoram bebem de diferentes fontes e possuem estéticas cada vez mais fluídas. Já fazia certo tempo que pretendia falar um pouco sobre isso, mas como se trata de algo que pretendo abordar com maior profundidade, acabei por adiar um pouco. Porém, as leituras e filmes com os quais tive contato no últimos dias acabaram por me dar o empurrão que precisava para dar início a essa discussão.

Hoje pretendo abordar a questão estética. De forma simples, apontarei como as “novas” e “velhas” mídias tem se aproveitado uma da outra para construir novas formas de se apresentarem. Como sempre, serei pautado por exemplos, que auxiliam no entendimento e simplificam as coisas.

No cinema, por exemplo, os casos são muitos. Nem vou falar de Matrix nem de nada tão óbvio assim, mas de outros títulos razoavelmente recentes, em que saltam aos olhos algumas características.

 

No filme “Distrito 9”  isso fica bastante claro. A ambientação, a temática, a aparência dos alienígenas e o desenrolar do filme é bastante semelhante a um jogo de videogame. Em alguns momentos parece que estamos jogando um FPS, sobretudo no final do filme, em que estoura uma guerra e há explosões por todo lado. Mas essa semelhança estética não se dá somente nessa aparência, mas na edição toda. Os cortes de câmera, a estrutura e forma de diálogos e a dinâmica do filme como um todo é bastante puxado para o formato dos videogames. Essa parece ser uma tendência e existem alguns motivos para isso. A começar pela influência que uma mídia exerce sobre a outra, sobretudo atualmente em que cada vez mais encontramos novos diretores de cinema, que cresceram como jogadores (ou pelo menos com algum contato com videogames) e portanto possuem um padrão de estética diferente de seus predecessores. Outro motivo é o crescimento econômico e cultural dos videogames. Isso faz com que a mídia seja bastante influente e o cinema tratou de se adaptar, de forma a ficar mais atraente a seu novo público: jogador e com dinheiro para gastar. O filme Distrito 9 em si não é maravilhoso, apesar de eu ter gostado. Àqueles mais dispostos, é possível fazer uma discussão interessante sobre a questão das favelas, da pobreza e do preconceito através desse filme. Infelizmente parece que os tiros barulhentos e a presença de ET’s tirou um pouco da credibilidade do filme, levando muitos a detestá-lo. Recomendo, mas sei que nem todos irão gostar.

Assistindo também a outro filme, em determinados momentos pensei que estivesse segurando meu controle do Ps3, mas não estava. Estava apenas assistindo “A origem”. Algumas pessoas não esperavam por esse exemplo, mas ele é importantíssimo, pois serve para mostrar que não é o fato do filme possuir uma estética de videogame que o torna ruim, nesse caso é exatamente o oposto disso. A Origem é um filme fantástico e com um enredo bastante elaborado, o que exige que seu espectador preste atenção em todos os detalhes a cada minuto, nem piscar o olho é permitido. A estrutura do filme parece ser divida em fases, com personagens diferentes. A fuga de carro, a briga, a invasão da base, a investigação dos mistérios, o disfarce etc. Além disso, assim como também ocorre em Distrio 9, os diálogos  e os movimentos dos personagens são bastante puxados para o jeitão do videogame. Basta assistir ao filme novamente e isso se tornará bastante claro. Esse é um filme que recomendo muito e se possível assista mais de uma vez, pois além de valer a pena, permite que percebamos detalhes que as vezes tinham nos passado desapercebidos.

 

Por hoje vou ficar só nos filmes e creio que esses dois exemplos sejam suficientes. Existem vários outros por aí, não é difícil de encontrar, portanto fique a vontade de sugerir outros nos comentários.

Nos próximos posts, farei o caminho inverso, mostrando que o videogame também possui cada vez mais influências do cinema, assim como os livros influenciam e são influenciados pelos dois.

O importante é perceber que a forma de contar histórias tem se adaptado ao nosso tempo. Assim como já disse Jenkins no recomendado “Cultura da convergência” as histórias migram por diferentes mídias, expandindo seus universos, se entrelaçando e se influenciando mutuamente. Se acrescentarmos ainda a internet, o celular e outras tecnologias modernas, então o cenário fica completo e bagunçado. Adoro essa bagunça e ainda quero ver onde tudo isso irá chegar, mesmo sabendo que as vezes essa bagunça complica as coisas para algumas pessoas. Não são todos que conseguem se adaptar a essa estética, o que acaba por fazer que alguns não gostem ou até mesmo “naõ entendam” o filme. Estamos todos passando por esse processo de adaptação e aqueles familiarizados com ambas as mídias tem nítida vantagem nessa compreensão.

Traga exemplos pra cá e comece a prestar mais atenção a esses detalhes. Tenho certeza que se surpreenderá.

See ya

Os preferidos

Olá minha gente, cansados de comer chocolate?

Todo mundo tem seu ovo de páscoa preferido, ou apenas um chocolate preferido, seja meio amargo, com castanha, branco (que nem chocolate é) diet e tantos outros que existem por aí. Nessa linha de pensamento me ocorreu de escrever sobre um dos (ou será O?) meu videogames favoritos, o SNES.

Mas você vai dizer “espera aí Gustavo, você vai cair na armadilha da nostalgia que você mesmo alertou por aqui?”. Claro que não! O SNES é uma das minhas plataformas favoritas sem sombra de dúvida, o que não quer dizer que o considere O MELHOR VIDEOGAME DE TODOS OS TEMPOS nem nada disso. A ideia aqui é falar um pouco sobre uma plataforma que me marcou. Para ajudar, bem hoje o uol jogos colocou uma galeria de imagens com alguns jogos marcantes de SNES, bem legal e dá pra conferir clicando aqui.

Se não me falha a memória, o primeiro jogo que vi para SNES foi F-Zero e aquilo mudou meu jeito de olhar para um videogame. A velocidade da corrida, as cores e aquela braulheira me fizeram quase esquecer que eu ainda tinha um Nintendinho em casa (sim, eu jogava o SNES na casa da minha tia, pois eu não tinha). E o jogo era bom mesmo, com um nível de dificuldade bom e bem disputado. Outro que marcou minha retina foi Tartarugas Ninja – Turtles in time. Ah, como era boa a sensação de arremeçar o inimigo na tela! Mas a verdade é que foram vários os jogos bons e não daria para falar de todos em um único post, por isso vou falar só de alguns e das sensações que eles causaram na época.

Difícil fazer uma lista e deixar muita coisa boa de fora, mas fazer o que? Trabalho é trabalho então vamos lá.

Junto a F-Zero, posso falar com muita tranquilidade de outros três jogos de corrida, cada um a seu estilo: Top Gear, Mario kart e Rock and Roll racing.  Eram jogos divertidos demais, com certeza passei horas na frente de cada um deles. Uma das maiores provas de que eu havia jogado Top Gear era olhar para o meu dedão, que ficava simplesmente amassado! Sim, o dedo ficava amasssado de tanto tempo apertando o botão. Quantas vezes não quis arremessar o controle na tela da TV quando eu perdi alguma corrida na útlima curva, devido a um casco vermelho ou algum missíl disparado, em Mario kart e RRR respectivamente!

Na linha dos RPG’s/adventures eu acho que não preciso falar muito de Zelda – a link to past, nem de Chrono Trigger. Preciso? Eu alugava Zelda e passava o final de semana inteiro jogando. Cada dungeon nova era um avanço a ser comemorado. Já o Chrono… não vou falar mais desse jogo. As imagens eram lindas e quanto mais eu conhecia a história, mais difícil ficava parar de jogar.

Nos jogos de plataforma, Sunset Riders e Final Fight são lembrados com atenção especial. Ambos eram dificeis e engraçados, com inimigos aos montes. O melhor ainda era jogar em duas pessoas, um ajudando o outro e disputando para ver quem iria pegar o life no chão, rs.

O que diferenciou o SNES de tantos outros videogames, como o Nintendo 64 por exemplo, foi que seus jogos era incrivelmente divertidos, em sua maioria. Obviamente havia problemas e inúmeros jogos ruins também, mas a liberdade para inovação era maior e os produtores pareciam ousar mais, criando novas formas de jogar. O hardware simples obrigava cada empresa a caprichar na jogabilidade e  buscar formas alternativas de apresentar bons gráficos. Esses são alguns dos motivos que fizeram o SNES vender tanto e ser maior que o Mega Drive em diversas regiões do mundo. Sei que muitos são “defensores” do Mega, mas falei do ponto de vista de jogador de SNES, pois depois de anos eu pude ter um em casa, enquanto seu concorrente só era jogador por mim quando eu visitava alguém que o possuia.

E foram vários jogos excelentes, que entraram para a história, nem que seja apenas na minha em particular: Best of the Beast, Gradius, Mega Man X, Street fighter 2, Secret of mana 2, Teris Attack, Mario World, Super Metroid, Earthworm Jim, Maximum Carnage, Bart’s Nightmare, isso só para falar de alguns. Não se esqueça de colocar alguns a mais aí nos comentários.

E falando em favoritos, gostaria de colocar aqui um dos vídeos de Diablo 3 que foram lançados, com um detalhe, DUBLADO. Esse jogo  está cada vez mais próximo de ser lançado e a expectativa é grande. Por enquanto, apenas apreciem o trailer.

Té!