Transmídia 2

Continuando a questão transmídia, trago uma citação de Jeff Gomes, conhecido como o cara das produções tramsídias:

Transmedia storytelling é a arte e a técnica de transmitir mensagens, temas ou histórias através de diferentes plataformas de mídia. Eu trabalho como produtor de enredos transmídia; então eu pego uma história ou propriedade intelectual e ajudo a expandí-la como filme, programa de televisão, revista em quadrinhos, videogame, um romance, tudo o que você puder pensar, e eles trabalharão juntos, artisticamente”

Esse transmidia storytelling é a forma como as mídias tem se adaptado, para não ficarem se destruindo mutuamente. Ao invés disso, os produtores estão tentando aprender a usar a força de cada mídia de forma a fortalecer um eixo central, gerando mais lucro e sem criar uma concorrência que poderia ser destrutiva para todos.

Também da pra perceber que transmídia é algo que vai muito além e que os exemplos de filme que apresentei no último tópico apresentavam apenas influências em seu estilo, mas não possuiam seus universos expandidos, como a definição de Jeff Gomes. Mas essa foi uma escolha de minha parte, pois o intuito era apenas apresentar a influência de uma mídia sobre a outra, servindo de fonte de inspiração e “ensinando” umas as outras.

Hoje vou fazer o caminho contrário e falar sobre algumas contribuições que o cinema ofereceu aos videogames.

Falando de uma forma bem grosseira, podemos dizer que os jogos de antigamente, creio que até meados da década de 90 pelo menos (talvez mais), possuiam pouquissima ou nenhuma história. Mesmo cut scenes eram uma coisa rara e quando surgiam não representavam muita coisa. Isso fez com que os jogos ficassem desacreditados enquanto mídia capaz de contar histórias. Para entender melhor basta lembrar que eu adorava jogar Mario World no SNES, mas aquilo não contava história “nenhuma”.

Isso começou a mudar quando os jogos começaram a aprender um pouco com o cinema e a implantar enredos mais complexos, além de elementos cinematográficos de contação de histórias, como certos enquadramentos, cortes etc. Isso foi muito bom para o mundo dos games e alguns jogos se destacam nisso.

Indigo prophecy é um jogo que me vem rapidamente à cabeça. Apesar da jogabilidade um pouco truncada, o jogo é ótimo, muito tenso E denso. Resumidamente, você controla três personagens: dois investigadores de um assassinato  e o próprio assassino. A história é sombria e os personagens são muito vivos. Basta dizer que eles são mais humanos do que costumamos ver por aí (Duke Nukem é um exemplo de personagem “não” humano). Todos tem medos e ansiedades que são comuns às pessoas. Fazem sexo, bebem agua, tomam remédios, sentem frio e por aí vai. Os momentos de medo e preocupação são sentidos pelo jogador como em poucos jogos. Esse é mais um daqueles jogos que recomendo, e muito, pois ele é um jogo diferente e que merece ser conferido, enquanto inovação e ousadia.

 

Outro que é fácil de lembrar quando falamos em jogos cinematográficos é a série Uncharted, a qual eu joguei a penas o 2. Quem já jogou pode atestar o que estou falando. Na maior parte do tempo parece que estamos vendo um filme e não jogando e isso não se dá apenas pelos gráficos belíssimos, mas pelos diálogos, mudanças constantes de câmera, ambientação e história. O enredo cheio de reviravoltas, falas bem encaixadas e ensaiadas, junto àquela sensação de estar vendo um filme americano faz desse jogo outro marco. Não a toa ele é tão premiado e elogiado mundo afora, pois ele consegue aliar tudo isso que falei a uma jogabilidade amigável e divertida. É outro jogo que recomendo, apesar de ser exclusivo para Ps3.

São apenas dois exemplos também, mas a lista é enorme e todos são bem vindos a me lembrar de outros casos semelhantes. Pretendo voltar em breve a tocar nesse assunto, pois gosto dele e dá pra falar muita coisa.

Logo eu volto para mostrar que os livros também já entraram nessa onda e estão cada vez mais adaptados a essa nova geração.

Até lá!

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