Críticas x opinião popular

Olá, estou de volta após alguns dias na Sibéria. As ideias estão estourando em minha mente, então essa semana se preparem, pois deve vir bastante coisa por aí.

Hoje vou abordar um tema comum a diferentes tipos de mídia: as discrepâncias muitas vezes presentes entre as opiniões dos críticos e a opinião popular. Citarei exemplos de games aclamados pela crítica, mas não tão bem aceitos pelo mercado e vice versa. Posteriormente lanço questões sobre o porque disso ocorrer, sabendo que isso acontece também com os filmes, música, livros e por aí vai.

O que me despertou para escrever sobre esse tema foi o filme que assisti nesse final desemana, “Arvore da vida”. O filme chegou a concorrer o oscar de melhor filme e isso pos si só já fala que ele foi minimamente aceito pela crítica, mas todas as pessoas que conheço que o assistiram detestaram o filme com toda a força de suas almas. Então, vamos lembrar de casos semelhantes nos games. E digo semelhantes, pois de cabeça não me lembro de algo assim tão discrepante nesse meio.

Para facilitar, utilizarei um método bem simples: entrar no metacritic e conferir os jogos que possuem notas bem diferentes em relação a crítica especializada e a voz do povão. Apenas não vou comentar sobre jogos com poucas vendas ou que sejam muito desconhecidos do publico em geral, pois isso fugiria a ideia desse blog.

Primeiro, o jogo que causou polêmica nos últimos meses, Mass Effect 3. A nota dada pela mídia especializada foi de 93, indo de “0” a 100. Já a nota popular não passa de um péssimo 3,8 numa escala de 0 a 10.  Pelo visto os críticos ignoraram, ou gostaram, do final controverso que o jogo apresentou. Os fãs ficaram furiosos, e os foruns mundo afora bombaram, com gente reclamando pelos cotovelos. Há tempos eu não via uma briga tão grande com a produtora de um jogo. Tanto que a Bioware lançou mais de um DLC e comunicados tentando se explicar. Por outro lado, a mídia especializada analisou o jogo como um todo, falando da evolução do jogo, de sua jogabilidae, gráficos, história e outros aspectos. Ao que tudo indica, parece que isso não colou, apesar dos números mostrarem que Mass Effect 3 vendeu bastante. Dessa vez vou ficar em cima do muro, pois não joguei Mass Effect 3 e detesto falar de jogos que não joguei. Quem tem conhecimento de causa que se manifeste por aqui.

O próximo caso é o de Little Big Planet, que não chega a ser tão gritante, mas vale comentar. Enquanto a nota da crítica ficou em 95, a do povo não passou de um médio 6,6. O jeitão infantil de LBP, mas o estilo simples de jogo fez com que muitos jogadores torcessem o nariz pra ele, o que pra mim é uma grande injustiça. O mais elogiado nesse jogo é seu potente sistema de criação e edição de fases, que faz dele um jogo com praticamente infinitas possibilidades. Criar e compartilhar fases, tendo em mãos as mesmas ferramentas dos produtores, foi uma bela aposta dos criadores do jogo. Além disso, a Sony conseguiu criar um personagem absurdamente carismático, o SackBoy, que infelizmente não é muito explorado. LBP vai ser faqueles jogos lembrados no futuro, pela abertura que deu aos jogadores, mesmo que muitos deles não tenham se dado conta disso.

Já o contrário disso tudo é Need for speed Mos wanted. Não que seus 82 pontos façam dele um péssimo jogo, mas é pouco se comparado ao 9,2 dado pela galera. Acontece que esse é o típico caso de jogo que não inovou em praticamente nada, mas que agradou ao publico em geral, por provavelmente oferecer aquilo que as pessoas queriam. Simples, mas muitas vezes é assim que funciona.

Costumo pender para o lado dos críticos, pois muitas vezes os jogadores são conservadores, não dando o devido valor à inovação, rejeitando aquilo que foge aos padrões da “normalidade”. É comum também que os jogadores acompanhem algumas tendências de mercado, jogando aquilo que é mais popular em cada época. MW3 é um exmplo disso, pois mesmo sendo considerado fraco tanto por jogadores, quanto por críticos especializados, é o grande recordista de vendas e tem seus servidores cheios de jogadores em suas partidas online.

O grande problema é ver essa diferença muitas vezes tão grande entre quem “entende” de games e quem os joga. Assim como acontece na indústria do cinema, em que o oscar é entregue para filmes que nem sempre são populares, os críticos buscam por jogos que poucos tem acesso, ou “alternativos demais” (leia jogo cabeçudo), o que em alguns casos acaba fugindo do que os jogadores querem e esperam de um jogo.

Será que é tão interessante um jogo dito super inteligente, mas rejeitado por seu público final? Ou seriam os jogadores muito preguiçosos e avessos a mudanças, preferindo permanecer em sua zona de conforto? A balança sempre pesará para algum lado e cabe a cada um avaliar as situações. Outra ponto que todos devemos prestar atenção é que nem toda crítica é uma crítica de verdade, não passando de um review que direciona para compras etc, como já abordado aqui nesse blog.

Espero por mais exemplos dos leitores. Au revoir!

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