Aqui queremos dinheiro!

Hoje teve transmissão na TV do jogo da Liga dos Campeões, Barcelona x Chelsea. Muita gente parou pra ver a partida em plena tarde de uma terça feira comum. Essa atenção toda dada a um jogo de times europeus, num campeonato  europeu, me fez pensar em um detalhe: a importância que os clubes tem no futebol atual. E aqui vamos nós.

Quando escrevi tempos atrás sobre a evolução dos games de futebol, esqueci de comentar sobre algo muito importante. Gradualmente, os jogos foram deixando as seleções de lado e dando cada vez mais importância para os campeonatos de clubes. Sinceramente, nem me lembro da última vez que vi alguém jogando com uma seleção, em qualquer dos principais jogos da atualidade, PES e Fifa.

Se não me engano também, parece até que alguns clubes são mais fortes do que as próprias seleções nesses games. Isso poderia até ser “verdade” em alguns casos, mas não deixa de ser bizarro e uma escolha completamente mercadológica. Dessa forma, finalmente chegamos ao ponto principal desse post, a importância do dinheiro em alguns games.

Por mais que seja divertido poder jogar com clubes nos games de futebol, a importância dada a eles é cada vez maior. Isso sem contar os patrocínios, marcas, imagens etc. As seleções foram “esquecidas” porque dão muito menos dinheiro e movimentam menos rivalidades, oque consequentemente alimenta menos competição e menos investimento, por parte dos jogadores. A riqueza de detalhes dos times não se dá apenas por se tratarem de “simuladores de futebol”, mas também por receberem altos investimentos das empresas que bancam esses jogos.

 

Essa foto nem é oficial do Fifa 12 se não me engano, mas o importante é o espírito da coisa.

Mas não é só no futebol que isso acontece não. Vejamos os casos de Gran Turismo e Forza Motosport. São simuladores de corrida, cheios de pistas e carros e as marcas do carros, bem como seus dados técnicos, são bastante valorizadas. Não quero dizer que esses jogos sejam meram campanhas de marketing, mas é inegável o quanto eles propagandeiam as montadoras, mesmo não se tratando de carros populares em sua maioria. Não é apenas por boa vontade que essas marcas estão lá expostas. Pode ter certeza que se não fossem bem pagos e/ou patrocinados, os produtores desses jogos não se dariam a esse “trabalho” de colocar tantos detalhes de cada carro, com suas logomarcas tão visíveis assim.

Não quero dizer que isso seja ruim, sobretudo no  caso dos jogos de corrida, mas quero salientar para o quanto o mercado dos jogos está cada vez mais atrelado a marcas e a consumo. Fico um tanto preocupado e não duvido que num futuro próximo algumas marcas patrocinem de forma mais direta alguns títulos. Já imaginou a Nike bancando um GTA da vida, com o personagem principal entrando nos outlets da vida e comprando somente roupas e acessórios da marca?

Temos também as propagandas presentes nos jogos, como os outdores presentes em Bornout Paradise, por exemplo. Casos desse tipo são muitos e acontecem tambpem nos filmes, novelas etc. então óbviamente aconteceria nos games.

 

Por enquanto isso tudo ainda é um tanto tímido, mas vem crescendo significativamente. Fico um pouco preocupado com os rumos que isso pode tomar, pois onde entram essas tendências de mercado a criatividade costuma passar longe. O cinema está aí para não me deixar mentir, assim como a música.

Não que essas sejam práticas tão novas assim. Para aqueles que não se lembram, ou não conhecem, trago o vídeo de um jogo do NES, bastante bizarro por sinal. Olhem o nome do jogo e sua estrutura, nem preciso dizer mais nada.

 

Até mais!

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2 comentários sobre “Aqui queremos dinheiro!

  1. Curti o post. Não tinha percebido isso ainda, realmente as seleções estão relegadas ao segundo plano, antes era o contrário. Aquela foto do FIFA tá legal, mas vendo aqui agora o PES 2012, na tela inicial, fica passando um vídeo com o Cristiano Ronaldo e com uns outros caras, mas só clubes…

    1. Gustavo de Paula

      Mas o foco é realmente esse, os clubes e os grandes jogadores, marketing puro. Meu primeiro trabalho, ainda na graduação, abordava esse assunto e é impressionante como isso vem aumentando gradualmente. Na carona disso tudo vem os modos manager, que coloca preços e valores nos jogadores e os “be a pro” e “rumo ao estrelato” em que você comanda um único jogador rumo ao sucesso, ou seja, grana e salário. É o futebol virando cada vez mais negócio, assim como o esporte em geral. Quem tem se enveredado por esse caminho atualmente é o UFC…

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