Círculo vicioso

Hoje farei uma breve pausa na sequência de posts que tratavam de serious games para abordar uma situação que me ocorreu e que com certeza já deve ter ocorrido com vários jogadores ao redor do mundo, nem que seja uma única vez: um jogo não funcionar no seu pc. Foram anos de espera, ansiedade e previsões até chegar o dia em que finalmente eu instalei Diablo III (versão teste) no meu computador e para minha imensa decepção mina placa de vídeo, uma intel série 4 onboard, não é suportada. A mensagem é bem clara “o jogo não funciona com essa placa de vídeo”.

Confesso que há tempos não ficava tão desapontado como fiquei hoje e isso me fez pensar em como as vezes esse mercado pode ser cruel. Não que meu note seja dos mais novos, mas sequer abrir o jogo para ver a tela inicial foi um golpe duro demais.

Como esse problema é abordado no meu mestrado, vou traze-lo para cá e diluir minha decepção/raiva nas palavras desse texto. Imagino que quem já passou por isso talvez compreenda melhor o que quero dizer. Caso você nunca tenha sofrido essa pequena perversidade, tome cuidado, pois pode ser o próximo.

A produção de games é marcada por invoação tecnológica, seja na questão de novos hardwares ou no desenvolvimento de gráficos cada vez mais realistas. Dessa forma, é “natural” uma exigência cada vez maior de produtos novos, mais caros e mais desenvolvidos. Não sou contra essa evolução, desde que ela não seja feita de forma cruel e predatória.

O problema é que as plataformas de videogame estão durando cada vez menos e parece que mensalmente temos o lançamento de novas placas de vídeo, cada dia mais potentes. Isso contar em processadores, memória ram, conexão permanente com a internet e todo tipo de exigência que faz com que os jogos se tornem ainda mais caros para s jogadores.

Atualmente vivemos a expectativa do lançamento dos sucessores do Nintendo wii, o Wii U, do Xbox 360, que passará a ser 720 e do Playstation 3, sem nome definido ainda. As propagandas já começaram e todos prometem inovações fantásticas. Até aqui, sem problemas, porém tudo indica, por exemplo, que os jogos de ps3 não funcionarão no seu sucessor. Isso indica que  a Sony não tem intensão de continuar a produzir jogos exclusivos para ps3 por muito tempo, o que é uma pena. Para ficar mais claro, basta dizer que no Brasil o videogame mais vendido ainda é o playstation 2. O abismo será cada vez maior.

A menos que nos tornemos jogadores hardcore, não atualizaremos nossos computadores na mesma velocidade com que os jogos são lançados. Mesmo que determinado jogo até funcione em seu pc, não necessariamente isso significa que ele vá rodar com os gráficos no máximo. Muitas pessoas sequer já viram algum jogo novo com os gráficos no máximo e isso tira bastante do brilho de muitos games.

O sistema é bastante claro: Novos lançamentos > exigência de novos hardwares > jogos mais potentes > inovações tecnológicas > exigência de novos hardwares e assim por diante.

Esse texto acabou por praticamente se tornar um desabafo, mas lamento por aqueles que esperavam por minha crítica de Diablo III. Estou quase para lançar uma campanha de doações, pois como eu jpa disse anteriromente aqui no blog: ser pesquisador de games no Brasil é muito complicado, pois a falta de financiamento muitas vezes acaba por limitar o seu trabalho.

Até mais e boa jogatina a quem está curtindo Diablo!

 

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