Brasil x EUA, apenas comparações

De volta da terra do Tio Sam. Último dia de férias. Pós carnaval. Mas nada de tristeza, pois o gamecriticas não pode parar e sei que esse ano estou devendo muito. Como eu mencionei, foram viagens, trabalhos etc, mas agora assunto atrasado é  o que não falta. Por isso tratemos logo de cumprir o prometido e falar um pouco da experiência de ter visitado os EUA e pontuar as diferenças e semelhanças com o Brasil.

Esse será um post mais descontraído, mais leve, para não pegar pesado logo de cara. Acho importante registrar que a viagem foi muito boa e que recomendo a todos que façam pelo menos uma grande viagem por ano, seja para fora do país ou não. É dessa forma que conhecemos melhor outras culturas e passamos a ter um olhar diferente sobre nós mesmos.

Logo de cara quebrei dois grandes preconceitos: Não havia apenas pessoas obesas andando pelas ruas (muito pelo contrário) e a receptividade do povo beira o impressionante. Posso dizer com tranquilidade que poucas vezes fui tão bem tratado e recebido na vida.

Visitinha aos EUA: pessoas educadas e muito simpáticas
Visitinha aos EUA: pessoas educadas e muito simpáticas

Mas indo ao que interessa, logo de cara consegui ir num shopping em Miami e, entre uma infinidade de lojas de todos os tipos, praticamente trombei com uma gamestop (detalhe que haviam duas no mesmo shopping). O lugar estava movimentado, com gente andando pra lá e pra cá em meio aos vários títulos novos e usados. Vi por lá jogadores procurando ofertas, mães com listas de jogos escritas no papel para levar presentes a seus entes próximos (não apenas uma ou duas, mas algumas mães nessa situação), gente perguntando aos vendedores o que comprar e curiosos apenas olhando.

O lugar é organizado, separado por consoles e você realmente encontra muita coisa. A prateleira de usados impressiona,             posicionada em ordem alfabética, sendo fácil de encontrar o que você procurava. Peguei para mim o NFL 2012 e o Dark souls, ambos usados (você não leu errado, eu não tinha dark souls, o que eu jogava era emprestado). Paguei $14,99 em cada um, um belo preço. A tentação de trazer outros itens era grande, mas me controlei e fiquei apenas observando. As fotos abaixo não me deixam mentir.

Entrada da Loja, no dolphin mall em Miami
Entrada da Loja, no dolphin mall em Miami
Prateleira de usados de PS3
Prateleira de usados de PS3
Mais usados
Mais usados

Na Game Stop foi tudo bem tranquilo e rápido. O vendedor me disse que é comum encontrar vários brasileiros comprando, mas que sempre aparece gente de vários lugares. Tirei poucas fotos pelo fato da bateria do meu celular ter acabado logo depois de eu ter entrado na loja, dei sorte de ter conseguido essas três. O restante das minhas comparações ficará apenas na mina memória e na imaginação de cada um, infelizmente.

Deu pra perceber o quanto ainda pagamos caro e por serviços ruins no Brasil. Nos EUA, a taxa paga em cada produto vem na nota e sabemos exatamente o quanto estamos movimentando de impostos. Vendedores que sabiam do que falavam, bons preços, grande variedade e clima agradável fizeram da visita a Game stop uma ótima experiência. Essa já deixa saudades.

Continuando minha caminhada pelo Dolphin Mall, me deparei com a Best Buy, outra gigante em vendas (não especializada em jogos). Confesso que fiquei um pouco decepcionado. A variedade de jogos era pequena e os preços ligeiramente mais altos se comparados a Game Stop. Talvez seja apenas uma loja comum, mas pelo fato de ter sido visitada logo em seguida de uma das melhores lojas de games dos EUA, a experiência acabou ficando comprometida. Pouco andei lá dentro e logo sai, obviamente sem nada nas mãos.

Já no Texas, onde realmente fiquei hospedado (Thanks to my Friend André que faz parte do seu doutorado na University of Texas em Austin) pude encontrar coisas diferentes, inclusive uma agradável surpresa.

Primeiro: a quantidade de propaganda de jogos em Tv aberta é impressionante. Em pleno intervalo do super bowl, em que pude assistir tranquilamente num bar da cidade, regado a boa comida e uns goles de cerveja, eu vi as propagandas de Dead Space 3 e Alien: Colonial marines ALGUMAS VEZES. E diga-se de passagem, tremendas propagandas. Não me lembro de ter visto algo dessa magnitude por aqui desde as propagandas do Super Nintendo nos idos anos 90.

Segundo: Propagandas, bastante fantasiosas diga-se de passagem, sobre o alistamento no exército dos Estados Unidos. Estava meio desprevenido na primeira vez que vi a propaganda, pois não estava muita atenção a televisão naquele momento e de relance pensei que se tratasse de alguma coisa sobre Call of duty, mas logo percebi do que se tratava e fiquei meio triste ao ver como essa questão é tratada por lá e, de certo modo, como CoD é um poderoso instrumento propagandeador ao mesmo tempo. Experiência negativa nesse caso.

Contudo, em uma bela manhã, indo ao mercado, passei em frente a uma loja que parecia pequena, em que vi alguns posteres como o de Zelda e de Dragon Ball. Fiquei curioso e entrei. Foi uma grande decisão. A Loja era especializada em jogos antigos e estava abarrotadas de jogos de Mega drive, Super nintendo e outros. Eu inclusive joguei um pouco de Mario World que estava lá disponível. Infelizmente eu estava sem máquina e sem celular e não consegui voltar lá para registrar nada. Conversei com a vendedora e/ou dona da loja e ela disse ser fã de jogos mais antigos. Disse ter um Ps3 em casa, mas que para ela o melhor videogame de todos os tempos era o SNES mesmo. Sei de muita gente que também compartilha essa opinião.

Pra além disso eu me diverti bastante conhecendo Austin e um pouco da história do Texas. Viajar é renovar as ideias e expandir o pensamento.

Apenas para encerrar esse tópico de forma mais divertida, segue a foto que tirei de uma vitrine em Miami. Digam-me se já encontraram algo semelhante no Brasil e tentem adivinhar qual o padrão de beleza imposto nas terras dos americanos.

Manequim um tanto grandinha na vitrine de Miami
Manequim um tanto grandinha na vitrine de Miami

OBS: Essa não foi a única vitrine que encontrei assim.

See ya guys!

Gustavo Nogueira de Paula

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4 comentários sobre “Brasil x EUA, apenas comparações

  1. Esse esquema de jogos usados podia rolar oficialmente por aqui… O grande problema é carga gigantesca de impostos sobre os games, quem pode, traz de fora, quem não pode, vai desbloquear. Se não consegue, se rende.

    Genial a dona da lojinha, já ganhou meu respeito. Meu SNES segue firme e forte conectado na tv do quarto, jamais será esquecido! Belo post, fanfa, abraços!

    1. Gustavo de Paula

      Nosso sistema é feito para alimentar a pirataria e parece atuar contra o jogador, os produtores etc. As lojas começaram a vender jogos usados por aqui, mas sinceramente os preços não são lá grande coisa ainda.

      Quanto so SNES, sou suspeito pra falar, tenho até um emulador no meu tablet!

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