Sendo o Batman por algumas horas

Minha lista de jogos a serem analisados nesse ano está bastante extensa. Começou com Jorurney e agora temos o segundo finalizado: Batman Arkham City. Foram horas de jogo e o término da missão principal, que me conferiu míseros 50% do total do jogo. Ainda tenho cantos a explorar e pendências a resolver pelas ruas de Arkham, mas creio que já ter o suficiente para falar do jogo.

De forma simples e direta posso começar dizendo que Batman Arkham city é um jogo excelente, daqueles que valem e muito a pena. Visualmente ele é muito bonito, apesar de não ter os melhores gráficos da geração. A cidade é bem sombria, escura e é lar de todo tipo de bandidos e malucos, todos querendo dar fim ou simplesmente arrumar confusão com o Morcegão (e também com a mulher gato).

Durante o jogo a curva de aprendizagem é suave e bem conduzida. Aquilo que no começo parecia complicado de executar, se mostra organicamente tranquilo com o passar do tempo, com uma dificuldade progressiva que sempre lhe traz a sensação de desafio, mas sem exagerar e sem facilitar demais (apesar do jogo não ser dos mais difíceis no que tange as missões principais). São batrangues, ganchos, cabos e toda parafernalha que faz parte do equipamento “básico” do Batman.

Mas o que torna Arkham city um jogo tão elogiado e adorado? A resposta não é tão complicada: nesse jogo você simplesmente É o Batman! Os produtores conseguiram captar toda personalidade do super herói, bem como de seus clássicos inimigos, de forma muito bem feita. Não interessa se estou de frente com 20 bandidos, armados e com sede de sangue, eu sou o Batman e não tenho medo de nada. Eu SEI que vou dar conta de todos e isso é muito bom no jogo.

Preciso ressaltar que não sou fã de super heróis, nenhum e talvez menos ainda do Batman. Mas em Arkham city conseguiram trazer a experiência de controlar o Batman como nunca haviam feito (talvez em Arkham asilum, mas esse eu não joguei). Comparando com os jogos antigos do Batman, no estilo Beat’m up, em que o personagem principal podia ser substituído por qualquer fortão acéfalo, a evolução é marcante.

Voando pela noite de Arkhan city
Voando pela noite de Arkhan city

Pego o exemplo de um dos diálogos do jogo, em que estamos conversando com Talia. Ela para diante de uma porta e diz que todo homem que ousou atravessa-la jamais voltou e que todos encontram a morte certa nesse local. O momento do jogo é tenso e você sabe que está prestes a enfrentar um desafio alto naquele ponto da missão. Mas então a câmera se vira para o Batman, e ele com aquela cara de poucos amigos, sem mover um músculo do corpo, apenas pergunta: “Eu pareço assustado?”. Ali tudo passou a fazer sentido. Talvez eu, enquanto jogador, estivesse com medo de morrer etc, mas o Batman não medo, afinal de contas ele é o Batman! E isso funciona no decorrer do jogo, pois são vários diálogos desse tipo. Com o tempo você incorpora isso, de forma natural. Sem perceber o jogador começa a se sentir como se fosse o Batman e essa não é uma sensação que nem os quadrinhos, nem os filmes são capazes de transmitir.

Não estou dizendo aqui que o jogo seja melhor que os filmes ou que os quadrinhos, mas souberam explorar de forma única o potencial que o videogame pode oferecer. Aqui você experencia o que é ser o Batman durante algumas horas.

Todos os inimigos clássicos estão presentes, Coringa, Pinguim, Frio, Charada e por aí vai. Eu mesmo não conhecia vários dos que surgem pelo caminho, mas  jogo conta com fichas explicativas muito interessantes sobre cada um. Cada um deles também possui uma personalidade muito bem feita e são muito carismáticos e isso confere um ar ainda mais positivo para o jogo.

A cidade é grande e com várias coisas escondidas, possibilitando que os jogadores mais dedicados tenham muito material para explorar após o término da missão principal. Eu não vou falar sobre a história do jogo aqui, pois isso é fácil de encontrar em qualquer site espalhado pela internet. Mas vou ressaltar que ela é muito bem contada e soube explorar o que havia de melhor em cada personagem envolvido, com reviravoltas interessantes e dramaticidade na medida certa. Ela não é a mais inovadora do mundo, mas é aquele clássico bem feito que nunca sai de moda.

O sistema de lutas e combate também é muito agradável, sendo fluído e direto. Apesar de normalmente não serem muito complicados, os combtes transmitem a sensação que precisam trnasmitir: Não interessa quem vem pela frente, eu sou o Batman e vou derrotar todos.

Voar pela cidade também é uma tarefa bem interessante. Aquilo que levava um bom tempo enquanto o jogador não domina todos os comandos, passa a ser uma atividade praticamente intuitiva no decorrer do jogo causa um sentimento bom de pertencimento aquele lugar caótico.

De maneira resumida Batman Arkham City me surpreendeu muito e de forma extremamente positiva. Recomendo a todos para que joguem e sintam o potencial que os videogames tem para explorar um universo que já bebeu de várias outras fontes. Voltando a eterna discussão sobre qual deveria ter sido o jogo do ano em 2011, que foi parar nas mãos de Skyrim, talvez o mais justo teria sido Arkhan city e sei que muitos vão concodar comigo.

Até mais,

Gustavo Nogueira de Paula

OBS: Sinto muito Arlequina, apesar de muito bem feita, com personalidade e bem construída ( realmente um excelente NPC), a persoangem feminina mais marcante ainda será a Glados. Talvez o prêmio tenha sido entregue a você para que Portal 2 não ficasse com 6 prêmios, o que poderia render discussões complicadas para a academia… mas isso fica pra outro dia.

Uma das personagens marcantes de Arkhan City
Uma das personagens marcantes de Arkhan City
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