Crise criativa

Recentemente aconteceu a E3 e os jogadores do mundo todo ficam ligados nela para saber das novidades. Fico imaginando o quanto deve ser bacana participar de algo assim, acompanhar de perto as grandes estruturas, o show e todo aquele glamour que essas grandes feiras possuem. Porém, a maioria dos mortais não pode estar lá presente, seja pesquisador ou jornalista do ramo. Sendo assim, acompanhamos tudo pelos sites de notícias e pelo burburinho que tudo isso gera. Entre notícias mais ou menos relevantes, o público se deleitou com algumas novidades: Fallout 4, Remake oficial de Final Fantasy VII, Fifa 16… ou seja, o de sempre.

horarios-e3

A indústria do cinema (falo do cinema norte americano, especificamente as mega produções de Hollywood) vem fazendo remakes e filmes de herói até não poder mais. É Jurassic Park pra cá, Mad Max pra lá e entre eles sempre tem um Homem Aranha, Vingadores, Quarteto fantástico ou alguma coisa assim. Já estou achando que daqui a pouco vão fazer filme até do Capitão Presença (posteriormente o Fantástico Capitão Presença). Qualquer um que goste de cinema minimamente já percebeu isso, e faz tempo. Tanto que as produções latinas, europeias e de qualquer outra parte do mundo tem sido muito mais elogiadas e acompanhadas por aqueles que gostam dar arte do cinema e não apenas de barulho no cinema.

Até este o momento os gamers tripudiavam a situação do cinema, que além de pouco criativo, passou a ver as cifras dos videogames aumentando cada vez mais. O que assusta é ver que as grandes produções de jogos estão caminhando pelo mesmo caminho. Elder Scrolls VI, Fallout 4, Remake de Final Fantasy, GTA, FIFA, Diablo 3, outro Zelda, outro Mario. Leitores voluntariosos podem me ajudar a ampliar essa lista por um bom tempo.

Isso é bastante preocupante, pois além de criar menos, os jogos correm o risco de cair numa mesmice bastante irritante. Agindo dessa forma, os jogos perdem muito enquanto mídia capaz de contar boas histórias e surpreender seu público. Aquela indústria que um dia já foi vista como transgressora, passou a agir apenas para manter a situação, enfiando guela abaixo os mesmos títulos de sempre, apenas exigindo por mais hardware e pagamentos para jogar online.

Como venho dizendo há algum tempo, a esperança está nos indies, que vem crescendo bastante enquanto mercado e em relação à sua popularidade. Espero que os indies não optem por esse caminho do mais do mesmo e continuem ousando, tanto em bons enredos como em novas jogabildiades e possibilidades.

Mesmo sendo jogos bastante divertidos, é um tanto triste ver a grande E3 dar destaque apenas para continuações, remakes etc.

Gustavo Nogueira de Paula

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