Exclusivo: Empresa lança game que coloca jogador na pele de caçador de artes polêmicas!

Já era de se esperar. Como todo esse furor no Brasil em torno das bizarras proibições e encerramentos de exposições e espetáculos, haveria de ser produzido um Newsgame a respeito. A Ironic Games, famosa por jogos como Democracy GO ou Political Figth, avança agora com The ArtBusters.

Obra censurada
Obra da mineira Alessandra Cunha, intitulada “Pedofilia” – Missão inicial

A mecânica é semelhante a vários outros jogos de estratégia em tempo real, ou seja, você precisa coletar recursos, produzir exércitos e ir pra cima do inimigo com todas as forças que puder. No caso, os “peões” que coletam os recursos são jovens liberais conservadores e você precisa ficar enviando-os a Brasília para conseguirem dinheiro. O exército básico é composto por pessoas comuns, mas com o tempo é possível desbloquear heróis mais poderosos.

As missões costumam ser bem objetivas, por exemplo: Coletar obra de arte exposta em museu X. Acumula-se dinheiro, consttói-se o exército e assim que ele tiver força o suficiente para ultrapassar os portões de entrada da fortaleza, digo, museu, torna-se possível construir a unidade polícia, que é capaz de fazer a caputra da obra e finalizar a fase.

Dentre os heróis desbloqueáveis no jogo, ou mediante compra separada através de propinas e/ou favores, estão alguns políticos e líderes religiosos, por exemplo, cada qual com seus poderes especiais. Os líderes religiosos contam com a capacidade de converter unidades inimigas, bem como aceleram a criação de exércitos. Já os políticos tem habildiade de blindagem especial, o que torna quase impossível perder alguma unidade ou polícia durante os combates.

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Por vezes, se o jogador demora demais para coletar recursos, ou avançar com sua tropa, pode acontecer do inimigo acabar ganhando força, através da armada colorida. Nesses casos o jogo acaba se arrastando um pouco, pois a necessidade de recursos aumenta muito, visto que são necessários muitos policiais para completar a missão.

Há três níveis de dificuldade e eles se dividem de forma bem básica e bem humorada, pois se dá de acordo com o alinhamento do presidente a ser escolhido antes do início do jogo: esquerda, centro ou direita. Caso o jogador acredite que o jogo esteja muito difícil, basta alterar o nível, mas para isso é necessário aplicar uma trapaça (cheat), que acelera a troca do presidente.

Conforme o jogo avança é possível baixar missões mais variadas e ao redor do mundo todo, uma boa forma de conehcer obras de outros museus mais distantes. Não há notícias de nenhum jogador que já tenha terminado o game, mas há rumores que um jogador chinês, chamado Kim, está próximo disso, até mesmo por ser visto online constantemente nos servidores do jogo. Aqui no Game&Criticas tivemos acesso à sequência final do jogo e contaremos agora. Atenção, alerta de spoiler:

Nas missões finais o jogador precisa desesperadamente caçar qualquer obra que contenha cor de rosa, arco íris, pênis, vagina, anus ou seio exposto, palavras com significado ambíguo, referência a algo que não pertença a família tradicional, entre outras coisas semelhantes. O ritmo é frenético, então não pense que será fácil. Ao completar a derradeira missão, que consiste basicamente em capturar caixas de lápis de cor, surge a mensagem de “Parabéns, você venceu. Mas perdeu ao mesmo tempo, agora você vive num mundo sem arte e sem livre expressão” escrita em preto, num fundo branco.

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Veremos se o jogo fará sucesso ou se será apenas mais uma modinha passageira.

Este é um texto de ficção, escrito baseado na mais pura indignação com a onda de censuras que vem ocorrendo no campo artístico em nosso país.


Gustavo Nogueira de Paula

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Auto ajuda empresarial

Está aí algo que considero bem irritante: aquele papinho Augusto Cury, Segredo etc voltado para empresas e conquista de clientes, mercado, grana e qualquer coisa besta valorizada pelo capital de forma pouco profunda. Mas as vezes é tão ridículo que pode ser divertido. Hoje vai ser dia de post curto e direto, relatando uma experiência muito recente.

Como disse no último post, passei por várias mudanças nos tempos recentes e uma delas foi a mudança de cidade. Fora os inúmeros detalhes que uma mudança exige, em relação à nossas coisas, novo lar etc, temos também os vários contratos e papéis para assinar. Primeiros dias em casa vem com sofrimento tb: sem internet, tv a cabo, chuveiro, gás… não e fácil. Porém, vou entrar em detalhes na questão da internet/Tv.

Pois bem, vou resumir bastante: pedi transferência de endereço para a empresa NET, aifnal, não queria perder meu tempo de contrato e os “benefícios” que ele me trazia. Não foi fácil. Passaram-se 36 dias até que a situação fosse resolvida e nesse meio tempo cheguei ao ponto de ouvir de um atendente a seguinte expressão

A pessoa que te atendeu agiu de má fé e lhe vendeu um produto novo ao invés de transferir seu endereço. Vc sequer falou no setor de transferência, o sr falou no setor de compras. Lamento o ocorrido e vamos abrir investigação interna sobre o caso.

Demorou muito, mas deu “certo”. Por que conto essa história? Para estabelecer uma comparação. Como decidi voltar a escrever com periodicidade, resolvi voltar a jogar alguns jogos que tenho e sobre os quais não escrevi. Um deles é talvez um dos meus favoritos da vida, Starcraft 2. Mas nada na vida é fácil, então vamos a mais uma breve história.

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Como eu não jogava Starcraft já havia pelo menos 6 anos, obvimente não lembrava minha senha na Blizzard. Sem problemas, criei uma conta nova e reinstalei o jogo. Não deu certo, pois o cadastro dizia que aquela chave do jogo já havia sido utilizada em outra conta. Fiquei simplesmente furioso, furioso pra valer. Essa política do jogo não poder ser vendido, emprestado etc é criminosa e eu queria explodir aquela caixa do CD. Bem desesperançoso, enviei mensagem ao suporte da Blizzard relatando o caso. Detalhe, era um sábado, às 22h aproximadamente (sim gente, sábado a noite em casa, vida de trabalhador de fds não é fácil).

Foram necessários apenas 3 minutos para que a resposta viesse. Não era uma resposta automática, era uma pessoa do suporte explicando o caso, me pedindo uma foto do código do jogo e de um comprovante dos meus documentos. Fiquei um tanto surpreso, mas enviei mesmo assim. Menos de 5min depois recebo a seguinte resposta, transcrita na íntegra aqui:

Missão cumprida brother, consegui transferir o jogo com sucesso para sua conta nova. Tá em casa aqui na Blizzard Gustavo, sempre que precisar entre em contato.

Eu não acreditava, parecia até mentira, mas não era!

Por que dessa história? Bom, vamos pensar no formato de administração de cada uma das empresas mencionadas aqui, qual delas se utiliza de terceirizações, prezam pela qualidade dos produtos, cresce a cada a ano, evolui etc etc… não é a toa que a indústria dos games cresce, enquanto outras só encolhem. Parece haver um abismo entre a forma de pensar de certas empresas e essa experiêcia pela qual passei parece que veio para comprovar isso.

Não acho que a Blizzard seja composta por anjinhos, mas neste caso eu preciso admitir que se mostraram incríveis.

Em breve escrevo sobre o jogo em si. Nesse meio tempo eu recomendo que o pessoal da NET leia alguns livros sobre como consquistar clientes, de preferência sem roubar, enganar, forçar e tudo mais que costumam fazer.


Gustavo Nogueira de Paula