Questão de oportunidade

Em tempos que se fala tanto em meritocracia, da forma mais nefasta possível, resolvi lembrar de uma experiência pelo qual passei exatamente um ano atrás. Fui convidado para participar de uma mesa de debate sobre games na fundação Salvador Arena, em São Bernardo do Campo – SP. Na plateia, aproximadamente 600 crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos. Junto a mim, mais dois profissionais da área, mas ambos voltados para a produção de jogos propriamente dita.

A escola/fundação é um lugar simplesmente incrível, referência em educação, com instalações surpreendentes e professores engajados e motivados a trabalharem. Caminhar pelo local realmente encantou a mim e aos outros convidados, tamanha a beleza e organização do local.

Quando fomos apresentados pelo professor mediador, ficou bastante nítido que eu era uma personalidade um tanto diferente ali, devido à natureza do meu trabalho com games. Tanto que ao iniciar minha fala, me coloquei como o patinho feio dentre os presentes. Comentei com os alunos a respeito da minha formação, educação física, e meu mestrado em linguística, tentando mostrar a eles que o trabalho com jogos vai além da programação etc e que, com o tempo, mais e mais profissões ligadas ao meio irão surgir. Ainda durante minha fala, disse que sou crítico de jogos e que em muitos dos meus trabalhos, textos e pesquisas, costumo abordar pontos como machismo, política, sociedade etc. Isso nitidamente gerou um burburinho no teatro, mas não consegui compreender bem os motivos no momento. Fiquei me questionando se não estava falando coisas muito pesadas ou complexas para aquelas crianças e adolescentes. Por fim, todos da mesa falaram e os professores orientaram as crianças a enviarem perguntas a nós através do bloco de anotações que todos haviam recebido para a atividade. Neste momento a diversão começou.

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Foi simplesmente incrível e gratificante ver a quantidade de perguntas que recebi naquele dia. Os papéis começaram a chegar até a mesa numa proporção de 5 pra 1  em relação ao pessoal que produzia games e as perguntas foram de encher o coração de orgulho e esperança. Uma quantidade imensa de meninas, nas mais variadas idades, questionando sobre a falta de participação feminina no meio dos jogos, do machismo que sofreram em jogos online, criticando o corpo da Lara Croft e de outras personagens, sobre o desejo de serem produtoras e mudarem isso um dia etc. Vários meninos comentando e perguntando sobre os passos para criticar um game, a vontade de escrever a respeito, criar blogs, sites, canais no youtube e muito mais. Eram perguntas muito maduras e bastante engajadas, que me pressionavam a uma boa resposta, com argumentos consistentes.

Ao final, ainda fiquei com dezenas de perguntas na mão para responder a eles pessoalmente ao sairmos do teatro. Neste meio tempo, recebi vários desenhos como presentes das crianças, que iam desde uma caricatura minha (muito bem feita por sinal) até personagens de jogos com frases de incentivo ou algo assim. Muitos deles pediram para tirar fotos, assinarem seus cadernos, etc. Não há dúvidas que este foi um dos dias mais felizes que tive até hoje durante minhas pesquisas e trabalhos com jogos.

Mas volto a reflexão que deu início a este texto: Quantas crianças possuem a oportunidade de estudar num local assim, que convida palestrantes para falar sobre jogos, de maneira franca e direta, sob diversos pontos de vista e que ainda possibilita o debate de ideias com os participantes? Feliz por estes que tem essa oportunidade, que com certeza terão mais chances de êxito no futuro. Em relação aos que apenas consomem a mídia de forma pouco crítica e sem grandes reflexões, não dá para culpá-los se nunca foram orientados a fazer de forma diferente. Não se trata de uma questão de mérito, mas sim de oportunidade e, em muitos casos, de privilégios.

Por mais eventos assim nas escolas e por mais oportunidades a todos. Basta ver o circo político que o Brasil se tornou para termos cada vez mais certeza da importância de capacitar as pessoas a serem mais críticas em relação às mídias, todas elas.


Gustavo Nogueira de Paula

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Nós diremos quantas vezes forem necessárias: JOGOS NÃO MATAM

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É impressionante como determinadas coisas parecem não mudar. Quando comecei a estudar jogos de videogame, lá nos idos anos de 2006 (minha nossa, já se vão 10 anos), uma das primeiras coisas que precisei fazer foi tentar quebrar o preconceito em relação aos games. Não matam, não fazem matar, não derretem o cérebro, não isolam etc etc. Mas não adianta, a cada tragédia acontecida no Brasil ou no exterior, a grande mídia aproveita para fazer seu show de horrores sensacionalista a respeito do caso.

No mais recente, após a trágica morte de um garoto de 13 anos em São Vicente – SP, que se enforcou após perder uma aposta para amigos, um culpado já foi logo encontrado: League of Legends, o popular jogo online. Impossível medir a dor que estes pais e  familiares estão passando, bem como é impossível imaginar como estes adolescentes irão lidar para o resto das suas vidas com a imagem mental da morte do amigo diante de seus olhos. Um momento que exige toda uma reflexão sobre a vida de nossas crianças e adolescentes, sobre os espaços de lazer que possuem, sobre a criticidade que possuem em relação a conteúdos online, sobre aceitação de grupo, sobre bullying. Mas não, mais fácil relacionarmos tudo isso a um jogo, culpabilizá-lo e manter as coisas como estão.

Computadores e videogames não devem ficar isolados e trancafiados num quarto, afinal, um jogo seria dos melhores conteúdos que um jovem poderia ter acesso nesse caso. Aparelhos assim precisam ficar na sala, ou pelo menos o quarto precisa estar de porta aberta, de forma que os pais possam ver o que se passa no PC. Todos gostamos de privacidade, mas sinto dizer: adolescente dentro de casa não pode ter 100% de privacidade não, precisa é de atenção dos responsáveis. Rede social é coisa para maior de idade. Vai permitir que a criança/adolescente tenha acesso ao Facebook? Ok, tenha a senha também, acompanhe as conversas etc. Parece chato não é? Então, ser responsável às vezes é chato mesmo, talvez tenha faltado avisar.

E um adendo: Quem acha que os videogames podem ser perigosos deveriam justamente lutar para que eles adentrem a escola, pois quanto mais o conhecermos, mais confiantes ficaremos.

O texto de hoje é curto, em respeito a Gustavo Riveiros Detter, seus amigos e familiares. Apenas um lembrete de que, mesmo após 10 anos, vamos continuar combatendo os preconceitos relacionados aos jogos de videogame.


Gustavo Nogueira de Paula

Coisas que não se discutem

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Desde criança se aprende: Futebol, política e religião não se discutem. No caso do futebol e da religião ainda consigo realizar um esforço para compreender que ambos lidam com questões que extrapolam o pensamento racional, exigindo fé, força de vontade, crença e uma série de outros detalhes característicos de cada uma destas atividades. Ainda assim, obviamente os dois são completamente passíveis de serem discutidos, afinal atribuir pensamentos, comportamentos e filosofias apenas a algo que extrapola nosso conhecimento técnico é entregar de bandeja o poder e a força para os mandatários de ambas as esferas. Porém, o que tem me deixado preocupado é o quanto a política entrou para este ramo do transcendental, genético, moral etc a ponto de não poder ser discutida ou debatida. Parece que a partir do momento que você define “um lado” isso se torna imutável e terá que defendê-lo até o fim. Vejamos:

Discutir política com familiares se tornou difícil. São vários os relatos de brigas e exclusão das redes sociais. Na ensino corre a ideia da escola “sem ideologia” (inacreditável pensar nisso em pleno século XXI, mas sigamos). No trabalho isso se torna um campo minado, pois uma opinião errada e seus colegas podem lhe  virar a cara (tenho sorte nesse aspecto!). Seja para qual for a direção que olharmos, fica difícil realizar um debate inteligente. Digo inteligente, pois o ódio está tão disseminado que as pessoas se forçam a acreditar que, por exemplo, congelar gastos públicos vai ser melhor para a população. Isso não pode ser uma conversa inteligente.

Mas não sou cientista político, nem vim para falar da política em si, mas sim de um fato ocorrido. Se nas referidas esferas está difícil conversar e aprendermos mais sobre política, onde poderemos fazê-lo? Indo contra a corrente do ódio, acredito que todo lugar tem espaço para discutirmos política de maneira saudável, inclusive nos games.

Nos últimos posts fiz algumas brincadeiras, analisando jogos que não existem, criados pela Ironic Games, que também não existe. A ideia era demonstrar que os jogos podem servir como texto capaz de expressar não apenas o cenário político atual, mas também levantar discussões a respeito, colocando o jogador na pele dos participantes de protestos, do eleitor brasileiro etc. Um jogo destes viria para concorrer com Angry birds, FIFA, Pokémon, Mario e qualquer um dos grandes do mercado? Obviamente não! Um jogo nessa linha serve para tornar a discussão mais acessível, sobretudo para os mais jovens, ao mesmo tempo em que realizava uma crítica bem direta a acontecimentos recentes.

Quem trabalha com jogos não começa liderando a equipe da Blizzard, ou da Ubisoft. Precisa primeiro participar de equipes menores, criar jogos interessantes e desenvolver um portfólio atraente. Para isso, qualquer jogo é jogo, desde que a ideia seja boa e bem desenvolvida. É típico do aspirante acreditar que vai inventar o novo Minecraft a toda semana, ou que irá faturar horrores logo com seu primeiro jogo. Aí vai uma dica: Um jogo bem feito, mesmo que não rentável, pode te colocar no radar de empresas e equipes maiores, um processo natural dentro deste mercado.

Pois bem, por que estou dizendo isso tudo? Pela recepção bizarra que os últimos dois posts tiveram. É triste ver os próprios desenvolvedores indies argumentando da seguinte maneira: – O cara conseguiu levar a briga coxinha vs mortadela para os jogos, pqp. – Serious games não servem pra nada. – Jogo não tem que ter política, vá a m***.

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Não vejo problema algum nas pessoas discordarem das minhas ideias, mas este nível de argumentação beira o assustador. Por que um serious game não poderia adentrar a escola, um portal de notícias, uma empresa ou algo assim? Se a política não pode entrar no meio dos games, nem na escola, nem na família, como vamos educar as crianças para que sejam adultos mais críticos e participativos (coisa que estes aí mencionados pelo visto não são).

É de se lamentar o quanto a indústria dos games ainda é fechada, machista e pouco crítica. A esperança pode até estar nos indies, mas precisamos de uma nova geração de indies para que algo aconteça.


 

Gustavo Nogueira de Paula

 

 

Left is dead

A indústria brasileira de games continua a todo vapor! Após o estrondoso sucesso de “Democracy GO”, a empresa Ironic Games lança mais um título, dessa vez se aproveitando do filão dos jogos de tiro e de zumbis, o “Left is Dead” (imagino que qualquer semelhança com o nome Left for dead não seja mera coincidência).

O jogo não prima pela originalidade, se utilizando dos já conhecidos clichês das histórias de zumbis: Alguma coisa de ruim aconteceu e agora você tem que sobrevier a ordas de zumbis que vagueiam pela rua num mundo pós apocalíptico. A parte interessante é que conseguiram trazer isso para algo mais próximo do nosso meio, ambientando o jogo nas ruas brasileiras de algumas das principais capitais brazucas. Segundo a assessoria de imprensa da Ironic, até o fim do ano todas as capitais e até algumas cidades do interior já estarão disponíveis.

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Mais uma vez, se trata de uma mecânica de jogo simples e conhecida da maioria dos jogadores: Em primeira pessoa, o personagem precisa sobreviver em meio ao caos gerado pelos zumbis e muitas vezes correr é a melhor das opções. São pouquíssimas as armas disponíveis e o suporte também é escasso. A dificuldade é alta e é bem provável que você perca bastante antes de conseguir chegar até o final, se é que vai conseguir.

A parte interessante do jogo se dá na seleção de personagens, ambientação e na caracterização incrível dos principais inimigos. Na tela inicial há apenas as opções de “Novo jogo” ou “Continue”, ao som de Chico Buarque de Holanda, que casou bem com a proposta da Ironic. Ao clicar em “Novo jogo” você é levado/levada a tela de seleção de personagens, que são poucos e não customizáveis, o que dá a impressão do jogo não estar completo, apesar de prometerem novidades ainda esse ano. São:

  • Jean – Homem branco e de barba, camiseta vermelha e bermuda rasgada. Vem equipado com vinagre e é o que mais corre;
  • Glória – Mulher negra, com roupa ao estilo afro. Vem equipada com vinagre e um pandeiro. Tem incrível força e capacidade de ataque, mas corre pouco e é mais perseguida do que os outros personagens;
  • Paulo – Uniforme do sindicato completo. Equipado com uma bandeira, que pode virar arma em casos de desespero. Vem sem vinagre, mas carrega kit de cura (sanduíche).

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Como gosto de desafios, escolhi logo a fase que os desenvolvedores consideram como sendo a mais difícil: Avenida Paulista, em São Paulo. Pude atestar que eles não estavam brincando.

Diferentemente de outros jogos nessa linha, em que tudo está destruído e coberto por vegetação, em “Left” o cenário parece limpo e bem cuidado, não dando a impressão inicial que se trata de um apocalipse ou algo do gênero. Mas basta caminhar um pouco para sentir que o game não é moleza. Ao seu lado caminham os outros dois personagens não escolhidos (no meu caso escolhi o Jean). Logo de cara começam a surgir os primeiros zumbis, pessoas brancas usando camiseta da CBF ou camisetas brancas. Não demora e você já percebe que nem vale a pena entrar em confronto com eles, a não ser para ganhar experiência. As armas inicias são megafone (para conversão) e alguns panfletos que você precisa ficar entregando até afastar os zumbis.

Com o tempo começam a surgir os zumbis mais poderosos: alguns homens com a cabeça raspada e muito fortes, algumas senhoras com cachorrinhos a tira colo e alguns outros que portam taças de champanhe. O megafone não funciona com nenhum deles, tão pouco os panfletos. Se a essa altura você não tiver conseguido o equipamento de disfarce (Iphone e roupa de marca) é derrota na certa. A dica aqui é começar a correr o máximo que puder, pois os inimigos seguintes são ainda mais desafiadores.

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Já correndo e em pânico para não dar game over, comecei a encontrar ordas e mais ordas de inimigos conhecidos como Bolsominions. Eles não possuem cérebro e vem esbravejando em sua direção. É incrivelmente difícil passar por eles, pois são muito agressivos e as suas armas tendem a não funcionar. A sorte é que normalmente eles se viram uns contra os outros e acabam por se matar.

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Mas foi nesse momento do jogo, num ato desespero, enquanto corria sem prestar muita atenção no cenário, que encontrei o que acreditava ser um ponto seguro: Personagens cujo uniforme estava escrito “Proteger e servir”. Doce engano. Tratava-se simplesmente dos inimigos mais poderosos. Sedentos por nos matarem, portavam todo tipo de armamento, coletes, carros, escudos e tudo mais que se possa imaginar. Usei meu estoque de vinagre, mas não resolveu muito e acabei morrendo umas 5 ou 6 vezes. Não tenho orgulho em dizer isso, mas a única forma que encontrei de passar deste chefão foi trapaceando e digitando o código “Propina”, que os torna bem dóceis e em alguns casos chegam até a lutar ao seu lado.

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A história do jogo não é muito clara, não dá para entender bem o porque dos zumbis atacarem. Nos fragmentos narrativos que são apresentados, dá a entender que eles se transformaram devido ao ódio que sentiam e que atacam pelo prazer da destruição, não pretendendo criar uma nova sociedade ou algo assim. Uma pena criarem monstros e inimigos tão interessantes, mas com motivações tão rasas assim.

Sobre a dificuldade do jogo, a galera da Ironic me disse por email que “se trata de um jogo feito para jogar no modo cooperativo. Sozinho ele realmente é impossível. A ideia é que os jogadores se conectem para derrotar o inimigo, quanto mais gente melhor” disse.

Não dá para dizer se o jogo vai vingar por aqui, mas não deixa de ser mais um opção interessante em nosso mercado cada vez mais saturado e clemente por algo novo.

Mais uma vez, esse jogo não existe

Gustavo Nogueira de Paula


OBS: A última foto foi retirada do G1 e a legenda original era simplesmente incrível: Vídeo flagra manifestante agredindo policial em protesto de professores

Democracy GO

Na esteira do sucesso de Pokémon GO, eis que já lançaram novo jogo baseado no atual cenário político brasileiro, o Democracy GO. Sátira que se apoia escancaradamente no fenômeno nipônico, Democracy GO aproveita o sucesso mundial e recria  uma crítica ácida através do formato e estética do jogo de capturar monstrinhos. O objetivo principal é capturar o máximo de golpistas possível, nesse jogo em que é difícil entender que é amigo e quem é inimigo.

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Para a caracterização do personagem não há grandes opções, mas elas são bem interessantes:

  • Camisa da CBF
  • Roupa Armani
  • Estampa Pixuleco

Entre os acessórios, também pouca coisa:

  • Óculos escuro
  • Cachorrinho  de colo
  • Faixa de apoio ao golpe militar
  • Pato de borracha

O avatar pode ser homem ou mulher e todos eles podem usar quaisquer um dos itens e acessórios durante a customização. Estranhamente não dá pra escolher a cor da pele do personagem, que é branca desde o início, mas não sei bem o porque.

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Como se trata de uma cópia, a mecânica do jogo é idêntica, você precisa arremessar bolas para capturar seus corruptos favoritos. De início você pode escolher um entre os três disponíveis que surgem assim que você cria o personagem: Temer, Cunha ou Calheiros. Há ainda um easter egg, que você descobre ao fugir três vezes destes corruptos iniciais, que lhe permite começar direto com Paulo Maulf, um dos corruptos favoritos dos jogadores.

A estrutura do jogo é simples: basta andar pela cidade a procura dos monstrinhos e tentar capturá-los. Estudos iniciais mostram que a quantidade de jogadores no estado de São Paulo é impressionante, bem como o número de corruptos para capturar. Os corrupstops ficam em lugares tradicionais, como monumentos que homenageiam militares, câmara dos vereadores/deputados, prédio da FIESP, bancos etc. No lugar dos ginásios foram colocados CPI’s, em que você coloca seus parlamentares para lutarem. Normalmente ninguém perde nessas lutas, mas as vezes você acaba gastando seu dinheiro nos duelos.

Entre os mais raros dos monstros está Geraldo Alckmin. Segundo consta, ninguém conseguiu capturá-lo ainda. Por outro lado, Zé Dirceu’s aparecem toda hora, parece até com os Zubats de Pokémon. No lugar dos ovos de Pokémon GO você consegue fazer nascer alguns filhos e netos de políticos, ou consegue angariar alguns seguidores de movimentos pseudo engajados, como Revoltados online etc. Essas incubadoras de seguidores de movimentos pseudo engajados rendem alguns dos monstros mais poderosos, com grande poder de ataque, apesar de péssima capacidade de defesa e vida.

E assim como não poderia deixar de ser, alguns são mais resistentes para serem capturados. Caso esteja enfrentando problemas, basta usar algum dos itens “propina” e eles chegam até a se jogar dentro da corruptoball. Dentre os itens mais poderosos estão o logo BR da Petrobras e alguma pasta de poder. Já o mais fraco dos itens é um pedalinho em formato de pato, que não consegue seduzir ninguém. Sinceramente, nem sei porque ele existe, visto que os outros itens são absurdamente mais poderosos e eficientes.

E se estiver com dificuldade em progredir no jogo, fique tranquilo, pois o cheat é liberado e até incentivado. No final das contas, quando chegar no nível máximo, todos irão dizer que foi mérito seu e que merece estar onde chegou. Mesmo com sua conta banida você pode continuar jogando e mantendo seu status.

Rumores ainda dizem que na próxima atualização você poderá escolher um policial para andar ao lado do seu avatar. Quanto mais selfies tirar com ele, mais XP ele ganha, podendo bater e atirar em qualquer inimigo que surja em seu caminho. Parece que a novidade já rola em alguns lugares, mas poucos jogadores tiveram acesso à novidade.

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Grande sucesso nacional, recomendo que instale agora em seu smartphone. Democracy GO parece que veio para ficar!

OBS: Obviamente esse jogo não existe

OBS 2: Esse blog está de luto pela democracia no Brasil


Gustavo Nogueira de Paula

O fantástico mundo do empirismo ignorante

É de situações assim que muitas vezes partem os comentários mais desnecessários no mundo dos games
É de situações assim que muitas vezes partem os comentários mais desnecessários no mundo dos games

Vou falar um pouco de mim. Falar um pouco de certa lógica que tem dominado as postagens de muita gente nas redes sociais. E falar do que os dados nos mostram a respeito de determinado tema.

Tenho 30 anos, sou formado em Educação física, mestre em linguística aplicada, ambos títulos pela UNICAMP. Estudei em escola pública a vida toda, sendo que isso aconteceu também no ensino superior. Não nasci em família rica, tão pouco sou rico atualmente, apesar de ter melhorado bastante de vida. Namoro. Minha namorada é uma mulher alta, loira, olhos verdes, muito bonita. Possui duas graduações, já viajou para diferentes partes do mundo. Tem opiniões bem embasadas, autonomia, trabalha e é uma mulher que não aceita discursinho machista babaca. Em meu ambiente de trabalho a maioria das pessoas possui ensino superior e na medida do possível é um local justo, que condena preconceitos e propicia a reflexão das pessoas.

Neste breve descritivo da para imaginar que não dou de cara no meu dia dia com comportamentos do tipo condenáveis e quando isso acontece são prontamente combatidos. Desta forma, poderia dizer que no Brasil não há preconceitos, que vivemos numa sociedade igualitária e que aquele que persevera sempre alcança seus sonhos.

Não é bem assim que acontece. Não posso generalizar e acreditar que é dessa forma que as coisas acontecem.

Mas esse blog é de games e já estamos chegando lá. Eu já falei aqui no blog e não é difícil encontrar em buscas simples a quantidade de mulheres que são ameaçadas por: jogarem, produzirem ou escreverem sobre games. Agora o confronto de ideias.destaque-samus

O comentário mais comum que vemos em foruns, bate papos e na maioria dos lugares em que as pessoas discutem games é que não existe misoginia e que isso é mimimi ou baboseira politicamente correta. Os argumentos não poderiam ser mais infantis: “nunca vi acontecer”, “conheço até amigas que jogam”, “não existem produtoras de jogos porque as meninas não gostam de jogar” e por aí vai, um verdadeiro desfile de panaquices.

É assustador acreditar que os jogadores pensam e  agem dessa forma. Os casos são inúmeros e recorrentes, mas muita gente prefere acreditar que vive num mundo cor de rosa, avaliando as coisas a partir do próprio umbigo e do seu limitado arredor. Parece que a opinião dos amigos do facebook são suficientes para apresentar um extrato real da sociedade brasileira, quiçá do mundo.

Fico bastante preocupado, pois quando pensamos no videogame como arte, como meio de contar histórias e como uma linguagem própria, torna-se inadmissível tolerar esse tipo de comportamento. Parece que no ambiente dos games estamos indo na contra mão do restante das coisas. Não há personagens femininas, a perseguição com as mulheres que produzem e as jornalistas e acadêmicas de jogos passam por situações mais do que constrangedoras, para não dizer coisa pior.

Além disso, vemos uma inversão dos valores: Quem vai contra e não aceita esses comportamentos acaba sendo visto como intolerante, fechado e segregador, sendo que na verdade é exatamente o contrário. No mínimo entristecedor.

Cabe ainda um aviso aos desapercebidos: Se você joga em servidores que aceitam esse tipo de comportamento, se você participa de fóruns em que as pessoas emitem comentários preconceituosos e violentos, se você não reclama com os amigos “para não ficar com clima ruim”, se você acha que esse tipo de coisa é liberdade de expressão, então lamento informá-lo, mas você é parte integrante do problema.

Pense nisso, ok?


Gustavo Nogueira de Paula

Ludoletramento, conhecimento, dificuldade

Aprender a jogar videogame é difícil? Depende, é claro. Se começar com Angry birds pode ser fácil, se começar com Metal Gear pode ser difícil. Entra em campo o histórico de cada um com tecnologia, outros jogos e muitos outros fatores. É bastante comum ouvir das pessoas mais velhas que os jogos de hoje em dia são muito complexos, com muitos botões etc. “Parei no Super Nintendo” é uma frase que beira o corriqueiro, com variantes que vão para Atari, Nintendo ou algum semelhante. Ou seja, para essas pessoas os jogos da época eram mais fáceis de serem entendidos. Mas e quando os jogadores “de hoje” os mais novos, acostumados com tecnologia, se deparam com os tais jogos antigos, mais “fáceis” de serem entendidos? O vídeo abaixo nos ajuda a entender um pouco sobre isso, sobre os signos relativamente estáveis, Ludoletramento e sobre o que faz um jogo difícil/complicado.

Pelo vídeo é possível notar que os jogadores mais novos, mesmo “mais habilidosos” passam vergonha jogando Contra, do já bastante antigo NES (Nintendinho para os íntimos). Chega a parecer armação, de tão terrível a participação deles. É hora então de falarmos um pouco sobre Ludoletramento, signos relativamente estáveis e conhecimento de jogos.

Quem jogou jogos antigamente (como Contra, supracitado), ou entrou em contato com eles através de emuladores, sabe de algumas coisas: Primeiro, são apenas dois botões de interação e um direcional e isso limita significativamente nossa gama de ações possíveis. O direcional serve pra andar e mirar (quando é possível mirar) e os botões servem para atirar e pular. De resto é só combinar cada seta do direcional com cada ação dos botões e em alguns segundos você já viu todos os movimentos do jogo. Detalhe a ser lembrado: essas informações não aparecem na tela, nem há fase de tutorial para aprender. Você é jogado no meio do problema e tem que se virar para entender seu funcionamento. Outro detalhe bem comum: tudo que te encosta te mata e tudo é feito para ser inimigo ou para levar tiro, a interação “amistosa” é zero.

Lhe parece complexo ou falta botões apenas?
Lhe parece complexo ou falta botões apenas?

Isso soa óbvio para quem jogava na época e os jogadores do vídeo parecem ter algum tipo de problema para compreender a mecânica do jogo. Na verdade, não é nem um, nem outro. Jogos como Contra eram comuns na época e os jogadores possuíam essa referência, já os jogadores novos não tem porque entender de primeira os porques do seu tiro não ferir seu colega, mas ser proibido tocar num soldado inimigo que sequer atira em você. Soa absurdo, mas faz todo sentido a uma geração e nenhum sentido a outra, que considera absurdo os soldados imortais de Call of Duty.

O que isso tem a ver com o tal Ludoletramento? Tudo. Ter habilidade para conseguir manejar um controle é apenas o início para saber jogar, se divertir, interpretar e criticar um jogo. Esse “conflito de gerações” mostra que nem sempre dominamos o básico, que é controlar os personagens, além disso os participantes não reconheceram:

  • Número de vidas no canto superior da tela
  • não tocar nos inimigos
  • tudo poderia (e deveria até) ser destruído
  • bastava pressionar o direcional para baixo para descer e/ou atirar para baixo
  • buracos matam
  • os inimigos aparecem sempre no mesmo lugar, da mesma forma e na mesma quantidade
  • ficar parado ajuda a conhecer seus movimentos, quando a tela está sem inimigos
  • cores piscantes são alertas para algo diferente
  • as diferentes “armas” possíveis de serem coletadas

São apenas alguns exemplos, facilmente perceptíveis para uns, menos perceptíveis para outros. Essa dificuldade aparentemente exagerada dos jogos antigos tem seus motivos e qualidades, como já explorada anteriormente em Jogos fáceis demais?.

Para quem acha Contra um jogo difícil, experimente jogar um pouquinho de Gradius
Para quem acha Contra um jogo difícil, experimente jogar um pouquinho de Gradius

É a partir do entendimento de sutilezas como estas que conseguimos compreender melhor as escolhas dos designers e desenvolvedores em geral, e nos ajuda também a entender o porque dos jogos atuais serem como são e o porque de tanta nostalgia ou reverência a um passado que parece ainda mais distante quando realizamos esse tipo de comparação.

Também é possível compreender melhor a complexidade dos jogos e o quanto se transformaram no decorrer do tempo. Para quem deseja estudar a mídia ou produzi-la, sinto muito, mas um mínimo de conhecimento vai precisar possuir a respeito dessas diferenças tão significativas nos modos de jogar e fazer.

No final das contas, você que se acha “pior” nos games porque só sabia jogar Mario, contente-se em ver que talvez tenha mais habilidade do que muito “novinho” por aí.

Gustavo Nogueira de Paula

New Counter Strike – Professor Mode

De acordo com muitos teóricos, os games são excelentes para simular situações de mundo. Você pode treinar pilotos, resolver problemas, gerir uma cidade, aprender a atirar, perder o medo do trânsito, entre outras atividades bastante diversas. Através de algoritmos complexos pode-se inclusive “prever” o resultado de algumas situações. Isso tudo depende de um equilíbrio muito bem feito entre regras de jogo e regras “reais”.

Num jogo de carros, por exemplo, não se espera poder voar com seu automóvel e espera-se que isso prevaleça. Porém, um acidente frontal pode muito bem ser fatal, mas não espera-se a morte do piloto a cada acidente, apenas um recomeço. Os jogadores também esperam que um carro com menos potência e equipamentos seja mais lento do que uma Ferrari recém lançada. Se correr com um Fusca contra a Ferrari dentro do autódromo de Interlagos a derrota é certa. Não é justo correr de Fusca contra a Ferrari, por isso você evolui dentro de cada jogo, até conseguir equipamento suficiente para enfrentar o desafio. Por se tratar de uma simulação, o jogador já prevê essa desigualdade e a encara com naturalidade.

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Já em jogos de tiro essa desigualdade soa de maneira mais incômoda. Você pode ter a melhor mira, melhor esquiva, melhor proteção etc. mas sem uma boa arma, dificilmente vencerá o inimigo armado até os dentes. É injusto, mas as vezes acontece. É dessa forma que foi lançado recentemente no Brasil o novo MOD de Counter Strike – Professor Mode.

Cansados do velho embate entre Policiais e Terroristas, tão fora de moda e pouco aceito pelo público brasileiro, foi lançado, através de incentivos do governo estadual paranaense, o MOD em que professores substituem os famigerados homens encapuzados com Ak-47. Algumas alterações também foram realizadas na mecânica de jogo:

Os policiais contam com cachorros, bombas de gás, armas com bala de borracha, escudos, coletes, máscara, helicópteros, carros, jatos d’água e spray de pimenta. Os professores (terroristas) contam com algumas pedras encontradas no chão e as vezes algum pedaço de pau.

Ao entrar no jogo você pode escolher qualquer uma das duas classes, mas se prepare, pois a dos professores sempre perde e de lavada. Normalmente a tática é sair correndo e tentar fugir, apesar de ser bastante difícil. Se optar pelos Policiais é só sair atirando, sem se preocupar muito, pois em algum momento irá acertar alguém e é isso que conta no final. A disputa principal é para ver quem consegue mais frags.

A distribuidora do jogo disse em nota, após a reclamação de muitos jogadores que optam pela classe professor dizerem que o jogo é injusto, que aqueles que não gostam do jogo deveriam procurar por outro jogo (profissão), pois aqueles que jogam como professor o fazem por amor.

Violência

Apesar desta versão existir há muito tempo no Brasil, ela foi remasterizada e ganhou gráficos novos. A crítica especializada da Veja tem feito grandes elogios a essa nova versão:

É muito legal poder atirar e ver os professores correndo, da uma sensação muito boa. Se fizéssemos dessa forma na vida real o Brasil seria um país melhor. Acho que o único defeito é que eles só ficam vermelhos depois de sangrando, já deveriam começar assim” (Jogador da Veja com o Nick de CoxinhaPower)

Apesar do sucesso de vendas entre os brasileiros, o jogo vem sofrendo algumas críticas, pois apesar de divertido, os policiais não podem atirar para matar, o que limita muito sua ação, exigindo um cuidado irritante na hora de disparar.

Alguns jogadores HardCore porém, descobriram um meio de trapacear dentro jogo, alterando a cor de seu personagem para amarelo, tal qual a seleção brasileira. Quando a trapaça é habilitada os policiais ficam cegos e não conseguem encontrar o alvo para atirar, inclusive confundindo-os com alguém do seu time. Já outros jogadores dizem ter conseguido o mesmo efeito, mas alterando a roupa dos personagens para um jaleco branco. Os produtores preferiram não comentar a respeito de tais bugs e disseram ser invenção de jogadores canhotos.

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E você, o que está esperando para jogar? Mergulhe de cabeça nessa aventura que promete fazer sucesso no Brasil nas próximas décadas. Não fique de fora, acesse soucontraeducacaopublicadequalidade.coxinha.br e adquira já o seu, é de graça.


Texto em homenagem aos professores grevistas no Paraná

Gustavo Nogueira de Paula

Political parties – The congress fighter – Novo jogo

É bem comum sonharmos enquanto dormimos, mas as vezes isso acontece enquanto estamos acordados mesmo. No meu caso isso é bem corriqueiro e vez ou outra e me pego parado com o olhar fixo no nada e imaginando um monte de coisas, distante. O jogo que vou apresentar é o resultado de um destes sonhos acordados, o “Political parties – The fight!

Beat em Up

Apesar do nome remeter inicialmente a um jogo de luta, trata-se na verdade de um Beat ‘em Up, aqueles jogos em que os personagens vão andando da esquerda para a direita (na maioria dos casos) e vão enfrentando vários inimigos, na base da porrada, até enfrentarem o chefão da fase. Títulos clássicos nessa linha são Final Fight, Tartarugas ninja, Streets of rage, Knights of the round e inúmeros outros. A grande diferença aqui é que os personagens são representantes de partidos políticos e os inimigos, apesar de variarem um pouco de acordo com suas escolhas, são em sua maioria advindas do povo, representantes da sociedade civil. Porém, como todo jogo mais moderno, dependendo do seu personagem a história muda um pouco, resultando em finais diferentes. A vida dos personagens é baseada no número de cadeiras no congresso. Vamos aos personagens e suas especificações:

partido-trabalhadores

PT – Tem bastante vida/energia e é a única personagem feminina do jogo. Assim como os outros, você vai desferindo golpes e enfrentando os inimigos. Caso a coisa aperte basta utilizar o poder especial, que invoca um cara barbudo que possui blindagem infinita e a habilidade de converter os inimigos para lutarem ao seu lado. Contudo, a cada vez que o poder é utilizado sua personagem acaba ficando um pouco mais fraca. O chefão final do jogo é um grande Globo que ataca com canetas, microfones e hologramas. Estes ataques tiram bastante energia, portanto tome cuidado na hora de enfrentá-lo. Caso seja vitorioso a cena final mostra um final feliz, em que o poder é mantido e perpetuado, apesar de ser possível observar ao fundo alguns inimigos ainda vivos, aguardando nas sombras para tentar se reerguer. Na penumbra, um tucano sobrevoa ao longe. As fases se passam da direita para a esquerda.

psdb

PSDB – Engravatado, cabelo impecável e muita fala, é assim seu personagem. Em algumas fases é possível contar com a ajuda de alguns banqueiros e empresários estrangeiros. Há dois tipos de poderes especiais a serem usados: o primeiro deles invoca uma tropa de choque da Polícia Militar que o protege com armamento pesado, mas quanto mais utilizado, mais inimigos aparecem, portanto utilize com cuidado. Já o segundo poder é o de vidas infinitas, pois a cada vez que você morre numa eleição o monstro Globo surge e lhe dá mais um pouco de vida. A fase final é dentro de uma favela e o objetivo é o de exterminar a todos. A cena final mostra um lindo cenário, com pessoas de classe média sorrindo e brindando com champanhe pelo final da corrupção, cercadas por altíssimos muros que os separam das favelas que compõem o restante do cenário. As fases se passam da esquerda para a direita.

pmdb

PMDB – Tem a vida mais alta de todas e a maior capacidade de dano. Seu poder especial o torna invisível momentaneamente, permitindo atacar os inimigos a vontade sem ser percebido. Não há limites ou penalizações para a utilização deste poder. A fase final acontece no congresso, em que é preciso aniquilar todas as forças da oposição, que são mínimas. Zerando o jogo, o jogador assiste a cena final que mostra algum dos outros personagens no poder, mas é possível notar algumas linhas amarradas em suas articulações. Do alto, meio escondido, podemos ver seu personagem controlando o inimigo como uma marionete e todos os companheiros se multiplicando pelas cadeiras do cenário. As fases se passam da esquerda para a direita.

PP

PP – Apesar da vida um pouco menor que a dos outros personagens você consegue causar muito dano, pois possui ataques poderosos. Seu poder especial o transforma num paladino enviado por Deus, o que lhe dá a possibilidade de atacar ferozmente, tanto com armas de fogo, como com canetas. O inimigo final é uma orda, ao estilo zumbi, de mulheres de todos os tipos e em diferentes situações, sendo negras, grávidas, gays, trans etc, além de muitos menores de idade. Caso vença, a cena final mostra um altar no lugar do congresso e seu personagem governa com um cetro divino na mão, em um cenário que lembra uma vila medieval. As fases se passam da esquerda para a direita.

PSOL

PSOL (bônus level) – Após terminar o jogo com todos os personagens, um novo nível de dificuldade é desbloqueado, junto com este novo personagem. A vida é minúscula e seu ataque causa pouquíssimo dano. Todos os outros personagens se tornam seus inimigos, além dos outros que já existiam. A fase final acontece numa zona eleitoral e, caso seja vitorioso, é possível ver um percentual de 5% piscando na tela, o que significa que você bateu seu próprio recorde de votos. As fases se passam da direita para a esquerda.

Brincadeiras a parte, seria bastante interessante a produção de NewsGames que caminhassem nessa linha. Encerro momentaneamente este bloco de posts voltados para a política, torcendo para que jogadores e produtores se tornem um pouco mais engajados e atentem um pouco mais para essas questões.

Fico no aguardo de várias críticas, mas também de sugestões para diferentes personagens, poderes, fases e finais para esse jogo, que promete fazer muito sucesso ao longo do ano.

E apenas para constar: aqueles que consideram minha ideia absurda, saibam que o personagem Hagar, de Final Fight, é o prefeito da cidade, que sai distribuindo porrada em todo mundo.

Gustavo Nogueira de Paula