Viajando em Journey

Ele ganhou o prêmio de melhor jogo do Ps3 em 2012. Ganhou vários prêmios do críticos. Foi elogiado por muita gente. E eu finalmente pus as mãos em Journey.

Comprei a edição de colecionador, que conta também com os esquisitos e populares Flow e Flower.

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Mas hoje, dedico-me somente à Jornada. Foi com muita calma e tranquilidade que relaxei e resolvi começar a jogar esse jogo. Não sei como escrever sobre ele.

Eu poderia ficar repetindo as críticas e as análises que já vi sobre Journey por aí, que aliás são muito boas no geral. Mas vou apresentar minha experiência pessoal nessa viagem, o que senti e o que pensei enquanto jogava.

O jogo começa e não te fala nada. Ninguém fala nada, nem indica nada. Você só vê uma montanha brilhante ao fundo e imagina que é pra lá que deve seguir.

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Tem início a caminhada pela areia. Aliás, que cenário lindo, incrivelmente deslumbrante. Ainda sem grandes indicações você continua caminhando e descobre que alguns elementos do cenário o fazem saltar mais alto, algo semelhantes a tapetes ou coisa parecida.

Não muito tempo depois termina a primeira “fase” nada foi muito explicado. O único botão que realiza um comando diferente serve para emitir um som, que lembra um canto de baleia ou apenas uma nota musical e inicialmente ele não parece ter grande serventia.

O cenário evolui e tudo começa a ficar maior, com mais movimento, mais vivo. No meio do caminho eu vi uma estrela cadente passando. Tentei acompanha-la, mas percebi que ela estava fora do alcance e não era para ser tocada, então desisti. A lembrança dessa estrela cadente foi emocionante ao final do jogo.

Ao avançar comecei a ficar diferente, com um cachecol maior e podia saltar mais alto.   O ambiente passou a alternar, as vezes dando a sensação de estar na agua e posteriormente tudo congelou numa neve que castigava sem piedade.

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A sensação era de solidão e me sentia perdido. De repente, encontro um ser igual a mim caminhando pela areia. Finalmente um NPC! Ele não agia muito diferente de mim, seguindo em frente e progredindo através do cenário. As vezes parecia que ele estava a me chamar e  também atendia meus chamados, tudo isso através daquele pequeno som. Também notei que me aproximar dele recarregava meu “poder” de saltar. Nunca tinha visto um NPC assim, tão parecido comigo, até parecia perdido.

Foi então que pensei: “isso não é um npc, é outro jogador”. Mas como ter certeza? Quem era essa pessoa? Seria um homem, uma mulher, criança, jovem, idoso? Quem era aquele que me ajudava e sofria junto comigo, se comunicando apenas através daquele som.

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Não sabia quem era, mas ele me dava a agradavel sensação de companhia. Eu me sentia melhor caminhando junto a alguém. Inclusive, falar que eu apenas caminhei seria uma tremenda falta de respeito, pois voei, deslizei, saltei, corri…

Não havia inimigos, nem disparos, nem brigas. Apenas uns poucos seres estranhos que voavam e transmitiam certo ar de perigo, mas nada assustador.

Depois de uma longa caminhada, a neve se tornou insuportável. Eu e meu companheiro de jornada nos unimos, ficamos próximos um do outro, mas não deu. Era o fim da linha e caímos no meio do gelo.

Caímos para em seguida nos reerguermos, num outro lugar, lindo e colorido. Subimos quase voando e de lá voltamos ao início de tudo, renascendo. Eu me tornei aquela estrela cadente e voltei ao início do jogo.

Ao final disso tudo surgiram os nomes daqueles que tinham me acompanhado. Eram realmente outros jogadores e isso me deixou parado durante uns instantes.

Alguém me seguiu, me acompanhou e conversou comigo apenas através das sensações, apenas através de um som, um chamado no meio do nada.

Propositalmente ocultei alguns detalhes dessa história fascinante, que cada um interpreta a sua maneira. O que significa tudo aquilo? Difícil afirmar com certeza.

O que posso afirmar é que os jogos evoluíram com Journey. O foco desse jogo é na experiência, no viver e no sentir. Ele leva ao extremo o que os jogos tem de único em relação as outras mídias e faz isso muito bem para contar uma história. A jogabilidade é parte do enredo e se fosse diferente talvez essa obra não fosse tão rica.

Não é a toa que Journey recebe tantos elogios e é tão enigmático. Eu poderia passar horas aqui falando sobre esse jogo e ainda assim aqueles que não o jogaram ficariam sem entender.

Fatalmente eu o jogarei outras vezes. A trilha sonora melancólica o envolve de tal forma que sem perceber você já se sentindo vagando pelo deserto, sozinho, numa busca pelo impossível.

Journey vem na contra mão do que estamos acostumados a ver. Este é um jogo mais lento, mais contemplativo, mais belo e sensível. Ele veio para mostrar que há lugar para todos, apesar de eu sinceramente não achar que seja feito para todos.

Eu simplesmente recomendo a todos que vivam essa experiência, que tem tudo para se tornar um marco no mundo dos games. Ele é exclusivo para Ps3, mas merece uma conferida, afinal de contas a aventura toda não dura mais do que duas horas.

Depois que tudo acabou eu apenas desliguei o console, fiquei pensando no que tinha acabado de ver e de realizar. Journey é um jogo que te respeita e por isso exige respeito.

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Essa foi uma boa viagem. Tentei escrever um texto diferente, de forma a homenagear esse jogo. Espero que tenha conseguido,

Gustavo Nogueira de Paula

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Exclusividades, novidades e o que vem por aí

Na minha volta dos EUA, trouxe na bagagem (entre outros) dois jogos exclusivos do PS3: Uncharted 3 (que veio dublado, ou a instalação é mais inteligente do que eu imaginava) e Journey collector’s edition (que conta também com flower e flow).

Hoje em dia os títulos exclusivos tem sido motivo de discussão entre jogadores, cada qual defendendo seu console, ou sua franquia favorita. Tempos atrás a disputa se dava principalmente entre Mario e Sonic (apesar de terem existido outros jogos exclusivos, eu sei disso), mas atualmente o encanador ganhou outros rivais de peso.

Mario vs Sonic

Pela Nintendo o elenco é forte: De cabeça lembro do Mario e toda sua turma, Link (na série Zelda), Samus nos Metroids da vida e os macacos simpáticos de Donkey Kong, isso pra citar apenas alguns. Por serem personagens antigos, creio que eles ainda estejam na frente em relação a sua popularidade junto aos jogadores. Mario já virou ícone pop e ultrapassa os limites dos videogames. A Nintendo tem aí seu carro forte.

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No Xbox creio que os principais nomes sejam de Halo e Gears of war. Não joguei nenhum dos dois para falar com propriedade, mas são bastante elogiados, tanto pela crítica, quanto pelos jogadores e seus números confirmam isso, de certo modo. Ambos vendem muito e já se tornam clássicos instantâneos logo no seu lançamento. São jogos de tiro e guerra, apesar de possuirem estilos diferentes e contam com um poderoso sistema de multiplayer. Apesar de existirem outros títulos exclusivos para a Caixa, creio que esses sejam seus principais representantes (se souber de mais algum que mereça ser relatado aqui, por favor não deixe de escrever nos comentários). No meu ponto de vista não são eles os grandes atrativos para que alguém opte por ter um Xbox, mas sim outros fatores, como o preço, kinect, controle etc.

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No Ps3 a lista é um pouco maior do que a do Box. Uncharted e God of war já ocupam um espaço bem marcado no coração dos jogadores do console da Sony, seguidos de perto pelo absurdamente simpático Sack Boy de Little Big Planet. Além deles temos Heavy Rain, futuramente Last of Us e o anteriormente citado Journey. Talvez você possa dizer que nunca ouviu falar de Journey, mas não posso deixar de fora o jogo mais premiado de 2012 e que, pelo pouquissimo que joguei, já pude perceber se tratar de um jogo realmente diferente do que estamos acostumados. No caso do Ps3, se não estou enganado, nenhum dos seus títulos exclusivos estão na lista dos jogos mais vendidos, apesar de serem excelentes jogos. Na Nintendo e na Microsoft isso é diferente e os exclusivos estão nas cabeças das listas de vendas.

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Estou comentando sobre essas exclusividades hoje, pois foi feito o anúncio oficial do próximo console da sony, o Ps4. Foram várias as novidades em termos de hardware e todo aquele marketing que permeia o anúncio de algum novo produto eletrônico. Mas esse não é nosso foco agora, pois muito ainda falar e alardear sobre esse novo console e até seu lançamento muito água vai rolar, portanto não há pressa para fazer uma análise de algo que ainda nem existe.

Mas logo nos vem a mente como serão tratados os títulos exclusivos. Para além do hardware, qual será o grande atrativo de cada grife para ganhar seus jogadores? Eu gostaria de ver mais títulos exclusivos, que cada console investisse mais em criatividade. Não que eu queira uma segregação, que os jogadores precisem ter todos os videogames em casa nem nada disso. Mas é dessa disputa pelos melhores exclusivos que costumam produzir os jogos mais belos, os mais criativos e as vezes até os mais inovadores.

Todas as franquias citadas possuem jogos excelentes e com um nível muito maior do que os jogos em geral.

Será que um novo console irá dar atenção a isso, ou apenas tentarão melhorar o hardware, bloquear os jogos usados (notícia até agora desmentida) e investir em periféricos e acessórios?

Espero sempre que as novidades venham para alimentar os sonhos e a criatividade das pessoas. Espero que com a nova geração de consoles, uma nova geração de jogos surja e faça valer todo o investimento que recebem. Que haja realmente uma evolução, que os jogos sejam mais maduros e que se tornem um marco na história dos games.

Não custa sonhar, não é mesmo?

Até mais,

Gustavo Nogueira de Paula