Esse é pra casar, mas alguns são apenas pra diversão rápida

A maioria por aqui já deve ter entrado em contato com aquela clássica filosofia machista que diz que certas mulheres são pra casar (em geral as belas, recatadas e do lar), enquanto outras são apenas para curtir, ou passar a noite (em geral aquelas que usam roupas mais ousadas, independentes etc). Creio que hoje em dia essa nobre filosofia já tenha se estendido até aos homens, que também já são classificados como “para casar” e para curtir”, uma pena, isso limita e rotula bastante as pessoas.

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Comentários imbecis são bem fáceis de se encontrar pela internet, como este da imagem

Bom, não sou psicólogo, então não sou capaz de analisar o relacionamento das pessoas, nem sou concursado para juiz  para poder julgar nada, ou seja, vou falar de games e mídia, algo que me sinto mais apto a comentar e debater. Espero que assim minha analogia fique mais clara.

Neste fim de semana fui ao cinema assistir ao novo filme dos X-men: X-men Apocalipse. Particularmente achei o filme bem fraquinho, sobretudo se levarmos em conta o bom elenco e o potencial do próprio Apocalipse. Antes que alguém  em pergunte, não sou fã de quadrinhos e meu conhecimento a respeito dos X-men é superficial, baseado quase inteiramente na série animada que passava na Tv (muitos anos atrás). Ainda assim, por pagar meia, consegui assistir ao filme tomando chope e numa cadeira bem reclinada na sala Vip do cinépolis, ao lado da minha namorada. No conjunto, uma experiência agradável, mas não pelo filme em si. Dada a situação, volto à discussão inicial, destacando um pequeno trecho da crítica de X-men Apocalipse do Omelete.

Se não cumpre a expectativa em torno dos voo que alça, X-Men: Apocalipse ao menos tem o suficiente para cumprir seu papel como fonte de entretenimento.

Por que um jogo, um filme, livro etc pode ser “ruim”, mas ser salvo por apresentar “bom entretenimento”? O mesmo vale para o contrário: Por que algo (minimamente) mais denso não pode ser considerado diversão, passa tempo e tudo mais? Parece que temos maxresdefaultjogos/filmes que são para casar, ou seja, que devem ser levados a sério, que possuem qualidades mais profundas, que tem algo a nos dizer, mas fazem menos barulho, possuem menos explosões, menos pessoas morrem, possuem menos efeitos especiais, entre outras coisas. Enquanto outros, são mais rasos, mas são muito bonitos, então são apenas para curtir uma noite, não gerando grande conteúdo posteriormente. Nos entretém com grande visual, mas não da para levar muito a sério a longo prazo. Se da vergonha apresentar para a mãe aquela pessoa de uma noite, pega mal falar que gosta da mídia pop no meio das pessoas cult.

Considero essa divisão como algo bem ruim e bastante desnecessário. As pessoas precisam saber do que gostam e assumir isso sem medo. Acabamos vendo discussões ridículas nas redes sociais em que as opiniões se resumem a considerar aquilo que o outro gosta como lixo. Sou do tipo que gosta de algo mais profundo, tanto que é raro assistir a filmes de super heróis. Porém, se eu gostasse de super heróis, assistiria a todos, sem problema algum em dizer isso. O problema é assistir somente a filmes assim e acreditar que esta é a única “proposta” do cinema. Bem como o contrário, assistir apenas a filmes iranianos e acreditar que histórias do mundo pop não possuem valia. Vejo ambos como potencial de entretenimento, apesar de considerar apelação contar histórias cheias de furos, apenas para desfilar efeitos visuais e sonoros que hipnotizam os espectadores.

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Quantas vezes você já viu ou passou por isso?

Citando um exemplo bem pessoal, gosto tanto de Journey, como de Team Fortress 2, jogos com propostas bastante distintas, mas que possuem imenso potencial criativo e de divertimento, dependendo do olhar de quem os joga.

Que tenhamos mais jogos/filmes pra casar, independente da roupagem ousada que possuam, ou das atitudes que apresentem.

Gustavo Nogueira de Paula


Em tempo, gostaria de registrar aqui que o autor deste blog é completamente contra o golpe político em curso no Brasil. Que os leitores concordem ou discordem, é fundamental deixar claro que sou completamente contra o governo Temer e suas atitudes nefastas e conservadoras.

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O fantástico mundo do empirismo ignorante

É de situações assim que muitas vezes partem os comentários mais desnecessários no mundo dos games
É de situações assim que muitas vezes partem os comentários mais desnecessários no mundo dos games

Vou falar um pouco de mim. Falar um pouco de certa lógica que tem dominado as postagens de muita gente nas redes sociais. E falar do que os dados nos mostram a respeito de determinado tema.

Tenho 30 anos, sou formado em Educação física, mestre em linguística aplicada, ambos títulos pela UNICAMP. Estudei em escola pública a vida toda, sendo que isso aconteceu também no ensino superior. Não nasci em família rica, tão pouco sou rico atualmente, apesar de ter melhorado bastante de vida. Namoro. Minha namorada é uma mulher alta, loira, olhos verdes, muito bonita. Possui duas graduações, já viajou para diferentes partes do mundo. Tem opiniões bem embasadas, autonomia, trabalha e é uma mulher que não aceita discursinho machista babaca. Em meu ambiente de trabalho a maioria das pessoas possui ensino superior e na medida do possível é um local justo, que condena preconceitos e propicia a reflexão das pessoas.

Neste breve descritivo da para imaginar que não dou de cara no meu dia dia com comportamentos do tipo condenáveis e quando isso acontece são prontamente combatidos. Desta forma, poderia dizer que no Brasil não há preconceitos, que vivemos numa sociedade igualitária e que aquele que persevera sempre alcança seus sonhos.

Não é bem assim que acontece. Não posso generalizar e acreditar que é dessa forma que as coisas acontecem.

Mas esse blog é de games e já estamos chegando lá. Eu já falei aqui no blog e não é difícil encontrar em buscas simples a quantidade de mulheres que são ameaçadas por: jogarem, produzirem ou escreverem sobre games. Agora o confronto de ideias.destaque-samus

O comentário mais comum que vemos em foruns, bate papos e na maioria dos lugares em que as pessoas discutem games é que não existe misoginia e que isso é mimimi ou baboseira politicamente correta. Os argumentos não poderiam ser mais infantis: “nunca vi acontecer”, “conheço até amigas que jogam”, “não existem produtoras de jogos porque as meninas não gostam de jogar” e por aí vai, um verdadeiro desfile de panaquices.

É assustador acreditar que os jogadores pensam e  agem dessa forma. Os casos são inúmeros e recorrentes, mas muita gente prefere acreditar que vive num mundo cor de rosa, avaliando as coisas a partir do próprio umbigo e do seu limitado arredor. Parece que a opinião dos amigos do facebook são suficientes para apresentar um extrato real da sociedade brasileira, quiçá do mundo.

Fico bastante preocupado, pois quando pensamos no videogame como arte, como meio de contar histórias e como uma linguagem própria, torna-se inadmissível tolerar esse tipo de comportamento. Parece que no ambiente dos games estamos indo na contra mão do restante das coisas. Não há personagens femininas, a perseguição com as mulheres que produzem e as jornalistas e acadêmicas de jogos passam por situações mais do que constrangedoras, para não dizer coisa pior.

Além disso, vemos uma inversão dos valores: Quem vai contra e não aceita esses comportamentos acaba sendo visto como intolerante, fechado e segregador, sendo que na verdade é exatamente o contrário. No mínimo entristecedor.

Cabe ainda um aviso aos desapercebidos: Se você joga em servidores que aceitam esse tipo de comportamento, se você participa de fóruns em que as pessoas emitem comentários preconceituosos e violentos, se você não reclama com os amigos “para não ficar com clima ruim”, se você acha que esse tipo de coisa é liberdade de expressão, então lamento informá-lo, mas você é parte integrante do problema.

Pense nisso, ok?


Gustavo Nogueira de Paula

A transformação de meninas em antas.

Era uma aula de sociologia/antropologia durante a graduação em Educação Física. O professor, um dos melhores que já tive na vida. O texto a ser discutido era dele, intitulado “A construção cultural do corpo feminino, ou o risco de transformar meninas em ‘antas”. Não, ele não achava que nenhuma menina era anta, ou algo do gênero, nem gostaria de transformá-las nisso. Tratava-se de um relato de umas de suas alunas, quando ainda dava aulas em escolas públicas, que ao errar um lance durante uma partida de vôlei exclamou “Eu sou uma anta mesmo”.

Trocando em miúdos o texto se referia a como reprimimos a participação das meninas em atividades tidas como “masculinas” e como isso acaba por refletir em seus corpos e em suas atitudes. No caso, a garota não tinha contato nem proximidade com jogos ou esportes e se sentia mal por isso, culpando a si mesma pela relativa inabilidade em tais atividades. A discussão central da aula era o machismo presente neste meio e como devemos/podemos agir para acabar com isso.

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Pois bem, situação semelhante nós encontramos nos jogos de videogame. É um ciclo básico: Sem representação as meninas tendem a não gostar muito de jogos; as que gostam são excluídas e/ou passam por situação humilhantes; menos mulheres se interessam por participarem da produção de jogos; as que participam sofrem perseguição; isso gera menos diversidade na indústria de games; menos diversidade igual menos representatividade; isso atrai menos meninas… não preciso continuar.

Obviamente trata-se de uma simplificação de minha parte, existem vários fatores para ampliar essa cadeia. Para piorar tudo isso e apimentar com ares de crueldade eu acrescento o comportamento de boa parte dos jogadores. Sim, de boa parte, não posso pegar leve com eles. Ou rejeitam ou tentam humilhar as jogadoras, seja pessoalmente ou em jogos online (pela internet todo mundo estufa o peito e tem coragem de colocar os preconceitos para fora).

Volto ainda a outro assunto, sem medo de soar repetitivo: a imprensa que fala sobre jogos é omissa, despreparada e igualmente machista na maioria dos casos, seja ignorando o que acontece, seja tratando a situação como se fossem casos isolados e de forma caricata. Se duvida, veja estes dois links da Marie Claire (isso mesmo, da Marie claire) que apresentam notícias de forma bem mais contundente do que a maioria dos portais brasileiros sobre games. A primeira delas fala sobre o preconceito com jogadoras e a segunda sobre o caso GamerGate,  que deu o que falar lá nos EUA e que mal apareceu por aqui.

É impressionante como aqui no Brasil isso passa quase batido. Pouco abordamos o tema, mesmo já sabendo que o número de jogadoras vem crescendo. O que sobram são comentários jocosos e sexistas a esse respeito. Jogar qualquer coisa online chega a ser um desafio mental quando há uma mulher no servidor, tanto pelas baixarias infantis que somos obrigados a ver, quanto pela vergonha alheia de presenciar ofensas e recalques de jogadores derrotados.

Acredite, muitos idiotas pensam assim e estão mais próximos de você do que pode imaginar
Acredite, muitos idiotas pensam assim e estão mais próximos de você do que pode imaginar

Precisamos debater o assunto de forma mais contundente, com o protagonismo feminino e de forma clara, sem pegar leve com a mídia ou com os jogadores, que muitas vezes acreditam que este seja um “problema menor” ou até mesmo inexistente. Não é raro encontrar quem pense que isso é coisa de “gente da esquerda socialista” ou babaquices semelhantes.

Se preciso for, voltarei ao tema toda vez que me deparar com alguma notícia relacionada ao tema ou quando ficar sabendo de algum acontecimento específico. Ainda aguardo pelo momento em que encontraremos um Newsgame que ironize essa situação.


Gustavo Nogueira de Paula

PS: Que o título deste texto mexa com a curiosidade das pessoas e que leiam o texto todo antes de xingarem toda minha família

Game designer’s que nunca viram a luz do dia

Fiquei uma semana sem postar, estava viajando a trabalho e também para particpar de um programa de entrevistas na Univesp Tv, que logo deve ir ao ar. Falarei mais sobre essa entrevista quando o vídeo dela estiver disponível no youtube.

Porém hoje eu volto com um post curto, no estilo revolta. Eu sempre falo que hoje em dia o público jogador de videogame mudou muito, com cada vez mais mulheres, idosos, jogadores casuais etc. Recentemente falei sobre Lara Croft e sua evolução. Estudo os jogos enquanto ferramenta educacional, alardeio sobre sua capacidade narrativa.

Nesse meio tempo eu ouço uma piadinha ou outra e dos mais céticos eu sempre sou confrontado através de jogos com visuais e/ou enredos apelativos. E foi dessa forma que nessa semana eu conheci Dragons Crown. E que tristeza me deu ao ver aquilo.

O título da matéria da Kotaku americana para mim foi perfeito “Parem de contratar game designer’s de 16 anos para fazer jogos”, pois é exatamente isso que parece. Personagens forçados existem aos montes em diversos jogos por aí, mas nesse caso em especial o pessoal caprichou. Primeiro vamos dar uma conferida no vídeo.

Os personagens masculinos são monstruosos e devem possuir musculos que nenhuma disciplina de anatomia jamais estudou. A testosterona salta nas veias. Já as femininas, ah essas merecem um destaque ainda maior, sobretudo a sorceress. Pausem o vídeo com 52 segundos e entenderão o que estou dizendo. Peitos desproporcionais, que ficam saltando o tempo todo, um quadril imenso e com o cajado posicionado estrategicamente no meio das nádegas, para ser sútil e não falar na forma popular.

Não quero saber sobre a diversão do jogo, seu enredo ou seja láo que for. Parece que ainda temos produtores que nunca viram a luz do dia, que não tem contato algum com a sociedade, sobretudo com mulheres. Esse tipo de personagem monstruoso só me leva a crer que estas pessoas realizam suas fantasias sexuais através dos jogos.

A desculpinha de que se tratam de caricaturas ou que seria apenas uma forma cômica de apresentar o jogo não cola para mim. Fico muito triste com essas coisas e vejo que em determinados aspectos a mídia não evoluiu em nada. Fico mais triste ainda em ver nos comentários a quantidade de pessoas que não se incomodam com isso. Isso reflete bem a nossa sociedade atual, que continua machista, preconceituosa e intolerante.

Espero que exemplos assim sejam cada vez mais escassos e que os jogadores parem de comprar esse tipo de bobagem.

Gustavo Nogueira de Paula

Lara Croft, as mulheres e a evolução da mídia

Semanas atrás tivemos duas importantes datas, uma delas intimamente ligada ao universo feminino e outra indiretamente ligada. A primeira delas é a celebração do dia internacional da mulher, que acontece todo ano no dia 08 de Março. Trata-se de uma data muito importante, apesar de um tanto deturpada hoje em dia, servindo para exaltar exatamente o contrário daquilo que a pregava inicialmente. O dia simboliza um marco na luta pelos direitos feminnos, bem como uma luta por direitos trabalhistas. O evento que deu origem a essa data é uma tragédia das mais terríveis da história, em que várias mulheres foram queimadas durante protesto (falando bem resumidamente).

Ainda na mesma semana, no dia 05/03/2013, foi lançado oficialmente o novo jogo Tomb Raider, que tem como estrela principal a heroína Lara Croft, símbolo sexual virtual e “representante” maior das mulheres no mundo dos games. Na minha opinião, Lara sempre foi um ícone do machsimo disfarçado dentro dos jogos, mas os videogames evoluíram e a volumosa Lara também. Vamos observar mais de perto.

Primeiramente, antes de entrar em qualquer discussão sobre a temática, é bom darmos uma pequena olhada na evolução de Lara ao longo dos anos.

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Acredito que nem preciso comentar muito sobre as imagens, que quase falam por si. Além de ficar mais nova com o passar do tempo, algo que não acontece com as pessoas no mundo “real”, sua sensualidade foi ficando cada vez mais exacerbada. O fato de ficar mais nova é compreensível, dada a evolução gráfica dos jogos de videogame. Já a sua sensualidade não é tão simples de ser explicada. Lembre de tempos atrás ter visto uma pesquisa que dizia que uma mulher comas formas de  Lara mal conseguiria parar em pé, literalmente. A proporção de sua cintura em relação a seu peito é impressionante e atua diretamente na cabeça dos jogadores, não apenas dos homens, mas também das mulheres. Na cabeça dos homens ela desperta o desejo sexual e aquela sensação de controlar uma mulher sensual para realizar seus comandos. Para as mulheres ela se tornou um símbolo da “mulher moderna”, pois ela corre, salta e se aventura, mas sem perder sua beleza e “feminilidade”. E olhe que nem vou entrar na questão do cinema, em que ela era representada por Angelina jolie, que precisava usar bojos e todo tipo de artifício para aumentar seus atributos para as filmagens.

Não vou dizer que as mulheres precisam ser tratadas como feias, ou apenas como operárias nos jogos, mas daí até as formas exageradas que ela possuía a diferença é grande. Até esse momento ela representava bem a indústria dos jogos: dominadas por homens, que realizam várias de suas fantasias através de modelagens 3d. Ela não é o único  exemplo de corpos exagerados dentro dos jogos, não apenas dos corpos femininos, mas também dos masculinos.

Contudo, essa mídia não é mais a mesma de anos atrás. Hoje em dia cada vez mais mulheres são jogadoras de videogame e aquele estereótipo de homem nerd solteirão está caindo por terra. A participação feminina no mercado é significativa e com isso a exigência tem se tornado cada vez maior. Isso sem contar a atenção que os jogos vem recebendo das pessoas em geral, o que dificulta a manutenção de comportamentos machistas dentro dos jogos.

É nesse ponto que entra a nova Lara Croft.

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Ela não ficou feia, nem tem os menores peitos do mundo, mas a diferença é óbvia. Não está limpinha, não está com meio litro de silicone, não está tão preocupada com sua aparência. Tudo isso não é apenas coincidência. Trata-se de uma evolução na mídia, que cada vez mais aperfeiçoa sua capacidade de contar histórias. Lara não é mais apenas um corpo que se move, mas uma heroína de verdade, com personalidade e profundidade.

Ainda não joguei o novo Tomb Raider e nem vou entrar no mérito do jogo em si, mas o fato da personagem ter se transformado tanto é algo a ser notado, talvez até mesmo celebrado. Ainda estamos distantes de um ideal, mas esse fato histórico é importante. Não foi um personagem qualquer a ser alterado, mas um ícone, uma musa, alguém de importância dentro e fora do mundo dos games.

Espero que os produtores não reproduzam os preconceitos presentes na sociedade e em outras mídias. Este é um bom momento para levantar essa discussão novamente, pois a forma com que as mulheres aindada são tratadas dentro dos jogos não é das melhores. Ou são prêmi ou são exageradamente sexys.

Que Lara Croft realmente atue como um símbolo, não apenas sexual, mas um símbolo de mudança e rompimento, de evolução e construção.

Para mais informações sobre esse debate vale a pena conferir meu outro post que falava sobre meninas que também jogam e meu artigo na revista pensar a prática que aborda a temática dos corpos dentro dos jogos.

Para finalizar, trago um dos exemplos mais bonitos que temos nesse aspecto. Um pai hackeou o jogo Donkey Kong (aquele antigão mesmo) de forma a fazer com que a pessoa a ser resgatada fosse o Mario e não a princesa (ok, nesse momento ela ainda nem era princesa) a pedido de sua filha que queria jogar com uma mulher e não apenas ser resgatada das mãos do gorila. A edição foi chamada carinhosamente de “Donkey Kong Pauline Edition”. Além de sensível essa atitude abre as portas para um novo tipo de pensamento dentro dos jogos.

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Parabéns a todas mulheres por seu dia de luta, apesar do atraso.

Gustavo Nogueira de Paula