Pobreza e desconhecimento

A pirataria devasta o mercado. Pra onde você olha dá para encontrar alguém vendendo um produto falsificado ou baixando direto da internet. Parcela da culpa vem de impostos, obra de um governo que pouco dialoga com a população e que tão pouco valoriza os games enquanto produção artística/midiática.

De qualquer maneira, pirataria por pirataria, ela não vem sozinha. Boa parte da população é ainda pobre e com pouco acesso a determinados bens de consumo, as vezes até pouco acesso a itens básicos de sobrevivência e/ou bem estar. A esperança muitas vezes vem dos estudos, que oferta a possibilidade de melhorar de vida, em alguns casos até possibilitando alguns bem afortunados de mudarem de país.

Contudo, nem todos possuem acesso a uma educação de qualidade, sendo que os mais ricos se destacam e acabam por se tornarem ainda mais ricos, enquanto os mais pobres permanecem cada vez mais pobres. No caso dos games, as vezes essa falta de educação (que não está ligada exatamente a presença ou não de dinheiro por parte do jogador) acaba por gerar comportamentos bastante questionáveis, com uso de trapaças, falta de senso coletivo, bagunça etc etc. Mas culpar somente a falta de educação por esses comportamentos seria demais. Vejo a falta de conteúdos voltados para o país como grande contribuinte para gerar uma leva de jogadores que muitas vezes não se identifica com o que vê na tela e quando vê algo relacionado a seu país acaba por ser uma caricatura preconceituosa do que realmente acontece no país, isso quando a população não é tratada como bandida, violenta, terrorista etc.

Não, não estou falando do Brasil, estou falando da Rússia. Durante o Congresso no Canadá pude ver a apresentação de um trabalho que abordava esse tema e falava exatamente isso que mencionei. Foi impressionante, pois se eu fechasse os olhos e não olhasse para as imagens da apresentação, poderia jurar que estavam falando de nosso país. E por que disso?

Proximidades de Brasil e Rússia
Proximidades de Brasil e Rússia

Venho falando há tempos sobre esse tópico. As grandes produções de jogos ainda são voltadas para (homens do) Japão, Europa ocidental e EUA e isso coloca o resto do mundo como subdesenvolvido, pobre, perigoso etc. Não somos os únicos nesse barco. Mas muito me entristece observar que quando produzimos jogos, comumente REproduzimos esse tipo de comportamento.

É muito importante ouvir e ver pesquisas e depoimentos de outras pessoas, de outros países, falando a respeito de jogos. Ainda somos a periferia do mundo e uma das piores formas de tentar sair dessa periferia é imitar e reproduzir comportamentos das economias dominantes. O que assusta é perceber o quão devastador pode ser essa falta de investimentos sério na produção de jogos, pois os resultados tem sido terríveis e os discursos os mesmos. Pra quem duvida disso, basta observar essa situação da Rússia. Dá para imaginar que a situação dos BRICs em geral não seja muito diferente disso.

E pra quem duvida da importância de se fazer pesquisas, sob os mais variados olhares e perspectivas, a respeito dos games, seria bom repensar a respeito.

Gustavo Nogueira de Paula

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O verdadeiro poder de decisão

Ano novo, consoles novos, tecnologias novas e novos jogos velhos. As capacidades gráficas e de armazenamento aumentam constantemente e permitem entregar narrativas e experiências cada vez mais elaboradas e ousadas. Hoje em dia, um game com 10h de jogo pode ser considerado curto, ou simplesmente com pouco conteúdo. Os mundos abertos vem ganhando cada vez mais espaço (literalmente) e são cada vez mais comuns, tanto em MMO’s, quanto em jogos single player etc. A sensação de escolher pra onde ir e o que fazer transmite grande liberdade e arranca elogios da maioria dos jogadores, daí a continuidade dos investimentos nesse tipo de jogo. Mas eles realmente entregam isso que prometem? As histórias são realmente bem contadas? Os objetivos são atingidos? Ou ainda, quais são esses objetivos? Hoje vamos falar um pouco sobre a capacidade de escolhas que os jogadores possuem e o que isso tem representado atualmente.

O grande mapa de Skyrim
O grande mapa de Skyrim

Tomemos como exemplo GTA V ou Skyrim, dois vencedores do prêmio de jogo do ano e donos de expressivos números de vendas. Basta mencionar o nome de ambos e logo vem a mente um grande mapa, com vários desafios a serem explorados, seja roubando carros ou cavalos. A linha da história principal não é tão clara e podemos simplesmente ficar vagando de bobeira por onde quisermos, apreciando a paisagem, caçando, arrumando briga, mudando nossa roupa e inúmeras outras coisas que ocupariam esse post inteiro. Isso é liberdade de escolha, mas é ao mesmo tempo uma grande vaidade.

Eu gosto e acho bastante interessante que os jogos cresçam e permitam aos jogadores seguir a história à sua maneira. Mas no exemplo dos dois jogos citados isso pouco muda na história como um todo e não faz diferença alguma no final (apesar de eu admitir ainda não ter jogado GTA V, estou me baseando nas experiências antigas, me corrijam nos comentários por favor). Recentemente o professor Nelson Zagalo publicou um dado que achei bastante preocupante: 90% dos jogadores não chegam a terminar o jogo Red Dead Redemption. Isso é terrível. O jogo, também premiado, com grande liberdade de escolha, que fazia a alegria dos jogadores com suas caçadas e brigas de bar não entrega sua história completa. Por que isso?

GTA-V-big

A maioria das pessoas prefere ficar vagando pelo espaço sem qualquer objetividade. Isso não seria problema, se houvesse uma história a ser contada em cada um desses cantos e que essas histórias pudessem levar a diferentes finais, em todos os sentidos. Seja o que for que o jogador faça no jogo o final será sempre o mesmo, caso não seja um dos 90% que sequer chegou ao final.

Na outra ponta disso temos jogos como Heavy Rain e Beyond two souls (que vou jogar em breve). Muitos são apaixonados por ambos os jogos, mas muitos os criticam, pois dizem que são jogos que não saem dos trilhos, parecendo mais um filme do que um jogo. Não se pode sair correndo a toa pela rua, não se pode dar um soco na cara de alguém, não se pode sair por aí roubando carros. Porém, cada uma das suas decisões tem um peso significativo na história e no decorrer do jogo, inclusive no seu final (cada um dos jogos citados possui vários finais diferentes). Ou seja, as decisões do jogador são respeitadas, possuem peso e não podem ser feitas levianamente.

Beyond-2-Souls

No intuito provocador de sempre eu questiono: Quais dos jogos realmente permitem ao jogador tomar decisões significativas?

Ainda espero pelo dia em que os jogos com mundo aberto respeitem mais as decisões dos jogadores e coloquem um impacto verdadeiro em cada uma delas. Ser preso mil vezes no skyrim por arrombar uma porta ou ser perseguido pela polícia por ter batido em alguém na rua no GTA ainda é muito pouco para mim. A tecnologia vem evoluindo, mas será que os jogadores também vem?

Vamos aguardar a nova geração.

Gustavo Nogueira de Paula

Jogo social, não casual

Eles estão por toda as redes sociais e espalham como gremlins tomando banho de chuva.  Por semana são inúmeros convites para baixar, instalar ou simplesmente fazer parte de algum dos tais jogos sociais. De colheita feliz a jogos de guerra eles se tornaram populares, rentáveis e crescem cada vez mais. São simples e fáceis de jogar, mas não são nada inocentes. Afinal, jogos sociais são casuais? Para mim não, eis o porque.

Jogos sociais

Começando pelo começo, os convites insuportáveis e constantes para jogar algum desses jogos. Voluntariamente ou não os usuários enviam esses pedidos aos montes, que incomodam muito, mas ao tempo divulgam a marca e conseguem sim atrair vários novos jogadores. Isso sem contar que a ideia de competir com aquele seu colega de trabalho para ver que tem a fazenda mais verdejante e rentável atrai a curiosidade de muitos.

Essa curiosidade é bem respondida, pois os  jogos são de apresentações e interfaces bastante amigáveis, que não assustam os jogadores que não estão acostumados a apertar vários botões simultaneamente e ficar constantemente entre o fio da vida e da morte nos jogos em geral. É tudo muito bem esclarecido, as regras são tranquilas e a forma com que tudo isso é levado até o jogador beira o jogo pedagógico.

Tudo muito divertido, não fossem as estratégias escondidas que pegam os mais incautos sem com que eles percebam. Normalmente esses jogos funcionam em um tempo diferente da maioria dos outros de que normalmente falo por aqui. Se você coloca uma cenoura pra crescer em sua fazenda ela leva 16h para ser colhida, por exemplo (exemplo tirado da cabeça, não sei se há cenouras na fazenda, muito menos o tempo que levaria para ser colhida). Para a maioria das pessoas 16h é muito tempo e não há muito que se possa fazer para acelerar isso, a não ser que você gaste “moedas da fazenda”* para adiantar o processo.

Provavelmente todo jogador deve começar com algo em torno de 5 moedas da fazenda, sendo que dessas 5 o jogador deve gastar duas ou três durante o tutorial do jogo. Daí em diante existem algumas formas de conseguir moedas da fazenda: jogando diariamente, desbloqueando conquistas ou “missões” e, a principal delas, pagando. Compra-se moedas que fazem de tudo nesses jogos (moedas, rosquinhas, notas, estrelas, cada jogo é de um jeito). são baratinhas, poucos reais ou dólares que fazem a felicidade de muita gente e que garantem as cenourinhas sendo colhidas em segundos ao invés das lentas 16h, o que lhe confere o poder de zombar a vontade de seus amigos atrasados e sem colheita alguma. Ou mais divertido ainda, você pode pagar para jogar uma praga na fazenda alheia. Aí sim é diversão certa.

colheita-feliz

O que fica oculto e passa quase desapercebido são as micro transações financeiras e o roubo constante de informações sobre o perfil do usuário. A premiação pela jogatina diária e a acessibilidade desses jogos faz com que as pessoas fiquem conectados a ele o dia todo e aquilo que parecia ser casual se torna bem mais hard core, semelhante a CoD etc, guardada as devidas proporções. Com adultos isso até poderia ser mais controlável, mas e com as crianças, que mal entendem o valor real disso tudo?

Não sou contra esse tipo de jogo, apesar de não gostar deles e não possuir nenhum, mas eles são bem menos inocentes do que aparentam. Portanto tome cuidado antes de aceitar qualquer tremo de contrato, plantar alguma cenoura ou comprar alguma moeda, pois é um caminho mais longo do que se pode imaginar.

Gustavo Nogueira de Paula

*nome genérico que dei para esse tipo de item dentro do jogo

Multiplayer no Brasil, a arte de passar raiva

Não faz muito tempo que escrevi sobre alguns problemas sofridos pelos e por causa dos jogadores brasileiros quando em servidores para jogos multiplayer. Na ocasião comentei sobre uma matéria veiculada no UOL, que apresentava de alguns comportamentos típicos de jogadores que mais causam caos e destruição do que se divertem e/ou promovem a diversão.

Pois bem, resolvi então recontar um fato ocorrido enquanto jogava em um servidor brasileiro de Team Fortress 2, um dos meus jogos favoritos.

Para quem não conhece, Team Fortress 2 é um jogo de tiro em primeira pessoa que traz 9 classes diferentes para escolha do jogador, sendo elas Scout, Soldier, Pyro, Demoman, Heavy, Engenheiro, Médico, Sniper e Spy. Elas são completamente diferentes entre si e é necessário um bom equilíbrio entre elas para que uma equipe saia vitoriosa. Do contrário de outros jogos multiplayer de tiro em primeira pessoa, Team Fortress é muito colaborativo, ou seja, não basta que você queira matar o time adversário inteiro sozinho, pois além de muito complicado isso pode não ajudar o seu próprio time, que as vezes necessita de outra estratégia para a vitória.

Minha classe favorita é o Pyro, um maluco com um lança chamas, muito bem representado nesse vídeo.

Como de costume, entrei tranquilo para jogar um pouco, mas tranquilo é tudo que não fiquei enquanto jogava. Primeiro foram vários indivíduos fazendo barulho no microfone, seja colocando algum funk para tocar ou apenas gritando e/ou falando palavrões.

Se isso já não fosse chato o suficiente, deram início ao comportamento mais detestável em jogos online: começaram a chamar uns aos outros de noob, inclusive eu. O pior de tudo é como isso ocorreu.

Não sou um jogador ruim de Team Fortress2, pelo contrário, até me considero bom, sobretudo quando jogo de Pyro. Naquele dia em específico eu era um dos melhores do servidor, até que um jogador, do alto de sua soberba disse “tem três noobs aqui roubando o lugar de gente que sabe jogar”. Não resisti e disse que aquilo era democrático, que todos tinham direito de jogar. O arrependimento veio poucos segundos depois… uma chuva de comentários nada elogios em direção a minha pessoa, inclusive sendo chamado de noob e por aí vai.

Dali em diante tudo mudou, perdi a noção de coletividade e fiquei na caça dos que me irritaram, um comportamento bem bobo diga-se de passagem. Mas não adiantou, os xingamentos continuaram até que finalmente desisti de jogar naquele servidor e fui procurar por outro. O mais triste é saber, por conhecimento próprio, que isso ocorre todos os dias.

É incrível a falta de educação e de respeito de vários jogadores, que se julgam melhores, mais espertos, inteligentes etc. Os palavrões são constantes e o individualismo impera, beirando o insuportável em alguns casos. Chega a ser desanimador e lamento muito, pois gosto bastante de jogar TF2 e as vezes o prazer é substituído por raiva ou algo semelhante.

Sei que isso não ocorre somente em TF2, pelo contrário, são vários os jogos em que isso acontece. A minha principal questão é: Pra que? Pra que uma pessoa se dá ao trabalho de entrar em um servidor para atrapalhar a diversão alheia?

O que me deixou esperançoso no caso narrado acima foi que os jogadores iniciantes todos me agradeceram por tê-los defendido e começaram a pedir dicas para jogar, o que fiz numa boa e isso contagiou outros jogadores que também começaram a orientar os mais novos no jogo.

Os simpáticos personagens de Team Fortress 2
Os simpáticos personagens de Team Fortress 2

A cada dia de jogo uma nova aventura, nunca sei se meus adversários irão disparar tiros e mísseis ou se vão disparar comentários deseducados e preconceituosos. Em ambos os casos é melhor estar bem preparado.

Gustavo Nogueira de Paula

Dark Souls ou Skyrim?

Após ter escrito sobre Dark souls, apresento esse post fazendo uma comparação entre este jogo e Skyrim, do qual também já falei por aqui. Por que faço isso? Pelo simples motivo que já fui questionado algumas vezes sobre qual dos dois tem minha prefência e os motivos para tal.

Relembrando: ambos são jogos de RPG/aventura/ação lançados em 2011, aproximadamente na mesma época. Skyrim ganhou inúmeros prêmios, incluindo aí o de jogo do ano. Já dark souls fez mais sucesso com um público mais “fechado” talvez possamos dizer, sendo bem avaliado e criticado no meio especializado.

Se por um lado DS ganhou fãs fervorosos ao redor do mundo, contando inclusive com abaixo assinado para que o jogo fosse lançado para pc (incialmente ele era apenas para Ps3 e 360), por outro Skyrim vendeu muito e se tornou a menina dos olhos de muitos jogadores de RPG. Como há muito tempo não ocorria, começaram a surgir pequenos debates de qual jogo seria melhor etc e como qualquer crítico que se preze eu não poderia deixar isso passr batido. Então vamos ao que interessa.

Incialmente vale dizer que comparar um jogo com o outro, pura e simplesmente, não adianta muita coisa. As propostas de cada um são divergentes em vários aspectos o que não faz deles jogos concorrentes, sob esse ponto de vista. A comparação consiste mais no âmbito teórico dos jogos, em que podemos analisar as escolhas que cada um optaram.

Tanto um jogo, quanto o outro são belíssimos, com gráficos bem feitos e muito detalhados. A ambientação de Skyrim é fantástica e faz com que o jogador se sinta como parte do mundo em que se encontra, com direito a bares, fortes, brigas, guardas, ladrões etc. Tudo é muito vivo, colorido e barulhento (no bom sentido) e a sensação de estar num povoado medieval é marcante. Em DS o ambiente é igualmente bem feito, mas com focando mais na solidão, tristeza e abandono. A sensação é de estar vagando por um mundo hostil (e bota hostil nisso), que é belo, mas mortífero ao mesmo tempo. Aqui, tudo parece morto, um lugar que um dia já foi de grandes conquistas, mas que atualmente é povoado por monstros e bestas. Os criadores do jogo conseguiram de maneira marcante criar um lugar com uma estética simplesmente maravilhosa, com cenários e inimigos que variam muito e com uma riqueza de detalhes incrível. Nesse aspecto, os dois jogos são ótimos, porém cada um a sua maneira e cabe a cada jogador escolher sua preferência.

Skyrim é um jogo que pode ser visto tanto em primeira, quanto em terceira pessoa e dark souls é visto somente em terceira pessoa. Na minha opinião a experiência de jogar skyrim em terceira pessoa era péssima, perdendo muito em relação a primeira pessoa. Pelo menos no Ps3, plataforma em que joguei, isso não parece ter sido bem acabado pelos produtores. Além disso, o controle de câmera e o fato de marcar o inimigo contam a favor de Dark souls. Mais uma vez, cabe ao jogador escolher sua preferência, apesar de nesse caso eu preferir Dark souls.

No quesito enredo/história Skyrim tem uma proposta muito mais ousada, sendo imenso e contando com inúmeras missões paralelas, enquanto Dark Souls trata de uma história épica, mas sem grandes reviravoltas ou opções de escolha, apesar de ser interessante e contada através de detalhes muito sutís. Nesse aspecto, tudo  tenderia a favor de Skyrim, que realmente conta com missões paralelas interessantíssimas, mas que por sua grandiosidade acaba por cair numa certa mesmisse em alguns momentos. É bastante irritante ficar selecionando “fast travel” a todo momento, vendo a tela de loading  e cumprindo missões não muito carismáticas. Contudo, o esforço de criar um mundo aberto a ser explorado sempre sofrerá com isso e a iniciativa (e o resultado) de Skyrim são muito bons no geral. Mesmo com momentos enfadonhos, a amplitude pesa a favor de skyrim, apesar do enredo de Dark souls ser cativante e envolvente, pois a cada cenário novo descoberto o jogador se deleita com imagens impressionantes e um novo tipo de inimigo e estratégia. Parece absurdo dizer, mas durante as primeiras 50h de jogo, skyrim se mostra mais interessante (talvez menos ou mais para alguns), mas depois desse tempo Dark souls ganha de lavada. Para aqueles que tem paciência de jogar dark souls por tanto tempo, vale conferir para me contra argumentar depois.

A dificuldade dos jogos não pode sequer ser comparada, pois Dark Souls é um jogo dificílimo, como há muito eu não via. Isso não é demérito para skyrim, apesar de em alguns momentos considerá-lo fácil demais, mas trata-se de uma opção dos criadores, pois dessa forma o jogador consegue vivenciar mais o mundo apresentado, passando pelas várias missões. São focos diferentes, eu apenas gostaria que skyrim apresentasse algumas missões realmente complicadas, algo que ao meu ver não existe, porém mesmo sendo mais difícieis, jamais chegariam aos pés de Dark souls, que beira o sadismo.

Na minha opinião o aspecto que mais diferencia os dois jogos são os inimigos e a variedade de batalhas. Afora alguns zumbis/esqueletos os monstros não se repetem em Dark Souls. Em cada cenário descoberto os desafios são diferentes e com aparências variadas. Isso faz o jogo se renovar várias vezes dentro dele mesmo. Em skyrim eu cansei, literalmente, de enfrentar inimigos dwemer, matar lobos, esqueletos fracotes, falmer e até mesmo dragões. A cada aprendiz de necromante que eu enfrentava, ou bandit perdido pelo mapa eu me questionava o porque disso! Sem contar na péssima inteligência artificial, que faz com que um inimigo tome uma flechada na cabeça e ainda diga que “deve estar ouvindo coisas”, para logo em seguida ficar novamente de costas, desprotegido, apenas esperando para que o jogador acabe com ele. Simplesmente decepcionante.

Como deu pra perceber, são jogos bastante distintos e fãs de jogos deveriam jogar ambos. Como gosto de desafios, minha preferência por dark souls acaba por prevalecer, apesar de eu considerar muito os méritos de Skyrim. Não vou cair na armadilha de recomendar apenas um deles, mas também não vou ficar em cima do muro, defendendo os dois lados. A dificuldade e a estética de Dark souls me cativaram, além do jogo contar com um multiplayer muito interessante, que faz seu interesse pelo jogo durar mais tempo. Skyrim foi bastante ambicioso e acertou em vários aspectos, mas pecou em muitos outros, que acabaram por me decepcionar um pouco.

Jogue, evolua e diga qual sua preferência. Que a disputa pela preferência dos jogadores seja sempre assim, com jogos bons e não nivelados “por baixo”.

Até!

OBS: Hoje o marcador de visitas ultrapassou 4000. É o gamecriticas crescendo com seu apoio. Mais uma vez muito obrigado!

ultrapassando 400 acessos

Summer games

Durante essas semanas em que se respira esporte, devido a glamurosa olimpíada que está rolando em Londres, todos somos influenciados a praticar, ver ou estudar diferentes modalidades. Para quem gosta, é um prato cheio, para quem não gosta é uma oportunidade de conhecer algo pelo qual possa vir a se interessar e para quem não gosta de forma alguma, lamento, mas vai ter que aguardar até que os jogos acabem.

Fiquei na dúvida. Não sabia se fazia um apanhado geral dos jogos esportivos desde o início dos videogames até hoje ou se falava de algum (alguns) jogo(s) em específico.  Como não se lembrar do destruidor de controles Dechatlon, ou do engraçado tênis, ambos do Atari? Esqui, basquete, Pong, enfim, são vários jogos esportivos desde os primórdios dos videogames, mas preferi reviver aqui um jogo não tão antigo, mas já idoso, pertencente ao Master system e um dos meus favoritos até hoje, California Games, ou simplesmente Jogos de verão.

Encarte da caixa do jogo “Jogos de Verão”

 

Você definia seu nome, escolhia seu patrocinador, definia quantos seriam os esportes a serem disputados e depois era só ir para a peleja. As modalidades presentes eram: Half pipe, Foot bag (algo como embaixadinhas), patins, BMX, Surf e Arremesso de disco.

Um dos grandes diferenciais já se apresentava logo no início do jogo, pois era possível realizar disputas entre até 8 jogadores, algo muito incomum na época (até hoje na verdade). Evidentemente não eram 8 jogadores ao mesmo tempo na tela, mas apenas um de cada vez. Os outros jogadores aguardavam pacientemente sua vez.

Ponto de destaque era a trilha sonora. Mesmo com toda a simplicidade do hardware, o som era de primeira. Nada como pegar uma onda ao som de Wipeout. Mas não era apenas o surf que contava com boa música não, todas as modalidades tinham sua trilha sonora e posso afirmar que todas eram bem interessantes.

O repaly do jogo também era alto, pois além de contar com diferentes esportes, California games contava com um sistema de recorde, que sempre que batido, levava o jogador a um mini jogo, em que poderia (dependendo da sorte) alterar o funcionamento de três das disputas: BMX, surf ou Foot bag.

Meu favorito era o BMX. Andar de bike no deserto, saltando por inúmeras rampas e realizando manobras radicais era muito divertido. Essa inclusive era uma das principais características de jogo, ele era divertido demais. Recordo de disputas com parentes e amigos em que cada um aguardava sua vez e torcia ferozmente pelo erro do adversário.

Meu ponto fraco sempre foi o surf, em que nunca conseguia uma nota maior do que 6. O restante era sempre mais disputado, não havendo nenhum destaque.

É interessante apontar que não se tratam de modalidades populares, como futebol ou basquete, mas isso não impediu o sucesso do jogo no mercado nacional. Isso prova que é possível sim apresentar inovações e coisas que fujam ao lugar comum, algo pouco visto na maioria dos jogos hoje em dia. Não havia tanto medo da inovação e da experimentação. Particularmente eu duvido que hoje em dia lançassem um jogo nesses moldes, a menos que ele fosse feito para ser jogado com o PS move ou o kinect, mas essa já outra história.

Fiquem com um vídeo do BMX  (com direito a quebra de recorde e mini game no final) e se se ficar curioso, tente baixar o ROM para seu pc, garanto que não vai se arrepender.

Até!

 

Profissão: Jogador

No jornal Folha de S. Paulo de quinta feira dia 19/07/2012 havia uma matéria mostrando que, mesmo lançado no longínquo ano de 2003, Counter Strike ainda gera jogadores profissionais e com vencimentos bastante interessantes. Os torneios, nacionais e internacionais, recebem patrocínios no mínimo razoáveis e premiações de fazer inveja a muito esportista por aí, sobretudo no Brasil. Também são cobertas todas as despesas de viagem e deslocamento dos jogadores. O clima é de seleção.

E não pense que esses garotos são “vida fácil” não. A jornada de treino chega a até 07h por dia, contando com treinamentos táticos, técnicos e físicos (acho que vou me oferecer para treinador de algum time aí). É tudo muito sério, não como aquela jogatina de amigos, com mouses comuns, junkie food e cervejinha. Aqui o negócio não é brincadeira, afinal de contas envolve muita grana e o nome dos patrocinadores. Em muitos torneios existe inclusive um sistema anti dopping, pois, assim como todo esporte de alto nível, cada fração de segundo na reação dos jogadores pode valer um troféu e eu me lembro bem que alguns anos atrás era comum ouvir falar de drogas que deixavam o jogador “ligadão”, super atento e pronto a atirar.

O imortal CS 1.6

 

Mas não é apenas sobre os jogadores de Counter Strike que eu gostaria de falar aqui. Se uma equipe profissional de CS joga em média 07h por dia para treinar, o que dizer dos jogadores de MMORPG por aí? Se você já tentou ser jogador casual desse tipo de jogo, sabe do que estou falando. Como esses jogos são feitos para durarem muito, as vezes levamos dias para saltar um nível, enquanto vemos jogadores que no mesmo período saltaram mais de meia dúzia de níveis e com itens extremamente mais poderosos do que o seu set básico.

Tempos atrás, lembro de ter lido (mas não lembro onde, isso faz tempo já) que para uma pessoa conseguir ser competitiva num MMORPG ela precisaria jogar pelo menos 08h por dia. Isso é MAIS do que os profissionais citados que jogam Counter Strike. Isso é MAIS do que a minha jornada de trabalho. Isso é muita coisa.

Agora faça a soma: Um jogo interessante + um garoto adolescente sem muito o que fazer + a “necessidade” de jogar 08h por dia = chuva de críticas e pessoas esbravejando que os jogos são viciantes. Nesse caso, podem ser mesmo.

A frustração de jogar, jogar e jogar um jogo desses e sempre ver seu personagem como um fracote qualquer pode ser muito grande, principalmente para aqueles que precisam de reconhecimento a todo momento. Imagine que determinados itens poderosos tenha um drop de 0,01% (as vezes é até menor que isso). Quantos monstros são necessários para o que item almejado seja obtido? E se quando ele cair você estiver numa party e algum outro jogador pegá-lo na sua frente? Lá se foram horas de jogo a toa. Imagine ainda que você precisa de 10 desse item para fazer um outro ainda mais forte, que te leva a outro lugar ainda mais incrível e que dropa itens ainda mais devastadores…

Se você já teria desistido, fique calmo, pois as produtoras já sabem que isso pode acontecer. Nesse momento entram em jogo os diferentes “planos” que eles podem te oferecer. Caso possa pagar, é possível ser um jogador Gold, Silver ou Bronze (por exemplo). Se é um gold, pode ficar tranquilo que seu nível subirá muito mais rápido e os itens irão “chover” na sua tela, mas isso custará uma bela grana. Acontece a mesma coisa com os Silver e Bronze da vida, mas nesses casos as vidas são menos facilitadas. É a desigualdade social atingindo os jogos online.

Jogar online pode exigir mais do que se imagina

 

Agora vamos voltar àquela equação que mencionei e acrescentar a necessidade de conhecimento sobre onde estão os melhores drops, como conseguir construir os melhores sets, onde distribuir seus pontos a cada nível etc. Aquelas 08h talvez já não sejam mais o suficiente, pois teremos que buscar informações fora do jogo, em fóruns, videos etc. Será que vem daí também o desespero das pessoas para ficarem o tempo todo conectadas.

Isso porque nesse post eu nem abordei as inúmeras trapassas existentes para conseguir continuar jogando, mesmo estando longe da tela.

Essa constante exigência muitas vezes pode criar uma ansiedade perigosa nos jogadores, ainda mais se eles não equilibrarem suas incursões online com esportes, leituras e outras atividades culturais em geral.

Pense bem antes de se atirar nesse meio e prepare-se para ser um profissional. Ou então assuma que seu personagem será mais fraco e divirta-se jogando com várias pessoas diferentes ao redor do globo.
Até mais!

News

Esse é um pequeno post que trata de duas notícias bem rápidas.

A primeira delas não é exatamente uma notícia, mas sim uma lista criada e divulgada pela IGN (International Games Network) em que eles trazem os 50 melhores mundos dos games (ambientação, história, imersão etc). Por se tratar de uma lista, sempre alguem fica de fora e muitas reclamações costumam surgir a partir disso. Nesse caso, acho que a lista está muito bem feita e o primeiro lugar foi dado a Half Life e seus desdobramentos, como Half Life 2 e Portal. Nem preciso dizer o quanto concordo com isso, pois para mim jogar HL 2 e Portal são experiências únicas e que sempre recomendo por aqui. A diferença é que dessa vez não sou eu quem está dizendo. Para ver a lista basta clicar aqui..

A outra notícia se refere ao lançamento de Diablo III. Acontece que a Blizzard optou por exigir conexão permanete para jogar  Diablo III, até mesmo no modo single player, o que acho um saco, pois voce não pode jogar em qualquer lugar e a qualquer momento, pois depende de sua conexão com a internet e da estabilidade dos servidores da Blizzard. Como era de se esperar, a meia noite quando o jogo foi oficialmente lançado, uma enxurrada de jogadores se matou para conseguir estabelecer uma conexão com os servidores, o que ocasionou problemas de conectividade par todo lado. Era um tal de “erro 37” pra lá e pra cá que frustrou muita gente. Segundo informações, hoje pela manhã aparentemente tudo já tinha voltado ao normal. Não vejo com bons olhos isso de ficar conectado o tempo todo, mas para jogar Diablo será assim. Quem quiser pode ver uma boa matéria a respeito do ocorrido no site da kotaku Brasil. Parece que teremos que vender a alma à  Blizzard para que tenhamos o Diablo no pc… que coisa esquisita.

Por hoje é só isso, curto e rápido. Em breve mais notícias e uma análise mais profunda de Skyrim.

Até!

Cooperando

Olá minha gente, todos preparados para começar a semana?

Hoje vou escrever sobre algo que as vezes fica sem segundo plano quando o assunto é videogame e, para os críticos negativos, sequer existe na maioria dos jogos: a cooperação. Nesse texto, a noção de cooperação será extendida e espero que todos possam perceber o quão longe ela pode chegar e o quanto os jogos hoje em dia são produzidos para serem cooperativos, à sua maneira.

A forma mais básica de cooperação dentro dos games vem desde os primeiros beat’em up’s da vida, como Double Dragon, Golden Axe ou Final Fight. Nesses jogos, em que você basicamente tinha que ficar apertando botões incansalvemente enquanto seu personagem descia a bordoada em todo mundo, a cooperação se dava quando jogado no modo 2 players, em que ambos dividiam a mesma tela, um sempre contando com a ajuda do outro em momentos complicados e, quando a sintonia era maior, para ver quem ia pegar o life que aparecia no chão de determinados estágios (geralmente algum pedação de carne assada). Simples, mas divertido. Duplas pouco cooperativas fracassavam na maioria das vezes.

Golden Axe. Quem jogou sabe o quanto era bom

Com o passar do tempo, alguns jogos em primeira pessoa disponibilizaram o modo cooperativo para ser jogado no mesmo console. A tela era divida em duas partes e os jogadores possuiam algum objetivo em comum. Um bom exemplo disso é Perfect Dark 64. Particularmente eu achava bem mais divertido passar pelas fases jogando de dois, pois além de acabar com aquela sensação de “solidão”, permitia um outro olhar sobre cada estágio, pois enquanto um era responsável por infiltrar, o outro ficava na retaguarda. Ou enquanto um utilizava o sniper, o outro mandava ver no lança granadas e por aí vai. Essa é outra forma relativamente simples, mas que agradou bastante.

Semelhante a isso tempos o exemplo atual de Portal 2, com seus super carismáticos robôs Atlas e P-body. a estrutura é semelhante, mas nesse caso a cooperação é mais “exigida”, pois não adianta que apenas um jogador seja super habilidoso, carregando o outro nas costas. Os quebra cabeças são feitos para serem solucionados por ambos, utilizando 4 portais, sendo impossível concluí-los sozinhos. Destaque para Glados que diz durante o jogo que as câmaras de teste cooperativo só podem ser executadas por robos, pois humanos não conseguem ser cooperativos o suficiente.

Perfect Dark 64 era um bom jogo de tiro e um dos melhors games do 64

Ainda nos jogos em primeira pessoa, mas partingo para o mundo online, encontramos os tiroteios em geral, como o caso de Counter Strike. Seja no time terrorista ou policial, se seu time não colaborar, pode esquecer a vitória, pois ela será bem difícil. Eu sei que jogar CS online não é necessariamente uma atividade de cooperação, pois não é raro ver  jogadores que estão mais preocupados com seus frags do que com a própria equipe, mas essa uma distorção permitida pelo jogo. Nos campeonatos são premiados os times vencedores e não os jogadores com maior número de mortes. Diga-se de passagem não há nada mais chato do que ter em seu time (ou no time adversário) algum mala que só sabe ficar de camper atirando com sniper. Esse é um fator que as vezes até afasta as pessoas de jogarem CS.

Na contra mão disso, Team Fortress 2 possui uma proposta bem diferente. Nesse jogo você faz pontos de diferentes formas e não apenas matando os adversários. Aqui você pode pontuar ao curar um aliado, teletransportá-lo, ajudando a matar o inimigo, destruindo construções, empurrando o carrinho, conquistando territórios, entre outros. Ao final de cada partida o que conta é a vitória ou derrota do time, além disso as equipes alternam seus objetivos, hora fazendo parte do lado invasor, ora fazendo parte do lado defensor (Blu e Red respectivamente). Fazia tempo que pretendia falar de TF2, que considero um jogo excelente, pois possui boa jogabilidade, personagens variados e um clima cômico que deixa as partidas menos tensas. TF2 é um jogo essencialmente multiplayer, não sendo possível jogar sozinho contra o pc. Inclusive fica essa boa dica, pois TF2 é gratutito para baixar e chegou a ganhar alguns prêmios de multiplayer do ano na época do seu lançamento. Meu personagem favorito é o esquisito Pyro

Team Fortress 2 é um excelente multiplayer

Ainda na onda dos multiplayer, temos MMO’s da vida, como World of Warcraft. Por mais que cada um queira que seu próprio personagem seja o mais poderoso, esses jogos são praticamente impossíveis de serem jogados sozinhos. Sem uma guild ou uma boa party, a tarefa de matar monstros, completar missões e coletar itens fica entediante e extremamente complicada, quando não se tornam impossíveis MESMO. Os produtores constroem um sistema que privilegia o jogo em grupo, pois do contrário haveriam (ainda mais) malucos que passam 24h, sete dias por semana, jogando sozinhos, sem qualquer tipo interação, mesmo no mundo online. Como são jogos que exigem muitas horas e dias para evoluir os personagens, não seria difícil encontrar casos de gente mal nutrida e doente de tanto jogar, então nada melhor do que estimular a cooperação entre os jogadores.

O último “tipo” de cooperação que vou citar aqui nesse post são os tutoriais e foruns encontrados espalhados pela rede afora. São inúmeros walkthroughs, video guias, debates etc. As pessoas dedicam tempo e esforço no intuito de criar bons documentos que facilitem a vida de outros jogadores. Antes que alguém venha me dizer que utilizar um walkthrough ou uma vídeo dica seja uma espécie de cheat, me adianto em dizer que essa acusação é uma bobagem. Por mais que eu também considere muito mais interessante descobrir as coisas por minha própria conta na maioria dos jogos, nada mais chato do que desperdiçar um item, ou evoluir mal um personagem, para depois ter que começar do zero e fazer tudo denovo, corrigindo os erros. Utilizando o exemplo do jogo que será lançado amanhã dia 15/05/2012, Diablo III, é muito chato criar um char, escolher suas skills e depois ver que fez uma grande porcaria. Aí enquanto seus amigos já estão  no nível 20 você voltou ao zero, pois do jeito que estava seu personagem ele jamais seria pareo para desafios mais exigentes. Ou então em Skyrim, ninguém espera decorar aquele mapa inteiro, conhecendo todos seus detalhes minimamente. Vale muito mais a pena você pesquisar por um wiki que te auxilie na busca por algo específico, pois o jogo foi criado prevendo esse tipo de contribuição. Se para cada nova missão você ficar perdendo horas e horas a toa, em pouco tempo acabará por desisitir do jogo (sobretudo se não for muito persistente).

A cooperação no multiplayer de Diablo inspirou esse post

Se lembrarem de outros exemplos de cooperação no videogame, por favor não deixem de avisar. Agora é só esperar pelo tão aguardado lançamento de Diablo.

Até!