Where in the world is Joao Doria Jr?

Com as eleições cada vez mais próximas e pré candidatos disputando espaço em todo canto, já era de se esperar que logo algum deles surgisse em formato de jogo. João Doria sai na frente e apresenta jogo inspirado em Carmen Sandiego. No novo jogo da Ironic Games, o jogador precisa percorrer por diversos locais do mundo e do Brasil, sempre na busca do prefeito de São Paulo.

Where in the world is Joao Doria

A mecânica é simples e totalmente igual ao jogo original da década de 80: O prefeito viaja e o jogador precisa coletar provas de seu paradeiro, na tentativa de trazê-lo de volta para a cidade. A cada novo local visitado, três pistas são possíveis de serem coletadas, no mesmo estilo de sempre: “Ele foi visto num avião tomando champanhe e com uma bandeira azul, vermelha e branca”, ou “da última vez que o vi ele segurava um quadro todo quadriculado e colorido bem brega” e assim por diante.

O posto inicial do jogador é Puxa saco, seguindo por Assistente, Chefe de Gabinete, Vereador, Deputado, Vice e finalmente Prefeito.

Outro item conhecido dos jogadores antigos e que também está presente no novo jogo é a pergunta feita para troca de posto. Em caso de erro é necessário realizar toda busca novamente, em caso de acerto o novo posto é alcançando. Dentre as perguntas (atenção spoiler alert) temos: “Qual alimento deve ser destinado aos pobres, comida de verdade, ração ou nada?” ou “Em caso de queda na popularidade, a culpa é sua ou do PT?”, “Qual a velocidade mínima que um carro esportivo deve andar na marginal?”, entre outras mais ou menos complexas.

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Em entrevista, o diretor executivo da Ironic Games, Gustaffsson Paulaners, falou um pouco mais sobre o jogo:

A ideia é manter a pegada educativa do jogo original, apresentando o mundo e suas belezas para os jogadores. É uma forma lúdica das pessoas que não possuem dinheiro, de certo modo, poderem viajar para locais onde felizmente jamais colocarão os pés”.

O pré lançamento está marcado para novembro e a distribuição será gratuita, através da plataforma Top Games. João Doria foi procurado para comentar sobre o jogo, mas obviamente não foi encontrado em seu gabinete.


Este é um texto de ficção, apesar de ser inspirado na realidade

Gustavo Nogueira de Paula

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Qual a dificuldade no seu jogo da vida?

Desde que esse blog foi criado as coisas mudaram muito, e continuam mudando, de forma cada vez mais rápida. Devemos sempre manter a essência, mas também precisamos nos adaptar. No caso, preciso de textos mais curtos e diretos, sendo que, ainda assim, nada garante leitura. As coisas também mudaram bastante no âmbito social e político, sendo que o pensamento reacionário vem ganhando força assustadoramente. Sendo assim, proponho a reflexão para que essas pessoas pensem na dificuldade do seu próprio jogo da vida, de acordo com seu nascimento, bem exemplificado na imagem abaixo:

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Mesmo tendo sido feita de forma cômica, gostaria muito que os jogos explorassem mais essas questões. Como seria se meu personagem no The Sims não fosse cristão? Posso selecionar roupas que não sejam as tradicionais no ocidente? As mulheres são assediadas? E quando falta grana, como faz?

Detalhes como estes podem fazer toda diferença na experiência dos jogadores e com certeza tornariam os jogos muito mais reflexivos do que hoje o são. Menção honrosa ao novo jogo do South Park, em que a dificuldade é estabelecida de acordo com o tom da pele do personagem. No mundo digital as coisas continuam muito cor de rosa, onde nada da errado, enquanto na vida real vemos cada vez mais ataques a tudo aquilo que foge de uma supremacia branca, masculina e heterossexual. Para quem duvida, pode até conferir nesta outra imagem, que contém uma tentativa de piada, no caso, bem mal executada e preconceituosa.

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E então, já deu tempo de quebrar algum preconceito e se revoltar por hoje?



Gustavo Nogueira de Paula

Exclusivo: Empresa lança game que coloca jogador na pele de caçador de artes polêmicas!

Já era de se esperar. Como todo esse furor no Brasil em torno das bizarras proibições e encerramentos de exposições e espetáculos, haveria de ser produzido um Newsgame a respeito. A Ironic Games, famosa por jogos como Democracy GO ou Political Figth, avança agora com The ArtBusters.

Obra censurada
Obra da mineira Alessandra Cunha, intitulada “Pedofilia” – Missão inicial

A mecânica é semelhante a vários outros jogos de estratégia em tempo real, ou seja, você precisa coletar recursos, produzir exércitos e ir pra cima do inimigo com todas as forças que puder. No caso, os “peões” que coletam os recursos são jovens liberais conservadores e você precisa ficar enviando-os a Brasília para conseguirem dinheiro. O exército básico é composto por pessoas comuns, mas com o tempo é possível desbloquear heróis mais poderosos.

As missões costumam ser bem objetivas, por exemplo: Coletar obra de arte exposta em museu X. Acumula-se dinheiro, consttói-se o exército e assim que ele tiver força o suficiente para ultrapassar os portões de entrada da fortaleza, digo, museu, torna-se possível construir a unidade polícia, que é capaz de fazer a caputra da obra e finalizar a fase.

Dentre os heróis desbloqueáveis no jogo, ou mediante compra separada através de propinas e/ou favores, estão alguns políticos e líderes religiosos, por exemplo, cada qual com seus poderes especiais. Os líderes religiosos contam com a capacidade de converter unidades inimigas, bem como aceleram a criação de exércitos. Já os políticos tem habildiade de blindagem especial, o que torna quase impossível perder alguma unidade ou polícia durante os combates.

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Por vezes, se o jogador demora demais para coletar recursos, ou avançar com sua tropa, pode acontecer do inimigo acabar ganhando força, através da armada colorida. Nesses casos o jogo acaba se arrastando um pouco, pois a necessidade de recursos aumenta muito, visto que são necessários muitos policiais para completar a missão.

Há três níveis de dificuldade e eles se dividem de forma bem básica e bem humorada, pois se dá de acordo com o alinhamento do presidente a ser escolhido antes do início do jogo: esquerda, centro ou direita. Caso o jogador acredite que o jogo esteja muito difícil, basta alterar o nível, mas para isso é necessário aplicar uma trapaça (cheat), que acelera a troca do presidente.

Conforme o jogo avança é possível baixar missões mais variadas e ao redor do mundo todo, uma boa forma de conehcer obras de outros museus mais distantes. Não há notícias de nenhum jogador que já tenha terminado o game, mas há rumores que um jogador chinês, chamado Kim, está próximo disso, até mesmo por ser visto online constantemente nos servidores do jogo. Aqui no Game&Criticas tivemos acesso à sequência final do jogo e contaremos agora. Atenção, alerta de spoiler:

Nas missões finais o jogador precisa desesperadamente caçar qualquer obra que contenha cor de rosa, arco íris, pênis, vagina, anus ou seio exposto, palavras com significado ambíguo, referência a algo que não pertença a família tradicional, entre outras coisas semelhantes. O ritmo é frenético, então não pense que será fácil. Ao completar a derradeira missão, que consiste basicamente em capturar caixas de lápis de cor, surge a mensagem de “Parabéns, você venceu. Mas perdeu ao mesmo tempo, agora você vive num mundo sem arte e sem livre expressão” escrita em preto, num fundo branco.

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Veremos se o jogo fará sucesso ou se será apenas mais uma modinha passageira.

Este é um texto de ficção, escrito baseado na mais pura indignação com a onda de censuras que vem ocorrendo no campo artístico em nosso país.


Gustavo Nogueira de Paula

Auto ajuda empresarial

Está aí algo que considero bem irritante: aquele papinho Augusto Cury, Segredo etc voltado para empresas e conquista de clientes, mercado, grana e qualquer coisa besta valorizada pelo capital de forma pouco profunda. Mas as vezes é tão ridículo que pode ser divertido. Hoje vai ser dia de post curto e direto, relatando uma experiência muito recente.

Como disse no último post, passei por várias mudanças nos tempos recentes e uma delas foi a mudança de cidade. Fora os inúmeros detalhes que uma mudança exige, em relação à nossas coisas, novo lar etc, temos também os vários contratos e papéis para assinar. Primeiros dias em casa vem com sofrimento tb: sem internet, tv a cabo, chuveiro, gás… não e fácil. Porém, vou entrar em detalhes na questão da internet/Tv.

Pois bem, vou resumir bastante: pedi transferência de endereço para a empresa NET, aifnal, não queria perder meu tempo de contrato e os “benefícios” que ele me trazia. Não foi fácil. Passaram-se 36 dias até que a situação fosse resolvida e nesse meio tempo cheguei ao ponto de ouvir de um atendente a seguinte expressão

A pessoa que te atendeu agiu de má fé e lhe vendeu um produto novo ao invés de transferir seu endereço. Vc sequer falou no setor de transferência, o sr falou no setor de compras. Lamento o ocorrido e vamos abrir investigação interna sobre o caso.

Demorou muito, mas deu “certo”. Por que conto essa história? Para estabelecer uma comparação. Como decidi voltar a escrever com periodicidade, resolvi voltar a jogar alguns jogos que tenho e sobre os quais não escrevi. Um deles é talvez um dos meus favoritos da vida, Starcraft 2. Mas nada na vida é fácil, então vamos a mais uma breve história.

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Como eu não jogava Starcraft já havia pelo menos 6 anos, obvimente não lembrava minha senha na Blizzard. Sem problemas, criei uma conta nova e reinstalei o jogo. Não deu certo, pois o cadastro dizia que aquela chave do jogo já havia sido utilizada em outra conta. Fiquei simplesmente furioso, furioso pra valer. Essa política do jogo não poder ser vendido, emprestado etc é criminosa e eu queria explodir aquela caixa do CD. Bem desesperançoso, enviei mensagem ao suporte da Blizzard relatando o caso. Detalhe, era um sábado, às 22h aproximadamente (sim gente, sábado a noite em casa, vida de trabalhador de fds não é fácil).

Foram necessários apenas 3 minutos para que a resposta viesse. Não era uma resposta automática, era uma pessoa do suporte explicando o caso, me pedindo uma foto do código do jogo e de um comprovante dos meus documentos. Fiquei um tanto surpreso, mas enviei mesmo assim. Menos de 5min depois recebo a seguinte resposta, transcrita na íntegra aqui:

Missão cumprida brother, consegui transferir o jogo com sucesso para sua conta nova. Tá em casa aqui na Blizzard Gustavo, sempre que precisar entre em contato.

Eu não acreditava, parecia até mentira, mas não era!

Por que dessa história? Bom, vamos pensar no formato de administração de cada uma das empresas mencionadas aqui, qual delas se utiliza de terceirizações, prezam pela qualidade dos produtos, cresce a cada a ano, evolui etc etc… não é a toa que a indústria dos games cresce, enquanto outras só encolhem. Parece haver um abismo entre a forma de pensar de certas empresas e essa experiêcia pela qual passei parece que veio para comprovar isso.

Não acho que a Blizzard seja composta por anjinhos, mas neste caso eu preciso admitir que se mostraram incríveis.

Em breve escrevo sobre o jogo em si. Nesse meio tempo eu recomendo que o pessoal da NET leia alguns livros sobre como consquistar clientes, de preferência sem roubar, enganar, forçar e tudo mais que costumam fazer.


Gustavo Nogueira de Paula

As coisas mudam, mas nem tanto

Já se vão nove meses desde a última postagem. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, mas posso destacar principalmente minha mudança de cidade, horário de trabalho e mais uma série de pequenas coisas em meu estilo de vida. O que não muda é a vontade de voltar a escrever e realimentar o Game&Criticas.

Pois bem, a vida de crítico de jogos não é das mais fáceis, pois as tecnologias se atualizam bem mais rápido do que minha capacidade (e disposição) para adquirir novos consoles, computadores etc (apesar que finalmente voltarei a escrever sobre jogos de PC, aguardem). Como não sou youtuber descolado, nem estou no UOL, não rola patrocínio e as coisas vão se acumulando. Meu velho amigo PS3 começa a dar sinais de desgaste e seu leitor só funciona quando quer, me restando apenas os jogos digitais. Não é lamento, mas sim uma constatação da situação de quem estuda jogos de forma independente.

E já que mencionei os jogos digitais, resolvi comprar alguma coisa para passar o tempo. Queria algo que fosse conhecido/divertido, mas ao mesmo tempo que tivesse a chance de possuir algum conteúdo interessante. Entre a grande quantidade de jogos sem muito apelo (para mim) na PSN, encontrei Dishonored. Sim, o primeiro. Sim, jogo que já está antigo.

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Parece que não há nada para falar de jogo antigo, não é mesmo? Já ganhou vários prêmios de jogo do ano, já foi detonado, gravado, zoado etc, mas, como diz o título deste post, algumas coisas mudam, mas nem tanto assim.

É cada vez mais evidente que os produtores de jogos se preocupam com seu conteúdo, tentando entregar produtos que tenham mais apelo aos seus consumidores, bem como desenvolver narrativas que prendam a atenção por mais tempo, visto que os celulares passaram a concorrer muito fortemente com os videogames e, sobretudo, com os computadores. Títulos com boas histórias vão ganhando força e espaço e acho isso ótimo. Foi com essa expectativa que resolvi encarar Disonhored.

Que fique claro, ainda não terminei o jogo e na verdade ainda devo estar bem longe disso. Porém, logo de cara, algo me chamou a atenção: o início da história. Por mais incrível que pareça, mesmo com todo avanço que os jogos vem apresentando, o jogo começa com uma garota sendo raptada e sua mãe morta, sendo seu personagem acusado de assassinato, dando início a uma perseguição, enquanto você luta para limpar seu nome.

Eu quase desisti ali mesmo. Nem entro no mérito da qualidade (ou falta de) presente no jogo, mas a história é um clichê tão insuportável que desanima qualquer um. Como pode, um jogo com investimento tão alto, de uma empresa tão famosa (Bethesda) apresentar uma história tão fraca. Já percebi que com o desenrolar do jogo vão surgindo algumas nuances, mas o tema central é esse.

É de se lamentar bastante a falta de criatividade que assola o meio dos jogos, principalmente os Blockbusters. Não vou dizer que não existe vida inteligente nos games AAA, mas em geral é a água com açúcar de sempre. A preguiça de pensar ainda fala mais alto. Não acho que todo jogo precise de histórias complexas ou intrigantes, mas é isso que se espera de um jogo com grandes equipes e cifras elevadas. Vale notar que esse ainda é um aspecto pouquíssimo debatido ou questionado nas críticas de jogos de um modo geral.

Volto sempre a pergunta: Os jogadores preferem jogos assim e por isso as produtoras investem nisso ou as produtoras só investem nisso e os jogadores não conhecem outra coisa?

Espero que em breve possa voltar aos jogos de PC e, dessa forma, me aventurar por produções mais variadas e que desafiem nosso intelecto tanto quanto nossa habildiade manual.


Gustavo Nogueira de Paula

Happiness

Você já parou para pensar hoje naquilo que te faz feliz? Refiro-me àquelas coisas que realmente lhe arrancam um sorriso do rosto, que mudam seu dia e que resgatam a paz de espírito. Pode ser qualquer coisa, de um copo de cerveja gelada no fim do dia, a exercícios físicos, passando por uma simples mensagem carinhosa vinda de alguém que você goste muito. A felicidade está por aí, mas as vezes parece estar camuflada, então vamos olhar um pouco mais de perto esta camuflagem.

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As mídias em geral tem se especializado cada vez mais em produzir diversas sensações ruins nas pessoas, com destaque para o medo, o rancor e o ódio. Assistir a um telejornal já se tornou tarefa para corajosos, pois é difícil escolher qual a pior parte, se aquela que te lembra o quanto ainda está distante da aposentadoria (e quando estiver perto, caso ainda esteja vivo, com certeza ela vai caminhar para um pouco mais longe), do milionário que atropela, mata e foge, se do ex namorado que comete crime “passional” e assassina mãe e filha, ou algum desastre natural em alguma parte do mundo. No meio disso tudo, aparecem os lampejos de felicidade, normalmente com os gols da rodada ou com alguma história linda de superação e vitória. Mas é apenas isso, um lampejo. Apesar de até mesmo os lampejos não estarem sendo mais suficientes, diante de tantas notícias absurdas, sobretudo no cenário político brasileiro.

Quando partimos para o cinema (das grandes produções massificadas), a coisa não costuma mudar muito, apenas as roupas são trocadas. Super vilão vai destruir a Terra e super heróis surgem para combatê-lo, pessoas são transformadas em zumbis e a humanidade se mata atrás de uma cura, policiais perseguindo terroristas etc. A felicidade normalmente vem acompanhada de doses românticas ao melhor estilo conto de fadas, mesmo que numa roupagem mais moderninha e descolada. Ainda assim, bem melhor que um telejornal depressivo e angustiante.

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No caso dos games a coisa muda muito pouco. A felicidade raramente é retratada de forma digna, até porque se o jogador está feliz e o personagem também, não haveria lá grandes motivos para pegar uma arma e sair atirando ou roubando carros. Eu sei que a ideia geral dos jogos é gerar entretenimento, contar histórias e impor desafios a seus jogadores, mas não deixa de ser um detalhe a ser reparado e discutido. Vejamos o exemplo de Journey, um jogo já clássico e que costumo citar bastante por aqui. Apesar da abordagem indireta, o jogo trata nitidamente de questões sentimentais, dentre elas a alegria e a felicidade e isso fica evidente através das trocas de cores dos cenários, da música ambiente e da liberdade de movimentos. A sensação nestes momentos é incrível e, mesmo sem palavras, consegue-se transmitir energias muito positivas. Eu também poderia falar também de Little Big Planet, dos jogos de dança (que de certo modo são animados e acabam com a timidez das pessoas), esportes etc, mas ainda assim é pouca coisa. A felicidade de um jogo não pode residir apenas em seu final, após o sentimento de dever cumprido.

Levanto esta questão após observar a linha tomada por vários jogos mobile, em comparação sobretudo aos consoles. A maioria da pessoas, jogadoras casuais, não quer ficar sofrendo enquanto vai de metrô até em casa, ou fica aguardando o ônibus atrasado para chegar na escola. Isso não significa produzir apenas fazendas felizes e joguinhos com joias coloridas e explosivas, mas sim de abordar com mais profundidade sentimentos diversos, sobretudo estes positivos. Não a toa os jovens tem tido cada vez mais dificuldade em dissociar felicidade de consumo efêmero, seja de bens e produtos ou de pessoas e situações. Pode parecer absurdo, mas tem se tornado cada vez mais difícil abordar a questão da felicidade com adolescentes e jovens. Estes parecem saber mais daquilo que odeiam do que daquilo que amam. Para além de uma educação geral deficitária, as mídias contribuem de forma significativa para esta felicidade efêmera, que surge em doses homeopáticas e cercada pelo medo, tensão e ódio.

Por mais jogos felizes, pois videogame não se resume a matar inimigos e socar a cara das pessoas (mesmo sabendo que até em jogos assim reside muita qualidade em alguns casos, rs).

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Texto de Gustavo Nogueira de Paula – Escrito num momento de felicidade