Seu jogo agora é nosso

A expectativa era grande em torno da conferência da Microsoft que iria anunciar detalhes e novidades de seu novo console, o sucessor do Xbox 360, até então conhecido por Xbox 720.

O Xbox One foi revelado: ele vai integrar serviços de Tv, internet, comunicação e um monte de coisas. O kinect vai reconhecer rostos, falas, gestos e deve até fazer previsão para seu signo no amor e no trabalho.

Muita coisa foi apresentada, muita gente ficou animada e muito barulho foi feito. Mas em todo lugar para o qual projetamos muita luz acabamos por também gerar muita sombra. No caso do novo Xbox não foi diferente. Na verdade são essas sombras que estão assustando as pessoas.

O novo Xbox (one)
O novo Xbox (one)

Pouco vi em termos de inovação. O que os jogos do Xbone terão de diferente? Gráficos mais avançados, controle de movimentos… tá, mas o que isso representa para os jogadores? Isso significa jogos melhores? Isso significa espaço maior para a criatividade? Não vi nada muito atrativo a esse respeito.

Ao que tudo indica a Microsoft vai voltar com aquela famigerada trava por regiões para seus jogos. Não há explicação de mercado que justifique para mim essa trava por região. Por que eu não poderia comprar ou ganhar um jogo da Europa e jogar no meu console na América do Sul. Voltamos aos tempos do Super Nintendo.

Mas o pior de tudo ainda está por vir: pelo visto o Xbone virá com uma trava para jogos usados, ou seja, se você comprar um jogo usado terá que pagar uma taxa para poder habilitá-lo. E nem adianta achar que vai burlar isso, pois a Caixa precisará conectar na internet todos os dias. Excelente avanço esse da Microsoft.

Se você quer emprestar seu jogo para um amigo, esqueça, pois ele terá que pagar. A justificativa é a de que o mercado de jogos usados é terrível para a indústria e que sem eles as empresas teriam mais dinheiro, o que resultaria em mais jogos e de maior qualidade. Uma vergonhosa balela.

Realmente ao deixar de comprar um jogo novo a empresa teoricamente perde dinheiro, mas é um absurdo o que estão para fazer. Você perde o direito sobre aquilo que comprou. Seria praticamente um contrato: “Nós da Activision lhe permitimos jogar nosso novo Call of Duty 10 por essa pequena quantia, mas não ouse deixar mais alguém jogar”.

Como se as empresas não andassem mal das pernas devido aos péssimos jogos que tem produzido, ao desrespeito com os jogadores, à falta de criatividade, aos incontáveis DLC’s pagos, aos jogos lançados cheios de bugs e pela metade, entre outros motivos.

É uma pena ver um mercado tão novo e que poderia fazer tanta coisa diferente ser tão mesquinho e quadrado como outros já foram no passado, como o caso da música versus internet. A indústria automotiva não vai mal das pernas devido a venda de usados.

Eu não estava muito preocupado com a conferência da Microsoft, nem sei o porque de tanto hype em cima disso, mas depois de tais anúncios fiquei mais descrente ainda. O pessoal da Sony, vendo toda essa repercussão negativa, deve estar se virando para mostrar algo oposto a isso na E3, é esperar para ver.

Mais uma vez, espero que os jogadores não engulam essa e façam a Microsoft se arrepender amargamente das decisões que tem tomado.

Até mais,

Gustavo Nogueira de Paula

 

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Exclusividades, novidades e o que vem por aí

Na minha volta dos EUA, trouxe na bagagem (entre outros) dois jogos exclusivos do PS3: Uncharted 3 (que veio dublado, ou a instalação é mais inteligente do que eu imaginava) e Journey collector’s edition (que conta também com flower e flow).

Hoje em dia os títulos exclusivos tem sido motivo de discussão entre jogadores, cada qual defendendo seu console, ou sua franquia favorita. Tempos atrás a disputa se dava principalmente entre Mario e Sonic (apesar de terem existido outros jogos exclusivos, eu sei disso), mas atualmente o encanador ganhou outros rivais de peso.

Mario vs Sonic

Pela Nintendo o elenco é forte: De cabeça lembro do Mario e toda sua turma, Link (na série Zelda), Samus nos Metroids da vida e os macacos simpáticos de Donkey Kong, isso pra citar apenas alguns. Por serem personagens antigos, creio que eles ainda estejam na frente em relação a sua popularidade junto aos jogadores. Mario já virou ícone pop e ultrapassa os limites dos videogames. A Nintendo tem aí seu carro forte.

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No Xbox creio que os principais nomes sejam de Halo e Gears of war. Não joguei nenhum dos dois para falar com propriedade, mas são bastante elogiados, tanto pela crítica, quanto pelos jogadores e seus números confirmam isso, de certo modo. Ambos vendem muito e já se tornam clássicos instantâneos logo no seu lançamento. São jogos de tiro e guerra, apesar de possuirem estilos diferentes e contam com um poderoso sistema de multiplayer. Apesar de existirem outros títulos exclusivos para a Caixa, creio que esses sejam seus principais representantes (se souber de mais algum que mereça ser relatado aqui, por favor não deixe de escrever nos comentários). No meu ponto de vista não são eles os grandes atrativos para que alguém opte por ter um Xbox, mas sim outros fatores, como o preço, kinect, controle etc.

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No Ps3 a lista é um pouco maior do que a do Box. Uncharted e God of war já ocupam um espaço bem marcado no coração dos jogadores do console da Sony, seguidos de perto pelo absurdamente simpático Sack Boy de Little Big Planet. Além deles temos Heavy Rain, futuramente Last of Us e o anteriormente citado Journey. Talvez você possa dizer que nunca ouviu falar de Journey, mas não posso deixar de fora o jogo mais premiado de 2012 e que, pelo pouquissimo que joguei, já pude perceber se tratar de um jogo realmente diferente do que estamos acostumados. No caso do Ps3, se não estou enganado, nenhum dos seus títulos exclusivos estão na lista dos jogos mais vendidos, apesar de serem excelentes jogos. Na Nintendo e na Microsoft isso é diferente e os exclusivos estão nas cabeças das listas de vendas.

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Estou comentando sobre essas exclusividades hoje, pois foi feito o anúncio oficial do próximo console da sony, o Ps4. Foram várias as novidades em termos de hardware e todo aquele marketing que permeia o anúncio de algum novo produto eletrônico. Mas esse não é nosso foco agora, pois muito ainda falar e alardear sobre esse novo console e até seu lançamento muito água vai rolar, portanto não há pressa para fazer uma análise de algo que ainda nem existe.

Mas logo nos vem a mente como serão tratados os títulos exclusivos. Para além do hardware, qual será o grande atrativo de cada grife para ganhar seus jogadores? Eu gostaria de ver mais títulos exclusivos, que cada console investisse mais em criatividade. Não que eu queira uma segregação, que os jogadores precisem ter todos os videogames em casa nem nada disso. Mas é dessa disputa pelos melhores exclusivos que costumam produzir os jogos mais belos, os mais criativos e as vezes até os mais inovadores.

Todas as franquias citadas possuem jogos excelentes e com um nível muito maior do que os jogos em geral.

Será que um novo console irá dar atenção a isso, ou apenas tentarão melhorar o hardware, bloquear os jogos usados (notícia até agora desmentida) e investir em periféricos e acessórios?

Espero sempre que as novidades venham para alimentar os sonhos e a criatividade das pessoas. Espero que com a nova geração de consoles, uma nova geração de jogos surja e faça valer todo o investimento que recebem. Que haja realmente uma evolução, que os jogos sejam mais maduros e que se tornem um marco na história dos games.

Não custa sonhar, não é mesmo?

Até mais,

Gustavo Nogueira de Paula